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12 de fevereiro de 2016

Cobertor curto

Estimados tricolores,


O que estamos vendo nesse início de ano é mais do mesmo. Há muito tempo nossas campanhas no Estadual são assim. Ganhamos um jogo dos Bonsucessos da vida, empatamos com Madureiras, perdemos de Boavistas. Depois vem os clássicos, perdemos, nos classificamos para as finais aos trancos e barrancos e invariavelmente perdemos para Botafogos e Vascos que jogam com mais raça, raiva e vontade contra nosso time. Aí o treinador é demitido, vem um novo para o Brasileiro e a roda segue girando. Então nos resignamos e aceitamos? No nosso entendimento não. Claro que é muito mais fácil falar de fora. Ser pedra sempre foi mais fácil do que ser vidraça. Administrar um clube de futebol com tanta pressão como qualquer time grande tem, é um exercício de inteligência, paciência e que exige firmeza na maneira de pensar. Se você toma decisões sem estar seguro delas, certamente naufragará.

O que se vê no departamento de futebol do Fluminense de hoje é um vácuo de poder ocupado por pessoas que não têm o preparo para isso. Todos mandam e ninguém tem razão. A bagunça é generalizada, há quebra de hierarquia todo o tempo e as soluções encontradas são sempre as piores possíveis. E o resultado dessa confusão, dessa ânsia por poder desenfreado, desse excesso de vaidade e personalização, é o que temos visto em campo desde 2013. Se o Presidente Peter realmente quer encerrar seu mandato sendo reconhecido e recordado como um dos bons presidentes que tivemos, ele precisa agir já antes que seja tarde. A demissão do Eduardo Batista, assim como as demissões do Cristovão, Drubscky, Enderson, será um paliativo. Essas demissões resolveram um problema pontual, oxigenaram por um período mas não acabaram com o desafio.

Para que o futebol volte a ser vitorioso o Presidente Peter precisa demitir tanto o Mário Bittencourt quanto o Fernando Simone. Eles são os responsáveis pelo fracasso que nos persegue faz tanto tempo. Já é hora do Fluminense ter no seu departamento de futebol profissionais de verdade. Que entendam do riscado, tenham experiência comprovada e possam gerir o carro chefe do clube. Nós já demos sugestões de nomes. Existem no clube pessoas com experiência que podem fazer um trabalho melhor do que o Mario, tal como o Júlio Domingues por exemplo. Se o Presidente procurar dentro dos quadros de associados, encontrará outros também qualificados para o cargo de VP. E nomeado esse VP, esse terá a obrigação de procurar um Diretor de Futebol de verdade. Alguém com cancha, rodagem e que saiba administrar elencos e vaidades. Existem nomes com mais experiência e nomes em desenvolvimento. O Corinthians apostou no ex-jogador Edu. A Parmalat fez uma aposta no passado no Brunoro, que veio do vôlei. Enfim, existem nomes que podem produzir muito mais, lembrando que o diretor pode ser remunerado e um profissional do clube.

Ato seguido esse diretor deve contratar um treinador de verdade. Chega de apostas. O Fluminense é um clube muito grande e com muita pressão interna e da mídia para ter treinadores aposta. Não funciona. Não somos assim. O perfil do Flu exige um treinador forte. Somente como exemplos, já que alguns não estão disponíveis ou não são a solução para o momento, nomes como Tite, Muricy, Cuca, Abel, Levir Culpi. Treinadores com casca, que saibam se impor ao grupo, a mídia, aos atores do meio. Que saibam montar um time, treinar, que não se assustem com os resultados, que não tomem decisões equivocadas na hora de substituir nem se precipitem. Que não achem que a solução quando está perdendo é colocar 5 atacantes e quando está ganhando 6 zagueiros. Que trabalhe as opções de esquema tático em função dos jogadores disponíveis, que trabalhe e ensaie jogadas de falta, bola parada, laterais. Enfim, que realmente prepare o time para o que as competições profissionais exigem.

Feitas as escolhas do VP, Diretor e Treinador, esses 3 de maneira conjunta devem formar uma comissão técnica permanente e de nível de um Fluminense. Nomes do quilate do Fabio Mahseredjian, Nilton Petrone (que já está no clube), Carlos Pracidelli, Paulo Paixão, são o perfil de profissionais que devem formar essa comissão. Nada de apostas, parentes, amigos. Nomear um assistente técnico permanente com formação correta, que possa realmente agregar ao clube, como por exemplo fazia o Milton Cruz no SP.

Para finalizar, essa nova diretoria precisa também rever nosso scout. As soluções encontradas são sempre fracas e as piores possíveis. Porque não se buscam jogadores no mercado sul americano como até mesmo o Botafogo tem feito? Porque sempre temos que girar na mesma direção, todo ano falando em Conca, Thiago Neves, Nem? Porque não buscar jogadores em baixa na Europa que aceitem vir jogar no Brasil? Para isso é preciso saber pesquisar. Opções existem mas como um departamento de scout formado de voluntários, sem ferramentas adequadas, sem preparo, nunca sairemos do lugar e os erros se repetirão. Formaremos elencos desbalanceados, com jogadores de perfis ultrapassados e que nunca renderão apropriadamente.

Enfim, o clube precisa é se profissionalizar. Chega de apostas, quer seja na gestão do futebol, na comissão técnica ou em campo. O futebol de hoje em dia exige seriedade. Num cenário de pouco dinheiro os investimentos precisam ser cirúrgicos e para serem cirúrgicos precisam de gente que entenda de verdade. Atue já presidente Peter. Não morra abraçado com conceitos que tem dado errado. O Fluminense não pode ser refém de um plano de poder. dirigentes e jogadores são passageiros. O Clube é eterno!


Esperança Tricolor

11 de dezembro de 2015

Temos que ser "positivos"...

Esperançosos Tricolores,


Findado o ano de 2015, a primeira sensação é de alívio. Graças a algumas vitórias santas no primeiro turno, notadamente contra Goiás, Atlético-PR e Cruzeiro, os pontos acumulados na primeira metade no campeonato mantiveram-nos na divisão principal do futebol brasileiro em 2016. Cumpre lembrar que no total do Brasileirão somamos 47 pontos, apenas um a mais do que em 2013, quando escapamos de um gigante vexame em virtude das até hoje enigmáticas escalações dos atletas André Santos e Héverton.

Mas indiscutivelmente o ano foi um desastre sob uma série de aspectos, ainda que nosso Presidente honorário e VP de futebol com honorários classifique o período como algo positivo. Num campeonato estadual tecnicamente fraco (o Vasco foi campeão) e ainda que prejudicado pela Federação, tivemos pífia participação com a já tradicional dificuldade contra clubes de menor investimento bem como derrotas para todos os rivais, outra marca da gestão atual. Voltando ao Campeonato Brasileiro tivemos um bom início após o fim do estágio do simpático Ricardo Drubscky, mas infelizmente Enderson Moreira perdeu a mão ao ter que lidar com atrasos de salários, crises políticas e Ronaldinho Gaúcho, culminando também com excessos do treinador em Joinville e posteriormente em episódio mal explicado ocorrido após o jogo contra o Corinthians em São Paulo.

A grande exceção foi a Copa do Brasil, em que apesar de só termos vencido três partidas éramos para estar na final, operados por erros crassos nos dois confrontos contra o Palmeiras. O que cabe mencionar é que dentre os quatro semifinalistas o Fluminense era o único membro da Liga Primeira (que periga nem mais acontecer), em mais uma manobra pouco inteligente da Gestão Siemsen, não no que diz respeito a participar, mas sim anunciar um movimento polêmico com uma fase final por disputar de um torneio organizado exatamente pela CBF.

Cristóvão Borges, Drubscky, Enderson e por último, Eduardo Baptista. Quatro treinadores no mesmo ano, sendo que o primeiro foi mantido com grande objeção dos torcedores e o segundo foi uma escolha em que não se consegue encontrar nenhuma lógica. Como dito acima, o time até deu liga com Enderson mas sua situação ficou insustentável depois que implodiu o vestiário. Por fim, mais uma aposta para finalizar o ano, dessa vez num treinador que parece ser adepto de novas experimentações e invencionices.

Com relação às contratações, definitivamente foi um ano para esquecer. Excetuando-se Vinícius (bom jogador, mas aparentemente bastante problemático), Giovanni (contundido após alguns jogos) e Pierre (sem grande brilho, mas eficiente), realmente fica complicado entender o critério para contratações utilizado pelos mandatários atuais. Apostar em Magno Alves com quase 40 anos, num inacreditável revival de péssimo gosto, serviu apenas para lembrarmos da Série C a cada toque na bola do jogador. Wellington Paulista protagonizou a cena que reflete bem o ano de 2015, naquele abraço hediondo no nosso VP de futebol, enquanto pérolas como João Filipe, Victor Oliveira, Lucas Gomes, Renato (veio antes, mas só estreou durante o ano), Antônio Carlos, Marlone, Breno Lopes (o que é Breno Lopes?) também envergaram o manto tricolor. É verdade que apostas válidas como Oswaldo e principalmente Ronaldinho Gaúcho decepcionaram ao extremo, mas nada que atenue a culpa da nossa gestão do futebol e do tão decantado mecanismo de scouts.

Fora das quatro linhas a coisa funcionou melhor, com o bom trabalho de Xerém coroado com um título nacional e duas negociações cujos valores anunciados podem ser considerados bons (no caso do Gérson, muito bom), ainda que sempre existam as costumeiras confusões monetárias da gestão atual, como no caso da tão alardeada prioridade garantida que na verdade era um adiantamento para o caso do Barcelona realmente exercer a compra. O CT parece caminhar bem, claramente mais por uma iniciativa personalizada do que propriamente um ato de gestão, mas os termos do retorno dos valores investidos nos causam preocupação, já que tudo é um tanto obscuro. E o próprio Sócio-Torcedor deu uma pequena alavancada, turbinado talvez pela empolgação quando da vinda de Ronaldinho, ainda que o programa se mostre bastante efêmero.

E por último, mesmo com o campeonato terminado os movimentos confusos continuam. Ao invés de retornar para o Fluminense, Biro-Biro seguirá para a China após bom Brasileiro pela Ponte Preta, por valores ainda desconhecidos. O Esperança Tricolor não é oportunista e sabe que evidentemente o atleta não seria a solução dos nossos problemas, mas entende que poderia ser viável dar uma chance ao jogador, gerando mais uma opção de velocidade para subsidiar Fred. Aliás, a negociação do atleta nos renderá um aparente promissor atleta sub-15, o qual torcemos para dar certo.

Por fim, como foi publicado em vários sites que publicam notícias sobre o Fluminense e em redes sociais, cabe ressaltar que o jogador é assessorado pela empresa Bloom Sports (de propriedade do Presidente do Nova Iguaçu), cuja assessoria jurídica é prestada pelo escritório Bittencourt & Barbosa, banca que tem como um dos sócios o nosso VP Mário Bittencourt. Como sabidamente o referido escritório presta serviços também para o Fluminense, o contrato do atleta pode ter sido analisado pelo mesmo CNPJ, tanto na visão "empregador" quanto na visão "prestador de serviços". E ainda sobre o empregador, o mesmo Bittencourt responde pelo futebol, numa situação claramente evitável e desnecessária.

