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26 de fevereiro de 2016

Conselho

Dissemos que não falaríamos mais sobre futebol no nosso último texto, mesmo apesar de agora já termos motivos para voltar a falar sobre o assunto. É salutar dizer que o Fluminense perdeu para um dos piores times que o Botafogo já teve em toda a sua história. E olha que a folha de pagamento do departamento de futebol alvinegro não deve chegar à metade ou dois terços da folha de pagamento tricolor. Mas vamos falar aqui sobre outra coisa. Vamos falar sobre responsabilidade.

Creio que muitos de vocês leitores conheçam ou já ouviram falar na rede social Twitter, tenham vocês sua conta na rede social ou não. Durante o jogo de quarta-feira, quem tem sua conta e segue o perfil de um dos conselheiros do clube, viu o mesmo tentando amenizar a culpa do péssimo rendimento do time em campo por parte do ex-técnico e jogando-as para os jogadores. De certa forma, concordo que os jogadores possuam a sua parcela de culpa, já que houve outros episódios onde os mesmos pareceram fizeram corpo mole. Também concordo que o ex-técnico possuía uma pequena parcela da culpa dos problemas do time. Reconheço que ele vinha apresentando um bom trabalho no seu clube anterior, até o momento onde ele descobriu que possuía um time titular e que o restante do elenco não era capaz de manter o bom rendimento em campo, já que alguns titulares haviam se lesionado. Porém tenho que reconhecer que mesmo este bom trabalho infelizmente não o habilitava para treinar o Fluminense, tendo em vista o atual panorama do clube.

E qual é o panorama atual do clube? Simples. Infelizmente somos obrigados a reconhecer que todo o departamento de futebol do clube estava (ou ainda está) sendo liderado justamente por quem não deveria estar comandando, o líder do elenco de jogadores. E por quê isto acontecia? Justamente por quê quem deveria realmente comandar o futebol do clube não possuía estofo para a função. E este decidiu que a melhor maneira de lidar com os jogadores foi ser a figura do "amigão" deles e não a de um gestor, que cobra quando há a necessidade não importando o status do jogador dentro do elenco. E como o "amigão" nunca se impôs como chefe do elenco de jogadores, criou-se um vácuo de poder que precisou ser preenchido por alguém. E infelizmente o líder do elenco assumiu este "cargo" faz tempo. Tanto é que desde o ano passado muitos torcedores percebem que só joga quem faz parte do grupo do Líder. Tendo em vista esta situação que ocorre no departamento de futebol do clube, como poderia um técnico jovem e com pouca experiência fazer mudanças drásticas no time se este sabia que não teria apoio do clube na sua decisão? Como fazer mudanças no time quando o técnico sabia que quem realmente manda é um dos jogadores do elenco? Aí mora o real problema do Fluminense.

Lembram quando eu falei no início do texto que iríamos falar sobre responsabilidade? Agora chegamos no ponto, meus caros. Analisando friamente todo o atual panorama do futebol tricolor, sabe quem são os reais culpados por tudo estar do jeito que está? O agora ex-Vice-Presidente da pasta? Não. O Conselho Deliberativo do clube! Sim, eles mesmos. E por quê eu digo isto? Por que a escolha do atual responsável pela pasta passou pelo crivo deste conselho.

A escolha do atual vice-presidente foi pensada pelo grupo político que apoia gestão, ressaltando que este possui maioria no Conselho, possivelmente baseada em duas condições: a atuação do advogado no julgamento ocorrido no fim do Campeonato Brasileiro de 2013 (onde caiu nas graças da torcida, mesmo defendendo desnecessariamente uma causa que já era considerada ganha a favor do clube), assim como a atuação do mesmo na arrancada de 2009 (de acordo com as afirmações do próprio). Foi realizada uma votação no Conselho para aceitação do nome para o cargo, mesmo tendo em vista que a situação gerasse um conflito de interesses, já que o advogado seria um misto de diretor jurídico e vice-presidente de futebol (além de participar do processo de seleção de jogadores para o elenco de futebol do clube como vice-presidente de futebol, o mesmo ainda ficaria responsável como diretor jurídico por analisar juridicamente os contratos e distratos feitos entre Clube e jogadores). E mesmo com esta situação temerosa, a aceitação do advogado para o cargo foi aceita pela maioria do Conselho (onde também foi aceita a indicação de Fernando de Simone, ex-membro do  grupo político, para o cargo de Diretor de Futebol). A dupla gozava de tanto prestígio por parte do grupo político, que em uma das reuniões do conselho uma das suas proeminentes lideranças afirmou categoricamente que "o futebol do Fluminense nunca esteve em mãos tão preparadas em toda sua história" (e pra quem duvida, esta afirmação está gravada, padrão ocorrido em todas as reuniões).