Mas acreditamos na força do clube e no potencial inesgotável da instituição e dos seus torcedores. Cremos sim num 2016 extremamente positivo, torcendo por conquistas e por bons ambientes dentro e fora das quatro linhas. Muito mais do que integrantes de um grupo político, nós somos fanáticos pelo Fluminense Football Club e isso está de modo irretratável e irrevogável acima de qualquer outra questão.

Saudações Tricolores!!!


Esperança Tricolor

13 de novembro de 2015

Alerta aos "Escouteiros"

Estimados Tricolores,


Em qualquer área, o sucesso de uma equipe é fruto de um ciclo. Uma equipe vive de fases: formação, amadurecimento, auge, decadência e renovação. E o Fluminense vem pecando justamente na renovação de elenco. Depois de viver grandes conquistas entre 2010 e 2012, o clube parou no tempo. Nos últimos três anos, o Flu não brigou por título algum e, para piorar, passou vexame seguidas vezes dentro e fora de campo, como nas derrotas vexatórias para América-RN, Chapecoense e Horizonte, no teatro promovido por Mario Bittencourt em 2013 e nas contratações de Drubscky e Ronaldinho Gaúcho.

Com 150 milhões de faturamento, a maioria dele proveniente do futebol, era de se esperar que o clube desse a devida importância ao seu principal propósito. Entretanto, o trio Mario Bittencourt/Peter Siemsen/Fernando Simone não entendem assim. O tão alardeado “scout” é formado por voluntários. Pessoas do bem, que se submetem a trabalhar gratuitamente pelo Fluminense, mas que não recebem os recursos necessários nem são preparados para a fundamental função que desempenham. Isto exposto, entende-se as fracassadas contratações para esta temporada e as anteriores. O Corinthians, provável campeão brasileiro, possui 18 funcionários dedicados unicamente ao setor, três deles exclusivamente para as categorias de base.

Entre 2013 e 2014, o Fluminense contratou Edson, Walter, Marcelinho das Arábias, Guilherme Mattis, Felipe Garcia, Chiquinho, Fabrício, Monzón, Rhayner, Henrique, Wellington Silva e Felipe. Destes, apenas Edson e Wellington Silva (este com alguma boa vontade) trouxeram retorno.

Em 2015, com a dupla imbatível Mario Bittencourt e Fernando Simone e a super equipe de scouters voluntários, as contratações se tornam ainda mais absurdas. Antonio Carlos, João Filipe, Magno Alves, Artur (Nova Iguaçu), Breno Lopes, Renato, Victor Oliveira, Guilherme Santos, Lucas Gomes, Marlone, Julio Cesar, Jonathan, Osvaldo, Ronaldinho Gaúcho e Wellington Paulista, além das trapalhadas com a renovação de Cristóvão Borges e as contratações de Ricardo Drubscky, Enderson Moreira e Eduardo Baptista para o cargo de treinador.

Estranhamente, quem recebe para defender o clube em ações contratuais é o departamento jurídico, do advogado Mario Bittencourt, o mesmo que realiza as contratações. Mas este conflito ético é seguidamente ignorado pela Flusócio, dona do Conselho do Fluminense e grupo político de Peter, Mario e Simone.

Com os rumores das contratações de Matheus Ferraz, o zagueiro de 30 anos que não sabe desarmar e que felizmente renovou com o Sport e Felipe Amorim, o meia que não serve para o Goiás mas serve para o Fluminense, decidimos tentar ajudar indicando nomes viáveis que podem realmente ser úteis, tendo em vista que nosso grupo sempre se pautou em não somente apontar o dedo para os problemas e sim apontar as soluções que julgamos correta para os mesmos.

Deixo claro que os jogadores citados são unicamente da série A do campeonato brasileiro e um departamento de futebol como o do Fluminense deve estar atento à todas as séries e também no mercado exterior.

Dentre o que foi apresentado ao longo do campeonato e excluindo-se os jogadores "impossíveis" , essas são as opções selecionadas por mim:

Goleiros:
Sem necessidade.

Lat Esquerdo:
Rene - Sport;
Gilson - Ponte preta;
Dener assunção - Chapecoense.

Lat Direito:
Rodinei - Ponte Preta;
Eduardo - Atlético Paranaense.

Volante:
Otávio - Atlético Paranaense;
Paulo Roberto - Figueirense.

Meia:
Nikao - Atlético Paranaense;
Camilo - Chapecoense;
Cardenas - Atlético MG.

Atacante:
Erik - Goiás;
Bruno Henrique - Goiás;
Clayton - Figueirense;
Rafael Marques - Palmeiras.

Sei que lista de jogadores é bem subjetiva e cada um tem seu gosto pessoal, mas acredito que dentre as opções e seguindo o critério adotado essas seriam boas escolhas para o elenco do Fluminense que necessita de uma reformulação BEM FEITA! Diferente do que ocorreu esse ano.

Saudações tricolores!


Marcelo Souto

Sócio contribuinte e membro do Esperança Tricolor.

8 de novembro de 2015

Faxina geral. Parem de brincar com o Fluminense!

Estimados tricolores,


Antes de ler esse texto, recomendamos que ao final dele, vocês acessem o link abaixo. É o texto da Flusócio, grupo da situação e que apoia o Presidente Peter, o Vice-presidente Mário e o Diretor Fernando Simone. Para quem não sabe, a Flusócio não é Oposição. Ela é parte de tudo que vemos no clube.

http://www.flusocio.com.br/mais-uma-noite-de-vergonha/

Mais uma derrota de um clube que parece ter uma diretoria e uma parcela de sua torcida acostumados a isso: perder. Na gestão Mário Bittencourt isso foi o que mais vimos, derrotas e vergonhas. Fomos eliminados do fraco Estadual que mesmo com toda manipulação tínhamos obrigação de ganhar, fizemos campanha irregular no Brasileiro de 2014, fomos eliminados de maneira vergonhosa da Copa do Brasil de 2014 em pleno Maracanã por um time de segunda divisão, tivemos péssima campanha no Brasileiro desse ano. A tábua de salvação que usam foi ter saído da Copa do Brasil 2015 nas semifinais e prejudicados. Se esquecem que já entramos nas fases finais e se contentam com o quase.

Mas esse é o perfil atual. Se contentar com pouco. Celebrar não cair. Celebrar não ter sido tão humilhado sem a Unimed. Essa é a justificativa. Segundo entrevista do Mário esse ano foi positivo. Ou seja, chamou a torcida de burra e apequenou um gigante do futebol brasileiro. Positivo pra quem? Só se foi para ele que graças ao Fluminense é o que é.

Para explicar ao Mário e aos que compram qualquer lenda inventada por essa gestão e pela Flusócio, que talvez devesse se chamar Flasócio porque tricolores não parecem ser, o Fluminense nasceu em 21/07/1902. Até a chegada da Unimed foram 96 anos de glórias e de construção de um dos maiores clubes do mundo. Uma história repleta de ídolos, craques, títulos e grandes dirigentes. Pessoas honradas que trabalhavam por amor ao clube. Alguns desses dirigentes e atletas não tinham o Fluminense como sua principal fonte de receitas.

Não se engane o Mario, crescido na década de 90, pensando que aquele Flu de 96-99 era o Flu histórico. Não era. Foi uma época difícil. Sim, foi. Mas só um clube como o nosso conseguiria ressurgir depois de jogarem ele no poço mais escuro. A Unimed ajudou? Claro que sim. Hoje em dia é necessário um patrocinador? Claro que sim. Mas esse ano e na gestão Mário o que vimos foi uso incompetente do dinheiro e não a falta dele.

Entendam os que acham que torcer pro Flu é bater palmas para tudo. Somos um clube de 150 milhões de receita. Com o orçamento atual do futebol podemos montar com a mescla Xerém, jogadores experientes e apostas de verdade, um elenco capaz de brigar por título sempre. O Flu se acostumou a "timinhos" que de timinhos não tinham nada. O Flu era tipo o Corinthians atual que consegue ser campeão com Vagner Love no ataque. Um time aguerrido, batalhador que misturava esses três ingredientes acima para vencer.

O Fluminense do Mário não é nada disso. Jogou dinheiro fora com péssimas apostas. Investiu num fanfarrão para ser seu trampolim aos holofotes, Ronaldinho. Não conseguiu, até porque não sabe como e seu ego e necessidade de ser a estrela não permitem, montar uma comissão técnica permanente ,profissional e gabaritada grande diferencial dos clubes vencedores nesses tempos de jogadores medíocres.

Ao invés disso, trouxe além de um péssimo elenco, uma CT permanente limitada e nosso clube se tornou um saco de pancadas. Conseguiu o impensável ao trazer treinadores fracos e insossos, 4 em sequência. Enfim, se mostrou incompetente para gerir o futebol de um gigante.

O símbolo dessa gestão é o zagueiro Gum. Ninguém representa melhor nosso momento. Agradecemos a tudo o que ele fez no passado. Foi fundamental, apesar de no título de 2010 ter contado com um sistema tático que o protegia. Mas sim. Se deve reconhecer seu passado. Só que seu presente é horrível. Falha repetidamente em lances básicos e ao falhar aponta para os outros como se a culpa não fosse dele. Estamos falando do Gum e não da gestão Mário que adora ao errar colocar a culpa nos outros, na Unimed, oposição, etc. Nunca eles erram. Nunca fizeram nada de mal.

Um treinador com o aproveitamento da dupla Bittencourt/Simone já teria sido demitido. Mas infelizmente o Fluminense é vítima de um projeto de poder. A eleição do Mário a presidente está acima de tudo. Ele não pode sair do holofote. Projeto de poder, essa é a causa. Um projeto criado para inventar um novo clube. Que rasga e desrespeita sua história. Um Fluminense arrogante, vaidoso, ególatra, que acha que está acima de tudo e de todos, incluindo seus sócios e seus apaixonados torcedores. Um Fluminense que aceita derrotas e se conforma com o fracasso.

Por favor tragam nosso Fluminense de volta! Fora Mário Bittencourt e Fernando Simone.


Esperança Tricolor

2 de novembro de 2015

Presidente, faça História!

Estimados Tricolores,


Grande vitória ontem e excelentes atuações do grupo nos últimos jogos. Feliz 2016 a todos! Agora é hora de falar sério.

Apesar de discordarmos e acharmos uma inversão de valores absurda que um elenco de profissionais jogaria mal e perderia jogos se a diretoria fosse criticada, nosso grupo decidiu respeitar o momento do futebol e dentro do possível se calou. Mas passado o sufoco no Brasileiro e terminada nossa passagem na Copa do Brasil, agora é o momento de falar do que importa: como melhorar nosso Fluminense.

O presidente Peter inicia seu último ano a frente do clube. É digno afirmar que fez algumas boas ações e que foi uma gestão melhor do que a anterior. Tentou organizar o clube e dentro do possível conseguiu alguns êxitos. Mas a soma de erros ainda é muito alta.

A principal delas foi ter deixado que seu grupo decidisse quem serve e quem não serve e loteasse o clube numa autêntica estratégia política que vimos semelhante no país nos últimos anos. Muitos falam em ação entre amigos. Nós preferimos confrontar os conflitos éticos, grande problema da atual gestão. Muitas decisões, nomeações e contratações foram feitas no limite da ética. São ilegais ou desonestas? Não. Mas certamente incluem conflitos que devem ser evitados. E para o próximo ano esperamos um foco na profissionalização do nosso carro-chefe, o futebol.

Para começar essa profissionalização é ponto chave o afastamento imediato do Mario Bittencourt pelo conjunto da obra. Teve dois anos de péssimos resultados e não conseguiu com e sem o auxílio da Unimed, montar um elenco equilibrado e decente.

Foi colocado na pasta obviamente para formar o sucessor do Peter mas fracassou retumbantemente. E ele pode ser o candidato a presidente como qualquer sócio apto. Sem problemas. Pode ser o VP jurídico, o que duvidamos que aceite porque assim não seria remunerado e perderia uma fonte importante de receita. Pode manter seu contrato, então. Ele é um brilhante advogado. Mas não serve como VP de Futebol.

Para ser VP dessa pasta não basta ser amigo de jogador, simpático ou ter boa oratória. É preciso entender de futebol. E no quadro de associados o presidente pode encontrar várias opções melhores preparadas. Pessoas que se interessam em ajudar o clube, sem vaidade, sem arrogância e sem exibicionismo.

Trocado o VP, é necessário profissionalizar a diretoria de futebol. Contratar um diretor experiente e que conheça do assunto. Outra vez, no mercado existem vários nomes com o perfil necessário e inclusive alguns que talvez sejam apostas mas que funcionariam muito melhor do que o atual diretor, tais como  ex-jogadores com formação em gestão ou treinadores experientes.

Em seguida é essencial formar uma comissão técnica permanente de primeira grandeza. Nomes de ponta como Carlos Pracidelli para preparação de goleiros, Fabio Mahseredjian para parte física, manutenção do Nilton Petrone, devem ser prioridade. Contratação de um supervisor competente, por exemplo o Fernando Gonçalves que trabalhou no clube em 2007-2008. Vinda de um assistente técnico com boa formação, como por exemplo o treinador Marquinhos Santos.

Com relação ao treinador, até se pode manter o treinador Eduardo Batista, boa aposta por enquanto. Apesar de vermos o exemplo do Tite mostrando que no insosso e inábil futebol brasileiro, um treinador de ponta faz a diferença. O Fluminense é uma outra prova, visto os títulos com Muricy e Abel.

Da onde viria o dinheiro? Da reformulação inteligente do elenco. Para isso é necessário investir numa equipe de profissionais de scout que sejam funcionários do clube, recebam bonificações por sucesso e tenham acesso a ferramentas modernas.

Jogadores como Renato, Arthur, Victor Oliveira, Antonio Carlos, Henrique, Breno Lopes, João Filipe, Lucas Gomes, Wellington Paulista e Magno Alves não tem condições técnicas nem de sequer fazer parte do elenco. Para ter esses jogadores, melhor apostar em Xerém. Jogadores como Breno, Nogueira, Ayrton, Leonardo, Marlon Freitas, Rafinha, Eduardo, Robert, Paulinho, Biro-Biro, Euler, Samuel, valem muito mais como apostas do que os atuais profissionais.


Temos o caso do zagueiro Gum. Merece respeito pelo seu passado mas não tem mais condições de jogar num clube como o Flu. Que receba uma placa de agradecimento e siga seu caminho. Muito obrigado por tudo.

Nas mãos de uma comissão competente um elenco como o postado abaixo renderia muito:

- Goleiros:
Cavalieri, Julio Cesar e Marcos Felipe;

- Laterais:
Wellington Silva, Jonathan, Breno, Giovanni, Leonardo e Ayrton;

- Zagueiros:
Marlon, Nogueira e 4 reforços;

- Volantes:
Edson, Pierre, Jean, Rafinha, Marlon Freitas, Douglas e Cícero;

- Meias:
Vinicius, Scarpa, Eduardo, Robert, Higor e 1 reforço;

- Atacantes:
Fred, Samuel, Marcos Junior, Osvaldo, Paulinho, Euler e Biro-Biro.

Um elenco que com 3 ou 4 bons reforços mais experientes pode render.

Enfim, com vontade e disposição e gastando o mesmo orçamento atual é possível montar um bom grupo. Mas para isso o presidente precisa querer.


Esperança Tricolor

7 de outubro de 2015

Sangue de Uruboi

Esperançosos Tricolores,


Na expectativa pelo retorno do Campeonato Brasileiro, em que ainda precisamos de pontos para não passarmos por nenhum susto e principalmente pelas semifinais da Copa do Brasil, em que estamos a 4 jogos de um fundamental bicampeonato, fomos sacudidos ontem com mais um episódio surreal envolvendo a interminável e inacreditável Gestão Peter Siemsen.

Após o clube ser acusado de modo leviano pelo ex-presidente da Portuguesa Ilídio Lico, de ter comprado colaboradores do clube paulistano objetivando a escalação irregular do meia Héverton, acertadamente a direção tomou as medidas jurídicas cabíveis contra o tal cidadão, já que a imagem do Fluminense ficou ainda mais comprometida. Na verdade, impetrar uma ação foi até algo surpreendente considerando o histórico deplorável da administração atual no que diz respeito à defesa institucional do clube.

Coincidentemente após a "condenação" do Flamengo pelo TAS, agora sem direito a mais nenhuma instância recursal, o ex-presidente Lico procurou o Presidente Siemsen no intuito de se desculpar e evidentemente tentar escapar de uma condenação líquida e certa. Segundo o mesmo, a declaração falsa contra o Fluminense foi feita sob efeito de doses de vinho, isso mesmo, fomos submetidos a uma "enoacusação". E o mais impressionante foi que o mesmo ainda cometeu o disparate de proferir que "o Fluminense aproveitou e apenas se beneficiou do regulamento, só isso", como se o clube tivesse auferido alguma vantagem nos erros de Portuguesa e Flamengo.

É desnecessário dizer que dois clubes do final da tabela errarem da mesma forma e exatamente na última rodada do campeonato tem probabilidade estatística similar a uma vitória desse que vos escreve sobre Novak Djokovic, o que leva qualquer um a conclusões bastante lógicas sobre quem seria o real culpado do imbróglio, mas esse é um outro tema. O que nos assusta de verdade é a resposta do Presidente Siemsen, quando todos imaginávamos que o clube seguiria normalmente com o curso da ação, após o achincalhamento público (mais um) a que clube e torcida foram submetidos:

"Acredito nas pessoas. Entendi como gesto positivo. Sabemos como foi o passado, como prejudicou a imagem dos clubes. Bola para frente. O gesto é bacana. É olhar para frente."

Cabe salientar que após a estapafúrdia declaração do nosso mandatário, o ex-presidente Lico informou aos jornalistas presentes (tudo isso na Rua Álvaro Chaves, 41) que o Fluminense vai retirar a ação.

O que o Presidente Siemsen precisa entender é que o clube não pode recuar, é um verdadeiro desrespeito com toda a apaixonada torcida, que é efetivamente quem sofre nas ruas, escolas, trabalho e mesmo nas reuniões familiares. O ajuizamento contra Ilídio Lico deve continuar normalmente e o mesmo tem que pagar com o que tem e o que não tem, mostrando que além de glorioso e tradicional o Fluminense Football Club é uma instituição séria e de princípios inegociáveis.

Presidente, o senhor quase nos jogou novamente no inferno da Série B. O mínimo que esperamos é a defesa irrestrita e incondicional do Fluminense. Se dentro de campo a sucessão de equívocos beira o imponderável, ao menos fora dele honre seu registro na OAB, bem como o do seu Vice-Presidente de futebol

Saudações sempre Tricolores!


Danilo  Jeolás
Sócio-Contribuinte e membro do Esperança Tricolor.

5 de outubro de 2015

O que dizer sobre Santos x Fluminense?

Estimado tricolor,


Mais uma derrota. 12 em 15 jogos. De 10 jogos no segundo turno perdemos 8. Péssima campanha. E entre a torcida a discussão de sempre. Uns querem apoio incondicional. Confundem amor com complacência, permissividade excessiva. Outros querem uma revolução, tirar a gestão, reformular o elenco.

São várias questões. Perfeito falar do elenco. Claro que Léo, Fred, Cícero e Scarpa fizeram falta. Imagino se Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel não jogassem. Claro que perder pro Santos lá não é um absurdo. Só que achar normal e não se indignar com a sequência de derrotas é apequenar um clube gigante como o nosso.

E não se pode analisar o jogo sem considerar que o Santos também tinha vários desfalques. E mesmo assim jogou bem. Os garotos do Santos mostraram disposição e vontade. Enquanto isso vimos o Robert andar em campo e se limitar a jogar, bem, com a bola no pé. Enquanto isso os garotos do Santos corriam o campo todo.

Temos um elenco pessimamente montado e hoje tivemos um time mal escalado. E para piorar péssimas mexidas. Victor Oliveira, Wellington Paulista, Lucas Gomes e Magno Alves não são jogadores de time que quer disputar seriamente a Série A. O Higor Leite na lateral é um excelente meia. E alguns garotos, Robert e Gerson principalmente, estão desconectados da realidade, acham que a habilidade é suficiente.

Vivemos uma época de personalização. Uma época em que se desrespeita a história de uma instituição de 113 anos em prol da defesa de um grupo como se leu essa semana nas redes sociais de seus lideres, dizendo que a "vitória" contra o Grêmio era deles. Segundo esse raciocínio são responsáveis pelas derrotas, certo?

E o clube? O Fluminense de 113 anos? Não importa. A atual geração acha normal perder. Não é e nunca foi. Nosso clube merece respeito. Não pode ter ganho 1 jogo, empatado outro e perdido 8 no segundo turno. Não pode estar dividido por um tema aonde o critério para jogar é ser da panela religiosa. Não pode colocar interesses pessoais acima de tudo. Não pode ter um elenco que só se motiva com dinheiro. Que para o inocente torcedor comum posta declarações de amor mas chega no clube e quer dinheiro para se motivar.

E alguns confundem amar o time com apoiar incondicionalmente. Imagino esses torcedores como pais. O filho deixa de estudar porque prefere jogar videogame. Tira zero 8 vezes seguidas. Fica ameaçado de ser reprovado. Mas como eles o amam, ta perdoado. Nada de repreensão, de exigência. Quem ama perdoa mas cobra.

Parem de acreditar que é tudo política. Tudo oposição. Você torcedor comum está sendo massa de manobra. Não caia nessa. Que venham logo os 47 pontos. Que ganhemos a Copa do Brasil. E que o ano que vem esse grupo de egocêntricos que só pensam no seu umbigo e estão destruindo o Fluminense saia de lá. Foram um sopro de revolução. Um movimento marcante na história do clube. Mas se perderam na arrogância, vaidade e soberba. E o resultado é essa montanha russa desde 2013...


Esperança Tricolor

25 de setembro de 2015

Análise: Fluminense x Goiás

O Fluminense recebe o Goiás neste fim de semana em um jogo que vale muito mais do que três pontos, vale a possibilidade de se afastar um pouco da Zona de Rebaixamento. Fred, nosso capitão, já admite que nossa briga é embaixo, após 14 terríveis partidas seguidas no Brasileirão.

O adversário, apesar de ocupar a 16ª posição na tabela, é perigoso. Conquistou 15 dos últimos 27 pontos disputados. O Flu, apenas um em 24. Além disso, a equipe goiana tem como estilo atuar no contra-ataque, o que dificulta o modelo de jogo atual do Tricolor, com meias e atacante de lenta recomposição.