E então vieram os péssimos resultados. As eliminações vergonhosas. O desconhecimento do funcionamento de um departamento de futebol. O comportamento vergonhoso como gestor do departamento (onde vimos o advogado humilhar roupeiros e auxiliares do Madureira no jogo que valia a classificação para a fase final do estadual passado, o abraço no Wellington Paulista em uma comemoração de gol, entre outras). A total falta de comando no futebol do clube. E hoje em dia o advogado, que para o referido grupo político era o candidato para manter o legado deixado pelo presidente Peter Siemsem (de acordo com o pensamento geral do grupo político), perdeu todo o prestígio que possuía por conta dos seus próprios atos enquanto ocupou o cargo e foi convenientemente abandonado pelo referido grupo (que já vinha há algum tempo atacando frontalmente suas crias - Mário Bittencourt e Fernando de Simone). E chegando ao ponto onde durante a manhã de ontem o advogado demitiu o treinador e, pouco antes do anúncio oficial da demissão, o presidente exonera o advogado do cargo de vice-presidente, assim como também o diretor de futebol, alegando posteriormente que o advogado esteve mais preocupado com seu projeto pessoal de ser presidente do Clube em detrimento das funções do cargo.

Quanto a você sócio e/ou torcedor, não se deixe enganar:

1 - Pra quem acreditou na justificativa do presidente usada na coletiva pra justificar as demissões do departamento de futebol, não se engane. Tanto ele quanto o grupo político que o apoia sabiam que o ex-Vice-Presidente estava fazendo campanha política desde 2013. E tudo o que ocorreu no futebol do clube de 2013 até agora era sim sabido por estes. Todos são tão culpados quanto o próprio advogado;

2 - Com a queda do departamento do futebol, começam as especulações sobre quem serão os nomes a assumir os cargos. Alguns nomes aparecerão baseados em histórias recheadas de meias verdades;

3 - E com a chegada dos novos nomes para o departamento, será que estes conseguirão quebrar o poder paralelo existente no futebol do clube de forma que o novo técnico a ser escolhido possa fazer o que for preciso para formar um time competitivo?

Agora meu caro conselheiro, seja mais honesto com a torcida e pare de terceirizar a culpa dos problemas atuais do time para os jogadores ou mesmo para a torcida. Assuma, assim como todo o restante do Conselho, o seu quinhão de responsabilidade de terem colocado em um cargo tão importante para o clube pessoas que não possuem competência para as funções. Aos que apoiaram abertamente o incapaz advogado e o diretor de futebol, e que agora os largaram aos leões, assumam suas responsabilidades. Por que dar chilique nas redes sociais ou blogs é que realmente não mudará os problemas do Clube.

Será que seria pedir muito que alguns dos responsáveis diretos pela atual situação se preocupem mais com o Fluminense do que com seus projetos pessoais ou gosto pelo poder?


Alexandre Nogueira
Sócio-Futebol e Membro do Esperança Tricolor

17 de fevereiro de 2016

This is Sparta!

Estimados tricolores,


Isso aqui é Esparta! Isso aqui é Fluminense!!!! Há quanto tempo sofremos, brigamos, nos estressamos com e por esse time? Nós merecíamos uma vitória assim, na raça, ganha no sofrimento, no grito, com dois, DOIS, pênaltis a nosso favor, fora, num estádio cheio para os padrões Fifa do futebol politicamente correto atual. 

E por falar em politicamente correto, falemos do craque do jogo: Diego Souza. Um jogador sem mimimi, que joga com raiva, bate pênalti sem frescura. Nos sacaneou? Sim. Foi um idiota quando jogava no flamengo? Sim. Escroto? Sim. Mas fez 3 gols, jogou muito, acabou com o jogo e ainda foi matador na entrevista do intervalo: quero ganhar, meu amigo! 

Essa atitude que todos pedíamos. A defesa falhou, o Cavalieri segue péssimo na saída do gol em bolas cruzadas, o Giovani marca muito mal e o Henrique está fora de forma e sem ritmo. Mas ganhamos! Desde agosto não ganhávamos duas seguidas. Cícero, Marco Junior, Pierre, Douglas e um pouco Scarpa. Ajudaram e muito o Diego. 

Será que o time de guerreiros voltou? Cedo para dizer. Mas o 4-4-2 simples como feijão com arroz resolveu o 4-2-3-1 famigerado e xexelento. Hoje é dia de dormir em paz com a alma lavada e a consciência tranquila. Domingo tem fla x FLU. Esperamos que com mais uma vitória com cara de Fluminense. O Fluminense histórico, centenário, sofredor, lutador e vitorioso. Queremos nosso Fluminense de volta! Hoje parece que voltou.