Sem Felipe Menezes na articulação, o Goiás deve apostar em Liniker, meia que costumeiramente arrisca chutes de longa distância e busca dar passes de ruptura, embora seja frágil no jogo aéreo. A saída é forçar lançamentos em longa distância e grudar Edson no rival. Os gols do time goiano saem, em sua maioria, de bolas paradas e cobranças de pênalti. Atacam principalmente pelo lado esquerdo e jogam sempre atrás da linha da bola quando visitantes.

Formação mais utilizada: 4-2-3-1
Renan: Bom em reflexos e defendendo chutes de longa distância. Peca na concentração.
Gimenez: Bom em desarmes e interceptações. Peca no passe.
Felipe Macedo: Gosta de sair driblando. Peca no passe, no jogo aéreo e em cruzamentos.
Fred: Gosta de fazer lançamentos, de dar chutões e não dá carrinho em desarmes. Bom em concentração. Peca no passe, no jogo aéreo e em desarmes.
Rafael Forster: Bom em desarme e peca no passe.
Rodrigo: Bom em bloquear jogadas, não dá carrinhos para desarmar. Peca no passe e em desarmes.
David: Gosta de fazer lançamentos e de chutar de longa distância. Bom em passes de ruptura, em cobranças de faltas, e muito concentrado. Peca no jogo aéreo e nos desarmes.
Liniker: Bom em passes de ruptura, chutes de longa distância, e cava muitas faltas. Peca no jogo aéreo.
Bruno Henrique: Muito forte no drible, no jogo aéreo e na recomposição defensiva. Mas peca no passe e perde a cabeça com facilidade.
Zé Love: Gosta de cavar faltas, driblar e prefere jogo de toques curtos. Peca no passe e na disciplina.
Erik: Prefere jogo de toques curtos e dribles. Muito bom em dribles, finalizações, passe e recomposição defensiva. Peca no jogo aéreo.

Sugestões para anular as forças e aproveitar as fraquezas do Goiás:
- Escalar a equipe no 4-2-2-2. Com Cavalieri; Renato, Gum, Antonio Carlos e Leo Pelé; Marlon, Edson; Gustavo Scarpa e Vinicius; Cícero e Fred;
- Deixar o zagueiro Fred livre para sair jogando. Com uma saída de bola basicamente feita através de lançamentos, o defensor optaria quase sempre pela bola longa, o que facilitaria o corte e recuperação de bola pelo Fluminense;
- Marlon foi escalado como volante por ser um jogador que comete poucas faltas nas tentativas de tomar a bola do adversário, o que facilitaria muito aos contra-ataques do Fluminense;
- Determinar que Marlon marque Liniker, pois é um defensor que comete poucas faltas, e Edson não dê espaços para David, sendo também responsável por reconquistar a segunda bola. Na construção, Edson daria suporte aos meias e Marlon manteria a posição, para evitar contra-ataques e liberar as subidas dos laterais;
- Colocar Scarpa e Vinicius atuando centralizados pelo meio, caindo pelas pontas para buscar espaços ou esperando a ultrapassagem dos laterais. Scarpa, que tem recomposição melhor, fecharia linha do passe para Bruno Henrique enquanto Vinicius marcaria o volante Rodrigo;
- Cícero e Fred servindo de referência para os cruzamentos, com o meia um pouco mais recuado em relação ao capitão. Defensivamente, cada um cortaria o passe para os laterais, forçando que os zagueiros comecem a construção das jogadas.


Cássio Cornachi
Sócio-Futebol e Membro do Esperança Tricolor

21 de setembro de 2015

Simplificando para sair do buraco

Amigos tricolores, o bom desempenho no início da competição é o que ainda nos mantém fora da zona de rebaixamento. Em fase terrível dentro e fora dos gramados, o Fluminense está a apenas três pontos da degola. O que nos deixa extremamente preocupados, haja visto que a atual diretoria não se manifestou aberta a qualquer contribuição que tenha sido oferecida e nada indica que o cenário vai mudar.

Sabemos que a situação nada mais é do que resultado de uma série de erros graves cometidos pela dupla que comanda o futebol, Mario Bittencourt e Fernando Simone, e pelo Presidente Peter Siemsen, figura esta suplantada por Bittencourt em várias decisões.

Entre os erros cometidos pela administração do vice-presidente com remuneração, Mario Bittencourt, o mais sério é o de não admitir a necessidade de contratar um técnico de peso e preferir apostar, pela – pasmem – quarta vez, em um treinador inexperiente em lidar com atletas e clubes de maior expressão.

Em que pese os apenas três dias no comando, Eduardo Baptista não esboça qualquer intenção de alterar o falido esquema 4-2-3-1, que ancora o Fluminense ao fracasso há três anos. É inadmissível que o treinador desconheça o elenco tricolor, pois disputava a mesma competição enquanto técnico do Sport Recife.

Considerando este fato e ignorando o fracasso da Flusócio de Mario Bittencourt, Fernando Simone e Peter Siemsen em gerir o Clube em todos os aspectos – não me venham falar em finanças quando se vende duas estrelas em potencial e ainda assim conseguem a proeza de atrasar direitos de imagem -, vamos nos ater às quatro linhas.

Para se atingir um objetivo em qualquer negócio, é preciso saber quais as forças e fraquezas que você possui para que possa se preparar para aproveitar as oportunidades e para se proteger das ameaças. No futebol não é diferente, para isso existe a figura do analista de desempenho.

Em que pese o fracassado scout que indica João Filipe, Victor Oliveira, Lucas Gomes, Breno Lopes, Magno Alves, Wellington Paulista, Breno Lopes e Antonio Carlos, já era de se esperar que o autoconhecimento não fosse o forte do setor, então melhor nem imaginar o que sabem dos adversários. Portanto, apesar de Mario Bittencourt, Fernando Simone e Peter Siemsen recusarem, vamos tentar ajudar.

O desafio é fazer o time voltar a render. Como primeira medida, sugerimos a mudança de formação para 4-2-2-2, com um quadrado no meio de campo e dois atacantes. Agora vamos analisar por valências importantes para as funções na planilha linkada a seguir:








Apresentados os números, acreditamos que a melhor formação para o Fluminense sair da fase atual é: Diego Cavalieri, Wellington Silva, Gum, Marlon e Leo Pelé; Edson, Douglas, Scarpa e Vinicius; Fred e Marcos Jr. Assim teremos uma equipe com melhor desarme, mais combativa, que privilegia o passe de ruptura e com atacantes com características complementares. E recomendamos a aplicação desse modelo tático e a escalação destes jogadores em função do perfil do elenco. Não adianta insistir num esquema tático quando o elenco do clube conta com jogadores que não possuem as melhores características para este tipo de esquema. A derrota para Ponte não foi somente por corpo mole, desunião do elenco ou falta de qualidade técnica. Ocorreu exclusivamente por conta da insistência na execução de um esquema tático onde não há jogadores com o perfil necessário. Será difícil o departamento de futebol perceber isso? Ou não há ninguém que enxergue este tipo de situação por lá?


Esperança Tricolor

17 de setembro de 2015

Qual técnico escolher?

Estimados Tricolores,


Com todo o desequilíbrio técnico, de idade, posições e emocional desse elenco pessimamente formado para esse ano, temos um time para não cair. Ainda podemos terminar o Brasileiro numa posição honrada e sem sustos. Não somos nem de perto favoritos a Copa do Brasil mas em mata mata tudo é possível. O momento é de aprender com o passado.

O Fluminense é um clube complicado. Nós torcedores somos sim mais exigentes, mais críticos e mais impacientes. Não nos enganamos com pão e circo.

Nosso elenco é complicado. Sempre defendemos que se deve manter uma base por muito tempo e que a cada três anos se renove o quadro de atletas. Isso foi feito de alguma maneira mas se manteve um perfil difícil. Temos um grupo que se desmotiva facilmente, que se deixa influenciar por lideranças negativas, que por qualquer atitude que fuja aos seus padrões, briga e se desune. Claro que é difícil a união e amizade completa e irrestrita num grupo com 50 pessoas, contando atletas e funcionários. São cabeças e interesses diferentes.

E aprendendo com o passado vemos que esse grupo só funciona com treinadores experientes, fortes de personalidade e caráter e que são líderes. Que se impõem ao grupo e conseguem fazê-los entender que há algo acima deles.

Na mediocridade do futebol atual, treinador é o diferencial. Temos dois exemplos: Tite e Oswaldo de Oliveira. Com elencos medianos e muito similares ao nosso, estão conseguindo bons resultados.

Para o Fluminense só há uma bala de prata. Se gastarem com Roth, Renato Gaúcho, René Simões, Vinicius Eutrópio, Vagner Mancini ou  qualquer nome desse naipe, teremos um fim de ano dramático.

A solução é dar um jeito de abrir o combalido cofre e trazer Abel, Muricy ou Cuca. Somente um desses três resolverá nossos problemas.

Sabemos de tudo que cercou o Muricy na sua saída mas o Fluminense está acima de nossas mágoas e birras pessoais.

O Abel teve problemas também com escalações e esquemas estapafúrdios e declarações infelizes. Éramos o time do 1x0 suado como se dizia. Havia o famoso meme dele olhando pro céu e dizendo "vem golzinho cagado". Mas é um treinador capaz de controlar o elenco, arrumar o time e se impor na bagunça.

Já o Cuca amadureceu muito no Galo, ficou mais seguro e já conhece parte do grupo, principalmente as complicadas lideranças.

E é isso. O Fluminense precisa de uma solução de curto prazo mas que também ajude para 2016, principalmente na remontagem do elenco. Coincidentemente o Muricy estreou contra o Grêmio numa Copa do Brasil no Maracanã...


Grupo Esperança Tricolor

Que Mário?

Esperançosos Tricolores,


Após mais uma catastrófica exibição, conseguindo a proeza de levar quatro gols em vinte e três minutos, o Presidente Peter Siemsen decidiu-se pela demissão do treinador Enderson Moreira, num ato que aparentemente não contou com a aprovação integral da cúpula de futebol do clube. Cabe dizer que sabidamente Siemsen queria a saída do comandante após o Fla-Flu, descontente com a estapafúrdia escalação naquela ocasião, numa ação punitiva em face de excessos cometidos após a derrota para o Corinthians em São Paulo.

Enderson Moreira teve sua permanência bancada por Mário Bittencourt. Presidente honorário e vice-presidente com honorários, nosso Pequeno Príncipe talvez se sentisse responsável por ter cativado o agora ex-treinador. Extremamente midiático e com um decantado sonho de se tornar presidente de fato, Mário se perde no meio de tanta ambição. Como bem disse o grande tricolor Diego Wanderley, Bittencourt fez do Lusagate um circo, (re)alçando o Fluminense ao posto de clube mais odiado do país, num julgamento em que as punições a Flamengo e Portuguesa eram favas contadas. Além disso, ao defender o discutível mecanismo de scouts do clube, chegou ao cúmulo de apontar 50% de acerto, mostrando claramente que não entende de futebol ou não entende de matemática, jamais se desprezando é claro a possibilidade de ambas as questões caminharem conjuntamente.

Talvez pela pouca experiência, Bittencourt confunde sua função. O abraço em Wellington Paulista foi algo extremamente bizarro, compatível com a briga nonsense versus dirigentes do Madureira, ainda que acusações pesadas contra a sua pessoa tenham ficado sem resposta. E sobre os episódios mais recentes, chamou a atenção a opção por um vôo diferente dos atletas ao voltar de Recife, talvez por uma questão de milhagem ou algo similar.

Nosso Presidente de direito é extremamente lento em tomar decisões, agindo sempre de modo claudicante. Mas é importante Peter Siemsen ter a ciência que trocar o treinador terá um efeito extremamente limitado caso continue subordinado aos desmandos de Mário Bittencourt. O grupo Esperança Tricolor apoia imediata mudança na vice-presidência de futebol, lembrando que necessitamos de quatro vitórias em doze jogos, algo factível indiscutivelmente, mas de forma alguma garantido. O Pequeno Príncipe verdadeiro conheceu vários mundos e sempre primou pela humildade e consciência, algo diametralmente oposto a autossuficiência e soberba da versão tricolor.

Saudações Tricolores sempre, NÓS NÃO VAMOS DESISTIR DO FLUMINENSE!!


Grupo Esperança Tricolor


13 de setembro de 2015

MUDANÇAS JÁ!!!!!!

Estimados Tricolores,


A Flusócio arrumou a explicação para as 9 derrotas em 13 jogos: a arbitragem. Hoje realmente o horroroso juiz atrapalhou, não expulsou o zagueiro Durval, foi ridículo nos descontos, mas será só isso???

A receita para o fracasso é se cegar aos erros. Ou se enfrenta os problemas de frente ou já era. E o Fluminense é vítima de um somatório de erros.

O mais recente é que o horroroso e desequilibrado elenco, está dividido entre evangélicos e não evangélicos. Não se escolhe quem joga ou não por critério técnico e sim por simpatia.

Seguindo com os erros, Direitos de imagem estão atrasados. E esse grupo historicamente tem jogadores que são sensíveis a isso. Não paga, não jogam, não rendem. Simples.

Temos jogadores acomodados, sem gana, sem vontade. O Gerson consegue ser tão ou mais preguiçoso que o Cícero. E não é somente porque foi vendido. Antes já estava assim. Vemos o Osvaldo. Entra em campo e não corre, não se esforça. Temos um zagueiro Gum, lento, sem técnica e que não consegue ganhar de nenhum atacante. E isso sem falar no Jean, símbolo desse elenco e dessa diretoria. Um volante que não marca, não ataca, não serve pra nada.

Se isso não for suficiente, infelizmente faltam homens no comando do clube. Temos vaidosos a frente do clube. Pessoas desinteressadas e sem conhecimento. Sem compromisso.

Temos um presidente omisso que abandonou o clube. Um VP de futebol que está preocupado em aparecer. Um diretor de base que não entende nada de futebol profissional.

Um treinador de quinta categoria. Que não sabe preparar o time, escala errado e mexe ainda pior.

Temos uma torcida acomodada e despreocupada, totalmente imobilizada pelo sentimento de que se deve apoiar incondicionalmente e que criticar atrapalha.

E o que fazer? O Grupo Esperança Tricolor sugere o nome de Júlio Domingues para VP de Futebol. É um nome conciliador, conhece o clube e tem o apoio de todos. Essa semana buscaremos reunião com o presidente Peter para cobrar atitudes imediatas. Sinceramente, ou se faz algo, ou rumaremos a Segunda Divisão.

Apareça Peter antes que seja tarde! Seu aliado Flamengo não ajudará como em 2013...


Grupo Esperança Tricolor


6 de setembro de 2015

Incompetência!

Torcida tricolor,

São 8 derrotas em 10 jogos. Esse é o nosso Fluminense do momento.  Os erros de montagem do elenco, os erros de substituição e escalação e os erros da diretoria que não sabe administrar problemas nos colocaram nessa situação lamentável.

Fred queria jogar e não deixaram, jogadores foram para noitada, treinador não soube cobrar e diretoria não soube lidar com a situação. Foi preciso voltar com a concentração após erros de conduta.

Se não fosse pouco, nosso treinador sem tino, categoria e qualidade para exercer a função, gritou, puniu e desqualificou a equipe para o Fla-Flu. A ponto de dizerem que o Vinicius pediu pra ser negociado e o Edson desabafar ontem em redes sociais.

O time que foi a campo, foi pessimamente escalado. Jogou mal, levou passeio e até prejudicado pela arbitragem foi. O que não livra a cara da gestão do clube que é péssima. Principalmente o VP remunerado de futebol que gosta de abraçar jogador na arquibancada,  comemorar aniversário com jogador e por aí vai.  Esse é o principal culpado pela sequência de resultados negativos. Não soube montar equipe e nem contratar treinador. É uma pessoa que gosta de aparecer, não entende nada de futebol e não tem a personalidade que o clube precisa nesse momento de crise.

Que renuncie aos cargos de futebol e remunerados e que leve consigo o treinador que não tem nível de Fluminense.

A situação é séria, o time ainda pode ser rebaixado e ou reage agora ou podemos ter a repetição de 2013!

O Grupo Esperança, ao contrário de outros poderes do clube, não está preocupado com a eleição. O Fluminense e seu bem está acima de tudo e todos. Esperamos uma atitude enérgica do presidente Peter Siemsen. Ele tem a obrigação de liderar e resolver todo esse descontrole absoluto do Departamento de Futebol. Afaste as vedetes. Afaste quem está destruindo o futebol.

Vamos cobrar isso!

Esperança Tricolor

3 de setembro de 2015

ACORDA, MINHA TORCIDA!!!!!!!

Gostaria de saber onde está aquela torcida aguerrida, que se recusava a ver o time do coração perder, mas não perder somente, pois isso faz parte do jogo, mas perder por não ter vontade de ganhar...

Já são 3 anos nessa falta de vontade de suarem a camisa do Fluminense! Porque pergunto isso? Explico abaixo:

2013? O que falar daquela vergonha? 2014? América de Natal? Goiás? Quatro gols da Chapecoense em casa? Etc...

2015? Três técnicos que somados não dão um meia boca. Contratações ABSURDAS (para não dizer outra coisa), um Campeonato Carioca melancólico e por aí vai...

Tivemos um lampejo de vontade em 3 anos onde 70% do time era formado por garotos, onde o capitão chorava na saída de campo... Foi só um lampejo de um time que não tem a palavra vontade no vocabulário.

Outro dia vi uma entrevista do diretor jurídico do clube/Vice presidente de futebol onde ele AFIRMAVA que 50% das contratações foram acertadas.

ONDE????????

Abaixo as contratações do ano:

- João Filipe;
- Victor Oliveira;
- Artur;
- Breno Lopes;
- Giovanni;
- Marlone;
- Guilherme Santos;
- Lucas Gomes;
- Antônio Carlos;
- Pierre;
- Vinicius;
- Osvaldo;
- Welington Paulista;
- Magno Alves;
- Ronaldinho.


Se eu não me engano são 15 contratações (sem contar com retorno de empréstimos) e alguém enxerga entre 7 e 8 contratações acertadas acima??????  Dos acertos, apenas Vinicius e Osvaldo! São 2 de 15!!!!

Não temos lateral esquerdo! Nosso jogador que tem mais vontade e é o melhor meia em atividade, joga de lateral esquerdo... Não só porque os 2 de origem estão machucados não, porque mesmo em condições ambos são MUITO FRACOS!

Que BOSTA de planejamento é esse?? É esse o Planejamento? São 3 técnicos no ano...

O primeiro (Cristóvão) não deveria nem ter seu contrato renovado depois das diversas vergonhas em 2014, demorou a cair e depois de cair me trazem o segundo técnico do ano (Ricardo sopa de letrinhas), lembro bem da declaração do diretor de futebol onde dizia "responsabilidade minha, pode colocar na minha conta" e o técnico não durou  3 meses... E ai???? O que foi feito com o diretor de futebol? Ao menos foi repreendido pelo presidente? E pelo Vice? Duvido!

Após isso me trazem o 3º técnico do ano (Enderson Moreira do posto Ypiranga) que comete os mesmos erros de seus antecessores: escala mal e mexe pior ainda! O time não tem UMA jogada trabalhada, NADA! O Fluminense tem urgência!

Por isso eu pergunto novamente pra vocês: onde está a torcida do Fluminense?????

Só eu estou de saco cheio? Só eu estou revoltado? Só eu exijo no MÍNIMO vontade dentro de campo? Que saiam exaustos de tanto correr???

São 5 derrotas em 6 jogos, 7 em 9 jogos, 8 em 12... Ou seja, pelo campeonato brasileiro é campanha de REBAIXADO e não vejo nada sendo feito para mudar isso. Os caras perdem do jeito que for e NADA acontece...
Não é possível... Me recuso a acreditar que minha torcida virou uma torcida de mosaico e festinha pouco se importando pro desempenho e vontade dentro de campo.
Lembro bem do lema "meu time pode até perder mas minha torcida NUNCA". Lembro bem da época que a torcida cobrava vontade e raça dentro de campo...

Não estou aqui convocando protesto nem nada, estou aqui convocando a torcida do Fluminense a sair do marasmo que se encontra e acordar! Marasmo esse onde não há cobrança após derrotas acachapantes...

O Fluminense é enorme e não pode se contentar e aceitar mais um ano sem títulos sem nem ao menos brigar por eles...

Como não gosto somente de apontar problemas sem apontar soluções, eu lhes dou a minha: precisa haver uma conversa com o "treinador" tal qual houve com o Abel em 2012... Ele precisa entender que não dá para utilizar o mesmo esquema com jogadores diferentes sem respeitar as características de cada um... Esse time TEM que jogar mais do que vem jogando... Caso contrário que siga seu caminho pelos "Avaís" da vida e fique bem longe do Fluminense.

Mas pra isso nosso diretor jurídico/Vice de Futebol realmente precisa arregaçar as mangas para trabalhar para o bem do futebol (o que já passou da hora), com postura de dirigente que se preocupa com o futebol e esquecer um pouco dos palanques e holofotes visando as eleições do ano que vem.

Ainda dá tempo, são só 3 pontos para o G4, domingo tem o clássico contra o maior rival, por isso A TORCIDA PRECISA ACORDAR!

Minha campanha é: por menos festinha e por mais sangue nos olhos, mais cobrança, mais vontade de defender o Fluminense contra tudo e todos (inclusive dos que estão lá).

Por isso eu repito meu título: ACORDA MINHA TORCIDA!!!


Marcelo Souto
Sócio contribuinte e Membro do grupo Esperança Tricolor

31 de agosto de 2015

Fluminense x Atlético-MG: O sinal de alerta já está aceso.

Estimados tricolores,


Oito jogos. Seis derrotas. Campanha de rebaixamento. Oscilação normal? Desfalques? Pode ser. Mas perdemos de equipes pobres. Times medíocres. Não conseguimos ganhar de equipes lutando pra não cair. Perdemos até do Vasco que não ganha de ninguém. Qual a explicação? Várias.

A entrada de dois jogadores desinteressados, lentos e sem vibração no time acabou com a equipe de operários.

Do Ronaldinho Gaúcho eu já esperava isso. Ele é um desses malandros do futebol moderno. Faz 3 embaixadinhas, 4 firulas e a torcida carente bate palmas. Vi hoje no Maraca várias famílias com crianças e todos os pais e avôs apontavam um único jogador: Ronaldinho. Mas ele há muito tempo não é mais jogador. E não tem vergonha disso. Parabéns pra quem trouxe , parabéns para quem apoiou e parabéns pra quem gostou. Pela foto dele no vestiário do galo se percebe claramente. Muito preocupado com as 6 derrotas...