Esperança Tricolor

15 de fevereiro de 2016

Ouro de tolo

Queria escrever um texto sobre a vitória de ontem me inspirando em uma canção. Por algum motivo o qual não sei explicar, decidi escolher como inspiração para este texto a canção "Tente outra vez" do genial Raul Seixas. Fui ao youtube e busquei a música e a ouvi uma primeira vez para reunir a inspiração necessária relembrando os lances do jogo, porém, percebi que havia algo de estranho. Repeti a música por três vez e continuei a relembrar os lances do jogo, mas tudo ainda estava muito estranho. Resolvi relaxar e ouvir então outros sucessos do mesmo cantor. E após ter ouvido outros sucessos como "Gita", "Cowboy fora da lei", "O carimbador maluco", "Metamorfose ambulante", eis que então surge "Ouro de tolo" e infelizmente, de certa forma, tudo fez sentido.

"Ah, mas já vai começar a corneta após a vitória. Essa oposição, francamente, viu?". Tem gente que vai pensar assim. Não quero recriminar quem pense desta forma, porém a vitória de ontem, assim como a vitória contra o Bonsucesso, ocorreu muito mais pela fragilidade dos adversários do que por méritos de uma melhora do plano de jogo tricolor. Ouro de tolo, como o título da canção diz. Digo isto porque ontem os mesmos problemas continuaram sendo repetidos. A apatia dos jogadores; a falta de contundência nas jogadas; a pouca compactação entre as linhas em campo; o posicionamento ruim, aliado às deficiências técnicas dos laterais que continuam deixando avenidas para os adversários; a larga amplitude dos jogadores em campo (entendam por amplitude a distância que os jogadores ficam uns dos outros em campo, medida de uma lateral a outra do campo); e a péssima forma física de alguns jogadores (sim, sei que estamos em início de temporada, mas é notório que a preparação física do Fluminense é deficiente se compararmos com outros times).

A única grande diferença que o jogo de ontem apresentou foi o fato do time ter saído do 4-2-3-1 e jogado no 4-4-2 padrão inglês, já que Diego Souza se manteve muito mais como outro atacante de pouca movimentação do que como meia. Só não sei se isto ocorreu por recomendação do técnico ou por conta da falta de preparo físico do jogador. De positivo mesmo em relação a toda partida, tivemos apenas o belo gol do Cícero. De resto, o time foi mais do mesmo.

O time fará três jogos que representam um desafio muito maior que os três últimos (Cruzeiro pela Primeira Liga, Flamengo e Botafogo pelo estadual). E me preocupa muito o resultado destes jogos tendo em vista os problemas que o time vem apresentando. Em caso de derrota nestes jogos, certamente o treinador não terá forças para ser mantido, já que o seu aproveitamento no comando do time é ruim. Vocês verão pessoas tentando contemporizar esta situação, dizendo que o técnico assumiu uma bomba; que só não levou o time para a final da Copa do Brasil por conta da arbitragem (situação que eu discordo frontalmente, já que o time foi eliminado por conta do resultado do jogo de ida e não pelo jogo de volta); que nos salvou do rebaixamento (outra situação que eu discordo); ou que não temos que levar a sério o estadual, por conta da briga política entre Clube e Federação. Nada disto muda ou ameniza fato de que desempenho do time é fraco e os erros que vemos hoje em dia já eram apresentados no ano passado.

Você pode achar que minha reclamação é feita por politicagem. Mas não é. Só me incomoda demais ver o Fluminense jogar "isto" que vem jogando hoje em dia (me recuso a chamar de futebol); incomoda ver tanta passividade da torcida em relação ao péssimo desempenho de certas figuras que participam da gestão do clube; incomoda ver a total falta de comando do futebol tricolor (ou, possivelmente, o comando por parte de quem NÃO DEVERIA estar comandando o departamento); incomoda a falta de cobrança por melhores resultados no clube como um todo; E incomoda mais ainda as meias verdades lançadas para justificar algumas decisões tomadas. Da forma como as coisas vão, só quem perde é o próprio Fluminense e nós, por consequência.

Caríssimos, isto que vemos hoje não é o Fluminense que todos conhecemos. Reconheço que a gestão fez alguns acertos, como a revitalização de Xerém e a renegociação das dívidas do clube. Mas não podemos achar que só isto basta para elencar o Fluminense a um futuro próspero e de títulos. É preciso muito trabalho, tendo em vista o que ainda vemos de errado no clube. E tenham certeza de que há gente muito preocupada em melhorar o que já existe. E nenhum destes ligados aos "possíveis candidatos" que andam sendo ventilados por aí (se é que estes conseguirão mesmo se candidatarem).

Confiando que o verde da Esperança ainda fará com que coloquemos o Fluminense no seu devido lugar,


Alexandre Nogueira
Sócio Futebol e Membro do Esperança Tricolor


Se liga no recado:

- O Twitter é uma ferramenta muito legal. Mas tem um pessoal que repete um discurso errôneo (ou infantil, eu diria) de que "a oposição odeia quando o Fluminense vence" como um mantra. Sério mesmo?