Já do Cícero, desse eu esperava e ainda espero muito mais. Um jogador com o salário dele não pode andar em campo. Ele tem que suar sangue e sair de campo exausto. E potencial ele tem. Chuta bem, cabeceia bem, tem bom passe. Mas precisa querer. Em toda sua carreira isso que lhe faltou: querer. E ele nunca quis. Já está grandinho pra aprender, não?

Independente dos vários erros cometidos pelo Enderson, nada justifica a burrice e a falta de vontade, falta de espírito de campeão. De maneira sensacional nosso treinador resolveu que o Ronaldinho deve e pode jogar como centroavante. Sim. De costas pro gol no meio dos zagueiros. O ex-rei dos "dibres" de centroavante. E o que fazem nossos "laterais" e volantes? Cruzam bolas da intermediária pro Ronaldinho cabecear! Claro. No meio de dois zagueiros de 4 metros de altura e contra um goleiro que, ao contrário do nosso, sabe que pode sair do gol e cortar cruzamentos com as mãos. Quatro, cinco, seis cruzamentos. Culpa do treinador? Talvez. Mas jogador não sabe pensar sozinho?

Além disso, nossos laterais inexistem. O Scarpa eu livro a cara. Garoto esforçado, tem meu respeito. Mas o restante, meu Deus. Triste. E o Gum? Também tem meu respeito por seu passado mas não dá mais. Impressionante sua dificuldade na marcação. Não consegue se antecipar e comete um erro básico pra um zagueiro da sua experiência: deixa o corpo pro centroavante se apoiar. Básico. Mas parece que ele esqueceu.

E assim seguimos. Aos trancos e barrancos. Somos o reflexo do nosso VP de futebol. Uma prima dona preocupado em aparecer. Quer holofotes, se acha a estrela da companhia. Chegamos ao ponto de ver hoje algo inédito: um jogador fazer gol e correr para abraçar o VP do seu time. Aonde chegamos? No momento em que o torcedor vira VP de Futebol, deve imperar o profissionalismo. A relação com os jogadores deve e pode ser fraternal mas com respeito e sem misturar estações. O que vimos hoje foi campanha. Pura e simples.

Enfim, como diz o André Horta, futebol é simples. Montar um elenco não é complicado quando você entende do que faz. O Mario é um excelente advogado. Mas não está preparado nem pessoalmente e nem profissionalmente para comandar o futebol de um time como o nosso. Nosso elenco é desequilibrado, alguém pensa o contrário? Não temos nenhum bom lateral. Não temos um meia agudo, estilo Conca. Temos jogadores fracos tecnicamente. E não é falta de dinheiro. O orçamento já passou dos 4 milhões por mês. Mas ter dinheiro sem saber usar, preocupado apenas em atrair holofotes com o foco nas eleições, é complicado.

E não me venham com papo de oposição crítica e raivosa. Foram 8 jogos. 6 derrotas. Não dá mais pra passar a mão na cabeça. Temos uma torcida anestesiada como o time. Uma torcida que não protesta, não pressiona e aliás que nem ao estádio tem ido, de tão desconfiada que anda. Hoje foram 20 mil. Num domingo de sol, no Maracanã, vindo de vitória, no G4, contra adversário direto. Sinal do que pensam do atual time. Preferem o conforto do pay per view do que sofrer no estádio. Estão certos. Torcedor é soberano, sempre e termômetro do time.

Ainda dá tempo. Faltam muitos jogos. Mas a reação precisa começar. Já. Ou o G4 pode virar G16.


Danilo Fernandes
Sócio Contribuinte e Membro do Esperança Tricolor

24 de agosto de 2015

Até quando?

Caríssimos tricolores


Estamos ouvindo há algum tempo vários discursos. "Fomos abandonados pelo nosso antigo patrocinador, portanto este será um ano diferente"; "Associe-se ao Fluminense. Esta é a melhor maneira de ajudar o clube"; "As contratações para este ano foram feitas baseadas em estudos feitos pela equipe de scouts do clube"; "Estamos vivendo um momento especial. Tenham paciência com as nossas apostas"; Entre outros.

Mas sabe o que eu, Alexandre, que me associei ao clube com um plano de Sócio-Futebol em 2013, vejo? Incompetência! Sendo que esta sempre vem sendo mascarada ou disfarçada com os discursos citados no parágrafo anterior. Isso quando não vejo proeminentes dirigentes do clube subvertendo a matemática na tentativa de fazer torcedor de trouxa. Mas vamos agora destrinchar onde está a incompetência que eu vejo em cada um dos discursos usados.


- "Fomos abandonados pelo antigo patrocinador, portanto este será um ano diferente"

Sim, fomos abandonados pelo antigo patrocinador e por isto este seria um ano diferente. Agora vem o ponto de divergência. Eu vi muitas das pessoas que fazem parte do grupo de apoio à gestão do clube reclamar do antigo patrocinador, que o Fluminense estaria em uma situação muito melhor caso o clube se livrasse da influência do antigo Mecenas. Não que o referido não cometesse seus erros, e sim, ele os cometia, erros dos quais eu mesmo critico. O discurso do grupo político se realizou. E havia um plano B preparado para esta situação ocorrer? Não. Porém o clube teve a sorte de poder contar com um novo Salvador da Pátria, que conseguiu um patrocinador rapidamente e que até está bancando o sonho do CT tricolor. Pra quem estiver disposto a fazer um exercício de análise, dá pra traçarmos um interessante paralelo com o ano de 1999, onde o que diferencia o Salvador da Pátria atual do daquele ano é a diferença de ações (enquanto o antigo pensava só em montar grandes times de futebol, este pensa na estrutura do clube). Mas até quando o atual Salvador da Pátria será visto com bons olhos para a administração do clube (sendo que o mesmo já teve seus problemas com o grupo político de apoio da gestão no passado)?

- "As contratações para este ano foram feitas baseadas em estudos feitos pela equipe de scouts do clube"

Tendo em vista o contexto do clube à época, com pouco dinheiro, que não possuía a certeza da continuidade do antigo patrocinador, e levando em consideração também que o Novo Salvador da Pátria possui modus operandi diferente do anterior, é compreensível e aceitável a justificativa do uso da equipe de scouts para conseguir jovens reforços de forma gratuita. Porém, do pacote de reforços do início do ano (composto por Marlone, Vinícius, Lucas Gomes, Guilherme Santos, Victor Oliveira, Giovanni e João Filipe) somente um destes rendeu bem pelo Fluminense, caso de Vinícius. Muitos vão reclamar sobre Giovanni, mas este aí só ficou mesmo por conta da falta de outro jogador e não por sua capacidade técnica. Alguns destes já foram dispensados pelo clube, como os casos de Marlone e Guilherme Santos. E os outros, excetuando Vinícius, apresentam deficiências técnicas tão impressionantes que é impossível você pensar em competência da referida equipe de scouts. E enquanto os jogadores de scout vinham chegando, jovens valores da base que hoje em dia se mostram muito mais úteis que a maioria das apostas feitas eram emprestados ou convencidos a procurarem outros clubes.

- "Estamos vivendo um momento especial. Tenham paciência com as nossas apostas"

Como ter paciência em apostas que apresentam deficiências técnicas tão gritantes assim, como nos casos de Lucas Gomes, Victor Oliveira, Guilherme Santos (que graças aos deuses do futebol já foi negociado), Giovanni e João Filipe? E o que mais impressiona é que mesmo mostrando tantas deficiências técnicas estes jogadores vão tendo chances no elenco. E em muitos casos o Fluminense perdeu jogos por conta destas deficiências técnicas, sendo o caso mais emblemático a partida de ontem contra o Joinville. E a pergunta que fica é: Por quê jogadores tão fracos assim continuam tendo tantas chances quando alguns jogadores vindos da base que se mostram muito mais produtivos que estes apenas ganham chances por serem as últimas opções ou só pra jogar improvisados em posições que não são as suas?

- "Associe-se ao Fluminense. Esta é a melhor maneira de ajudar o clube"

Esta é a maior das falácias que vejo circulando pelas redes sociais atualmente. A princípio você pode pensar que se associar ao Fluminense é a melhor maneira de ajudar o clube que você tanto ama. Mas tendo em vista o que vem acontecendo no clube, você só consegue ajudar mesmo o Fluminense de uma única forma: Sendo Sócio-Contribuinte do clube (ou proprietário, condição que de acordo com o Estatuto do Clube só é possível em condições especiais). Você, meu caro amigo Sócio-Futebol como eu, está atualmente ajudando a manter não o seu clube de coração, mas a empresa a qual o clube terceirizou a administração destes planos alegando incompetência na gestão dos planos, ou ao Consórcio Maracanã, que agora também recebe uma parte do dinheiro que seria destinado ao clube com o ~novo e melhorado~ acordo feito entre Clube e Consórcio. E sim, me sinto feito de idiota pelo Clube, pois a propaganda criada na época era a de que eu ajudaria O Clube, situação que hoje em dia não mais ocorre. Alguém pode vir e dizer "se é assim, pare com o seu mimimi e torne-se Sócio-Contribuinte, oras", mas não é assim tão simples. Se eu pudesse mesmo, já o teria feito. Porém infelizmente a melhor ajuda que posso fazer é me manter Sócio-Futebol (situação que muitas pessoas podem compartilhar também), mesmo sabendo que não estou ajudando ao meu Clube e sim a terceiros.


E além destes citados, temos outros focos de incompetência. Vemos um presidente que descarta a contratação de um preparador físico da capacidade do Paulo Paixão por este ser "muito caro"; Vemos o clube participar de um torneio no exterior no início do ano, no mesmo período onde deveria começar a preparação física e técnica para o restante do ano, sendo que um dos destaques que o clube leva para este torneio é um jogador de futebol morbidamente obeso, se levarmos em consideração o padrão físico necessário para o desempenho da atividade; Vemos um time que possui uma preparação física fraca, fazendo com que os jogadores já estejam cansados com pouco tempo de disputa ao voltarem para o segundo tempo das partidas; Vemos um presidente que resolve brigar com a Federação DURANTE o torneio organizado por ela (concordo que o Clube estava brigando pelos seus direitos e acho correto brigar pelos seus direitos. Mas brigar durante a disputa do certame é assinar um recibo que diz "autorizo-os a prejudicarem meu clube da forma que quiserem no seu torneio", ainda mais quando sabemos que a Federação é conduzida por um tipo de máfia); Vemos um clube que libera jogadores que voltam de lesão ou que estão voltando a jogar pelo clube depois de passarem bastante tempo sem jogar não obedecendo um critério sensato (como nos casos de Fred, Ronaldinho, Osvaldo e Cícero); Vemos o clube mudar a estratégia nas contratações e, das jovens promessas, voltar aos medalhões (Pierre, Antônio Carlos, Magno Alves, Ronaldinho Gaúcho e Wellington Paulista) sem justificar nada e deixando aos torcedores a ideia de que erraram no início do ano; Vemos o Departamento de Futebol insistir em manter Cristóvão Borges para dois ou três meses depois demiti-lo, contratando logo após Ricardo Drubscky, que logo no início do brasileiro se assume incapaz de conduzir o time de futebol; Vemos o VP de Futebol contratar um jogador de 39 anos se baseando única e exclusivamente em PENSAMENTO MÁGICO; Vemos o time de futebol jogando muito mal e sem qualquer padrão de jogo; Vemos a máquina do Clube sendo usada para iniciar a campanha política do ano que vem (apesar da massa defensora dizer que só a oposição vem fazendo politicagem rasteira); E muitos outros focos que em qualquer lugar seriam definidas como incompetência, mas não neste Fluminense de hoje em dia.

Sim, eu, Alexandre, estou cansado de ver o Fluminense sendo conduzido desta forma por gente que diz Ser Fluminense mas que, pelas suas atitudes, demonstram apenas Estarem Fluminense. E sim, estou cansado de ver estas pessoas pensarem que fazem a todos de idiotas. Tenha a certeza de que não somos idiotas.

O Fluminense não merece gente como vocês. Tudo pelo Fluminense, NADA do Fluminense!


Alexandre Nogueira
Sócio-Futebol e Membro do Esperança Tricolor

17 de agosto de 2015

Termina o primeiro turno.

Estimados Tricolores,


Enfim uma vitória e a volta para o G4. Não fossem os pontos perdidos nas últimas rodadas... Mas o mais importante foi terminar o primeiro turno na cola dos líderes. Ainda mais se levarmos em consideração todo o contexto político e econômico do clube, não podemos negar que a campanha neste Brasileiro é inesperadamente boa.

Sobre o jogo de ontem, Enderson continua com o 4-2-3-1, porém com a "escalação ideal" para a maioria dos torcedores, atualmente (levando em consideração os desfalques por lesão e suspensões), sendo o meio formado por Edson e Jean como volantes, Osvaldo aberto pela esquerda, Cícero aberto pela direita, e Ronaldinho na meia central. Só que o técnico tricolor resolveu variar um pouco a situação, pedindo que Ronaldinho saísse da meia central e ocupasse mais a área adversária junto ao Fred, e que Fred saísse mais da área para puxar a marcação e criar espaços para o Ronaldinho decidir. Uma proposta interessante, que deixou o meio de campo pouco funcional, já que Jean e Osvaldo não fizeram um bom primeiro tempo. Cícero acabou sendo o único ponto de lucidez no meio de campo tricolor durante toda a primeira etapa. E para piorar, Marlon cometeu um pênalti infantil no fim do primeiro tempo. O time catarinense converte a penalidade, sendo que quase não deu trabalho para a defesa tricolor.

Na volta para o segundo tempo, uma mudança total de posicionamento e postura. Ronaldinho voltou para a criação na faixa central do meio campo, Wellington Paulista no lugar de Osvaldo aberto pela esquerda e Cícero jogando aberto na meia direita, porém tendendo sempre a procurar o meio de campo para abrir o corredor para a passagem de Wellington Silva (que ontem também teve boa atuação). E o mais importante: intensidade na marcação no campo do adversário. E então um cruzamento perfeito feito por Wellington Paulista lá da ponta esquerda encontrou Cícero no segundo pau da defesa do Figueirense, empatando a partida. A intensidade é mantida e Cícero quase desempata em outra cabeçada na área adversária, onde foi impedido por uma belíssima defesa do goleiro Muralha. O desempate veio em uma grande jogada: Cícero parte com a bola dominada buscando a diagonal em direção a área, a defesa catarinense tenta fechar os espaços para um possível toque para Wellington Silva e Cícero faz mágica: Um lançamento primoroso buscando Fred, que se livra da marcação do zagueiro e marca o gol de desempate. Fred pediu para ser substituído, pois estava com cãibras e Lucas Gomes entrou no seu lugar. E aí vem o ponto onde Enderson outra vez se perdeu: Ao invés de manter a estrutura, colocando Wellington Paulista na área e Lucas Gomes em uma das pontas, resolveu pôr Ronaldinho na área e jogar Cícero na meia central, onde acabou prejudicando um pouco o jogador e descaracterizando a proposta de jogo do segundo tempo. O Figueirense teve um jogador expulso no fim do segundo tempo e, enfim, quebramos a sequência de derrotas.

Foi uma importantíssima vitória, mas entendo que ela poderia ter vindo de forma mais tranquila, já que a proposta do Figueirense era de se defender e tentar uma bola marota pra conseguir a vitória. O principal ponto que observo é o técnico cometer o principal erro de Cristóvão Borges no ano passado. Encontrar uma maneira de jogar por conta das características de alguns jogadores e, quando precisou mudar os jogadores, insistir em manter a mesma estrutura de jogo mesmo sabendo que os jogadores substitutos não possuem as mesmas características.


Considerações importantes:

- Que bela atuação a do Cícero, pelo menos quando jogou num setor do campo onde suas características sobressaíram melhor. Diferentemente do jogo contra o Inter, onde jogou na faixa central do trio de meias, jogou aberto pela direita procurando o centro do campo para abrir o corredor para a passagem do lateral, e sempre carregando a bola ao invés de recebê-la em lançamentos em profundidade ou tentando imprimir uma correria que não lhe é característica. Seu rendimento voltou a cair quando voltou à faixa central do trio de meias no segundo tempo;

- Edson e Jean pareceram meio aéreos no primeiro tempo, mas melhoraram no segundo;

- Que desperdício vem sendo ver Gustavo Scarpa jogando (por necessidade) na lateral esquerda;

- A escalação de ontem era boa, porém para jogos onde o foco do time for controlar a partida. Para jogos onde o foco for intensidade, infelizmente alguns jogadores necessitarão ir para o banco;

- Ronaldinho precisa recuperar a forma física. Ele está parecendo aquele cara muito mais velho jogando no meio da garotada;

- Apesar do pênalti infantil, bola dentro do Marlon em ter assumido que cometeu o pênalti na entrevista do intervalo;

- Uma aposta: temos uma boa opção para jogos que o Jean não puder jogar (ou mesmo para fazer uma sombra a ele). E atende pelo nome de Higor Leite;

- Hora de mudar o foco e pensar na Copa do Brasil. Para este jogo de quinta-feira, Ronaldinho Gaúcho e Wellington Silva poderiam ser poupados. Melhor que o Renato jogue neste confronto para que não ocorra situação parecida com a que o time enfrenta na lateral esquerda.


Vamos Fluminense, com garra e com raça!


Alexandre Nogueira
Sócio Futebol e membro do Esperança Tricolor.

13 de agosto de 2015

Hora de se tomar uma atitude

Estimados Tricolores,


Quando o ano começou todos prevíamos que seria muito difícil. Depois de anos nosso patrocinador nos deixava. Um dos nossos maiores craques e ídolo, Conca, também preferiu sair. E olhávamos o elenco recheado de promessas e fracas apostas e pensávamos que nosso futuro seria negro.

Veio o Estadual e no meio de polêmicas, naufragamos. Muito se especulava que essas polêmicas eram uma cortina de fumaça para esconder as fraquezas do elenco montado mas também sempre que se criticava o elenco lembrávamos da saída do patrocinador.

Começa o Brasileiro e o Fluminense surpreende. Com um time encaixado, recheado de garotos e liderado por Fred vamos juntando pontos e chegamos ao G4. Um time forte na marcação, rápido no ataque e cirúrgico. O esquema 4-2-3-1 funciona mesmo com os altos e baixos, mais baixos, da promessa Gerson.

Com a chegada da janela todos os elencos se modificam e após algumas saídas, nosso elenco dá a impressão de ter sido reforçado. Trocamos apostas por nomes de mais peso tais como Pierre, Cícero, Osvaldo e Ronaldinho Gaúcho. Ótimo. Brasileirão é coisa séria e elenco é sempre bom. Alguns desses nomes trazidos pensando em 2016 mas ok. Faz parte do jogo e do processo.

Só que com o novo elenco é necessário um novo esquema. O famigerado 4-2-3-1 exige que os três do meio sejam rápidos, para recompor a marcação, pressionar a saída adversária e chegar ao ataque. Com Cícero e Ronaldinho Gaúcho, impossível funcionar. O time fica previsível, lento e sem agressividade. E a derrota de ontem nos mostrou isso. Perdemos a velocidade do contra ataque, antes puxado por três garotos e também perdemos a pressão no meio.

Ainda não é momento para desespero. Seguimos na parte de cima da tabela. Mas nosso treinador precisa reorganizar a equipe e descobrir uma maneira de fazer funcionar um time com Cícero, Ronaldinho e Fred. E entender que o Fluminense é time grande. Convidar o Inter em sua casa para nos atacar faltando 10 minutos mais os acréscimos para o fim do jogo, foi um erro. Pra que colocar um zagueiro naquele momento mesmo com 10? Perdemos um atacante mas as linhas defensivas estavam mantidas.

Dito isso, alguns pontos exigem atenção:

1) Marco Junior ainda é um garoto mas já um pouco rodado. Erros acontecem mas o de ontem nos custou 3 pontos. Que se converse com o garoto para que seja mais inteligente, controlado e menos estabanado. Na próxima, multa. Já a expulsão do Antônio Carlos merece multa salarial, devido a infantilidade do lance e principalmente pelo fato do zagueiro já não ter mais idade para agir desta forma;

2) Não temos um time galáctico. Portanto não podemos entrar nessa de poupar jogadores estabelecendo um rodízio dentro do elenco. Talvez em uma ou outra posição isso seja possível. Mas jogadores como Fred e Osvaldo estando aptos a jogar depois de treinarem com o time, deveriam ter sido aproveitados ontem. Sabemos que agora teremos uma sequência forte com 2 jogos por semana mas ontem era um jogo importante para o moral do grupo e para não descolar do líder;

3) Se é verdade o que se diz nas redes sociais e nos círculos de sócios do clube, bola fora essa discussão por bicho antecipado. Como assim receber prêmios antes de entregar resultados? Repetindo: se for verdade, bola muito fora. Essas atitudes que preocupam com relação a maturidade dos nossos líderes. E se for verdade, parabéns ao tesoureiro do clube que não teria autorizado o pagamento antecipado. Planejamento e responsabilidade financeira é obrigação;

4) Mais uma vez um árbitro paulista comete um erro que nos prejudica. Se acertou na expulsão do Marco Junior, absurdo não ter expulsado o jogador Alex do Inter. Some-se a isso a CBF decidir economizar justo no jogo do Corinthians escalando um juiz paulista, está na hora da diretoria abrir o olho. Jogo se ganha em campo. Mas às vezes fora também.

Que venham os 3 pontos no domingo. Ainda dá pra sonhar com o G4. Título ainda é possível mas complicado com essa instabilidade do time. G4 sim.


Esperança Tricolor

2 de agosto de 2015

Não temos ídolo

Estimados Tricolores,

Quem é Fluminense certamente já escutou que não temos um ídolo. O Botafogo tem o Garrincha. O Vasco o Dinamite. O Flamengo o Zico. E o Fluminense? Tem um ídolo? Claro que não.

O que é um ídolo? Qual a definição de ídolo? Ídolo é aquele jogador que numa quarta-feira chuvosa, cidade parada com jogo às 10 da noite te faz ir pro estádio certo de que ele vai te recompensar como maestro do seu time, conduzindo sua equipe a mais uma vitória. Que você sabe que quando a bola vai pra ele a torcida adversária prende a respiração, olha pro céu, enquanto você estica o pescoço e se prepara pra vibrar.

Ídolo é aquele que te conduz a títulos. Que faz a diferença, que respeita sua camisa, sua história e sua torcida.

Sim, o Flu não tem um ídolo. Temos ÍDOLOS. Goleiros como Castilho, Veludo, Félix e Paulo Victor. Zagueiros como Pinheiro, Edinho, Ricardo Gomes e Thiago Silva. Meio campistas e atacantes então, seria difícil listar todos sem ser injusto, Preguinho, Telê, Didi, Assis, Romerito, Rivelino, PC Caju, Renato Barriga Gaúcho, Deco. Sem falar no Fred que numa época mercantilista em que ninguém fica num clube muito tempo, já está no Flu desde 2009. Chegou com 25 anos. E segue no Flu depois de dois brasileiros e muitos gols. Seu time tem algum jogador assim?

E ontem vimos a estreia de mais um candidato a ídolo: Ronaldinho Gaúcho. Muitos dirão que ele já não é o mesmo, que não é sério, não é profissional e que veio pro Rio curtir a vida e se aposentar. Cuidado. Falamos do Fluminense.

Esse clube tem o dom de desafiar o impossível. Tem uma mística que independe do lugar comum, do oba oba da imprensa. Um clube irritante que vai pra Terceira e não fecha. Que tem 95% de chance de cair e não cai. Que é campeão aos 45 do segundo tempo com gols improváveis, Assis, Renato e Antônio Carlos não me deixam mentir. Somos o clube capaz de buscar jogador aposentado jogando futevôlei em Búzios e no ano do centenário do coisa ruim, com Romário e cia, estragar a festa com a empáfia humilde, sim, empáfia humilde que só um tricolor conhece.

Portanto você que acha que o Flu será apenas mais um clube na vida do Ronaldinho, cuidado. Temos o dom da eternidade. Parabéns Ronaldinho pela escolha. Aqui você será mais um dos ídolos da nossa rica história. A torcida que nunca abandona o time e que sempre inova na arquibancada, estará ao seu lado. Vide o mosaico 3D de ontem, o primeiro visto no Maracanã. Assim é essa torcida. Não precisamos que o time vença ou marque gol para cantar. Não precisamos que nos digam que torcida é essa. Só nós sabemos o amor que nos guia.

Grande jogo do Ronaldo. Mais um ídolo para nossa galeria!

Danilo Fernandes
Sócio Contribuinte e membro do Esperança Tricolor

28 de julho de 2015

Cícero voltou! Como trabalhar isto em campo?

Estimados tricolores,


Com o noticiado retorno do Cícero, e caso o alegado problema de relacionamento com o elenco para justificar a sua negociação com o Al-Gharafa no início deste ano seja resolvido, podemos dizer que o Fluminense se consolida como um dos times com elenco necessário para a disputa deste título brasileiro. Muitos podem lembrar que na sua última passagem pelo clube ele não tenha ido tão bem quanto na passagem de 2007/08. Mas muito do rendimento ruim dele ocorria devido ao seu posicionamento em campo, tendo em vista o esquema de jogo utilizado por Cristóvão Borges (o mesmo utilizado pelo atual técnico tricolor, Enderson Moreira). Cristóvão Borges o escalava na mesma posição que jogava o Wagner no ano passado (o meia aberto pela esquerda), situação que prejudicava o Cícero devido as suas características. Para jogar naquela posição é necessário um jogador de mais velocidade e o Cícero é um jogador que não possui esta característica e que pode ser melhor aproveitado de frente para o gol e não recebendo bola de costas para o gol. Sendo assim, para evitar cair no mesmo erro que o Cristóvão, Enderson precisaria então utilizar este jogador nas posições onde jogam Jean e/ou Edson. E perder estes dois jogadores também seria prejudicial para o time, já que ambos vem tendo boas atuações.

Como resolver este problema? Inevitavelmente mudando o esquema de jogo. E qual esquema de jogo então poderia ser o melhor tendo em vista as características destes jogadores? tomadas as devidas proporções, a Champions League pode nos dar o melhor esquema possível.

Pra quem acompanhou os jogos da Juventus-ITA da última temporada (lembrando sempre que a última temporada terminou a pouco mais de um mês), viu que o time jogou muitas vezes no esquema 4-3-1-2, com 4 defensores, 4 jogadores no meio de campo formando um losango e dois atacantes. E este losango é o ponto de destaque que está servindo de inspiração de sugestão tática para o time do Fluminense.

No time da Juventus, o losango no meio é formado por Pirlo, sendo o primeiro vértice do losango (jogando a frente dos zagueiros); Pogba e Marchisio mais a frente (alinhados ou não); E Vidal como último vértice, responsável pelo acionamento dos atacantes. E é justamente o fato de Pirlo ser posicionado neste primeiro vértice o ponto de destaque. Muitos de vocês já devem ter ouvido falar que num meio de campo em losango no primeiro vértice deve ser escalado aquele volantão porrador para proteger a defesa. Mas na Itália a ideia é justamente o contrário. Na Itália, costuma-se escalar o melhor passador do time e não o melhor defensor, pois ele será sempre a válvula de escape do time, aquele jogador que, graças a sua habilidade e bom passe, tem a visão e capacidades necessárias para acelerar ou cadenciar o jogo do time. Não à toa, o jogador que joga nesta posição na Itália é chamado de regista (isso mesmo, a ideia é a de que o jogador seja o regente do time, como em uma orquestra). Sei que este tipo de situação irá gerar algumas dúvidas, então tentarei reunir as principais aqui.


"O Fluminense tem que contratar o Pirlo? E o que isso tem a ver com o Cícero?"

São perguntas que vocês podem fazer. Concordo que seria sensacional se o Fluminense contratasse o Pirlo. O retorno técnico que ele traria ao clube seria fenomenal. Mas acho que este é um passo que o clube ainda não pode dar. E então, respondendo a segunda pergunta, por que não transformar o Cícero em uma espécie de Pirlo no Fluminense?

A ideia não é absurda, já que o Cícero é um jogador de bom porte físico, boa visão de jogo e ótimo passe, de forma que auxiliaria muito na criação de jogadas do time e nos contra ataques em velocidade, acionando Jean e Edson, que pela disposição física podem cobrir uma maior parte do campo transitando no espaço entre as intermediárias de defesa e ataque e também Ronaldinho Gaúcho na busca da jogada diferenciada (já que o passe diferenciado é uma qualidade de ambos). A minha possível escalação inicial seria esta da imagem abaixo:




"Mas no 4-3-1-2 o jogador no primeiro vértice não precisa praticamente jogar como um falso terceiro zagueiro pra liberar o apoio dos laterais?"

Sim, pode, mas não é uma regra absoluta. Este tipo de situação para este esquema costuma ser usado por alguns times argentinos (mas não todos). Muitos deles quando jogam neste esquema também utilizam volantes de ótimo passe para auxiliar o time no ataque. E aqui vai outra informação importante sobre este "falso terceiro zagueiro": Isto não é exclusividade apenas do 4-3-1-2. Esta é uma solução tática que pode ser executada em qualquer outro esquema com 4 defensores e é chamado de saída de três. Esta solução tática inclusive foi utilizada por Luiz Felipe Scolari quando assumiu a seleção para a Copa de 2014 (que jogava no 4-2-3-1), onde Luiz Gustavo/Fernandinho recuava e se alinhava aos dois zagueiros do time (Thiago Silva e David Luiz) para liberar o apoio de Daniel Alves e Marcelo.


"Mas se vão usar o Cícero como volante do primeiro vértice ao invés de um jogador com o estilo do Pierre, como ficaria a defesa?"

No momento de defender, o time mudaria do 4-3-1-2 para um 4-4-1-1, como pode ser observado na imagem abaixo. Jean abriria para fechar a ala esquerda, Cícero e Edson se manteriam centralizados e Osvaldo recuaria para fechar o lado direito, já que possui bastante velocidade, deixando Fred na frente e Ronaldinho um pouco mais recuado para receber as bolas e poder iniciar os trabalhos ofensivos. E o mais importante de tudo é: Com maior compactação entre as linhas de 4 da defesa e meio, mais trabalho o ataque adversário teria para criar jogadas.




"Mas neste esquema algumas das joias de Xerém teriam suas chances drasticamente reduzidas."

Talvez, mas tudo dependeria muito mais da força de vontade de alguns destes jogadores em querer mostrar serviço. E penso até em soluções para que os jovens jogadores que vem se destacando não percam suas chances. Exemplos possíveis? Scarpa e Gerson poderiam jogar como opções para Jean e/ou Edson. Vinícius também pode ser considerado uma opção. São jovens que podem render também muito mais de frente para o gol do que recebendo bolas de costas para o gol. Como opção para a posição de Ronaldinho, Gerson e Robert poderiam ser testados, sendo que Robert também poderia ser usado como opção para o Oswaldo, como atacante. Como disse, são testes que podem ser realizados e que não soam tão absurdas. Basta que eles sejam aplicados taticamente.


Como disse anteriormente, este 4-3-1-2 é uma sugestão. Mas esta não seria a única opção tática possível. Há mais dois possíveis esquemas que podem ser utilizados com esta mesma formação. Um 4-3-3 com meio formando um triângulo de base alta (sendo Cícero mais uma vez o primeiro vértice com Jean e Edson mais a frente) e Ronaldinho e Osvaldo abertos como atacantes ou o 4-5-1 com Cícero centralizado com Edson e Jean mais a frente e Ronaldinho e Osvaldo trabalhando como criadores de jogadas mais abertos, como podemos ver na imagem abaixo:




E a variação defensiva para este esquema pode ser feita com o mesmo 4-4-1-1 utilizado no 4-3-1-2.

OBS: Apesar de muitas pessoas acharem que não, o 4-3-3 foi o esquema utilizado por Abel Braga na campanha do título do Brasileiro 2012. Ele começou o ano fazendo o time jogar no 4-2-3-1, porém percebeu que neste esquema ele prejudicava o Deco, pois deixava-o com um espaço muito pequeno de campo para trabalhar as jogadas (já que Deco era o meia centralizado do esquema. Thiago Neves jogava aberto pela esquerda e W. Nem/Rafael Sóbis jogavam abertos pela direita). E como o Abel resolveu este problema? Recuando Deco e o deixando alinhado com Jean e posicionando Edinho no primeiro vértice (formando mais uma vez um triângulo de base alta) para fazer a saída de três para liberar o apoio dos laterais.


Mas não importando qual destes dois esquemas poderiam ser usados, algumas condições deverão sempre ser respeitadas:

1 - Os laterais não poderão atacar ao mesmo tempo. Se o lateral direito vai pro ataque, o esquerdo se mantém na defesa para ajudar na marcação e vice-versa;
2 - Como qualquer esquema, necessita da aplicação de todos os jogadores. Até por que, algumas compensações deverão ser feitas por causa de termos Ronaldinho e Fred em campo. O que não impede que estes dois jogadores não possam realizar funções defensivas para o time;
3 - Para não incorrer no problema que tivemos no ano passado, deve-se saber até onde será o momento de insistir que um jogador possa realizar determinada função em campo e ter sabedoria o suficiente para não forçar a barra para que este jogador realize esta função, de forma não queimá-lo com a torcida;
4 - E caso o esquema não dê certo, ter a humildade de reconhecer isto e procurar uma nova forma de trabalhar.

E você, tem alguma sugestão de como montar esta equipe? Deixe sua resposta nos nossos comentários.

ST!

Alexandre Nogueira
Sócio-Futebol e Membro do Esperança Tricolor