- Há um perfil fake que costuma aparecer em momentos específicos com a desculpa de "querer informar a torcida com informações importantes de bastidores". Mas no último sábado, quem viu o seu reaparecimento entendeu que a ideia do perfil não é realmente esta. É defender uma certa pessoa ligada à gestão. Não se deixem enganar.

12 de fevereiro de 2016

Cobertor curto

Estimados tricolores,


O que estamos vendo nesse início de ano é mais do mesmo. Há muito tempo nossas campanhas no Estadual são assim. Ganhamos um jogo dos Bonsucessos da vida, empatamos com Madureiras, perdemos de Boavistas. Depois vem os clássicos, perdemos, nos classificamos para as finais aos trancos e barrancos e invariavelmente perdemos para Botafogos e Vascos que jogam com mais raça, raiva e vontade contra nosso time. Aí o treinador é demitido, vem um novo para o Brasileiro e a roda segue girando. Então nos resignamos e aceitamos? No nosso entendimento não. Claro que é muito mais fácil falar de fora. Ser pedra sempre foi mais fácil do que ser vidraça. Administrar um clube de futebol com tanta pressão como qualquer time grande tem, é um exercício de inteligência, paciência e que exige firmeza na maneira de pensar. Se você toma decisões sem estar seguro delas, certamente naufragará.

O que se vê no departamento de futebol do Fluminense de hoje é um vácuo de poder ocupado por pessoas que não têm o preparo para isso. Todos mandam e ninguém tem razão. A bagunça é generalizada, há quebra de hierarquia todo o tempo e as soluções encontradas são sempre as piores possíveis. E o resultado dessa confusão, dessa ânsia por poder desenfreado, desse excesso de vaidade e personalização, é o que temos visto em campo desde 2013. Se o Presidente Peter realmente quer encerrar seu mandato sendo reconhecido e recordado como um dos bons presidentes que tivemos, ele precisa agir já antes que seja tarde. A demissão do Eduardo Batista, assim como as demissões do Cristovão, Drubscky, Enderson, será um paliativo. Essas demissões resolveram um problema pontual, oxigenaram por um período mas não acabaram com o desafio.

Para que o futebol volte a ser vitorioso o Presidente Peter precisa demitir tanto o Mário Bittencourt quanto o Fernando Simone. Eles são os responsáveis pelo fracasso que nos persegue faz tanto tempo. Já é hora do Fluminense ter no seu departamento de futebol profissionais de verdade. Que entendam do riscado, tenham experiência comprovada e possam gerir o carro chefe do clube. Nós já demos sugestões de nomes. Existem no clube pessoas com experiência que podem fazer um trabalho melhor do que o Mario, tal como o Júlio Domingues por exemplo. Se o Presidente procurar dentro dos quadros de associados, encontrará outros também qualificados para o cargo de VP. E nomeado esse VP, esse terá a obrigação de procurar um Diretor de Futebol de verdade. Alguém com cancha, rodagem e que saiba administrar elencos e vaidades. Existem nomes com mais experiência e nomes em desenvolvimento. O Corinthians apostou no ex-jogador Edu. A Parmalat fez uma aposta no passado no Brunoro, que veio do vôlei. Enfim, existem nomes que podem produzir muito mais, lembrando que o diretor pode ser remunerado e um profissional do clube.

Ato seguido esse diretor deve contratar um treinador de verdade. Chega de apostas. O Fluminense é um clube muito grande e com muita pressão interna e da mídia para ter treinadores aposta. Não funciona. Não somos assim. O perfil do Flu exige um treinador forte. Somente como exemplos, já que alguns não estão disponíveis ou não são a solução para o momento, nomes como Tite, Muricy, Cuca, Abel, Levir Culpi. Treinadores com casca, que saibam se impor ao grupo, a mídia, aos atores do meio. Que saibam montar um time, treinar, que não se assustem com os resultados, que não tomem decisões equivocadas na hora de substituir nem se precipitem. Que não achem que a solução quando está perdendo é colocar 5 atacantes e quando está ganhando 6 zagueiros. Que trabalhe as opções de esquema tático em função dos jogadores disponíveis, que trabalhe e ensaie jogadas de falta, bola parada, laterais. Enfim, que realmente prepare o time para o que as competições profissionais exigem.

Feitas as escolhas do VP, Diretor e Treinador, esses 3 de maneira conjunta devem formar uma comissão técnica permanente e de nível de um Fluminense. Nomes do quilate do Fabio Mahseredjian, Nilton Petrone (que já está no clube), Carlos Pracidelli, Paulo Paixão, são o perfil de profissionais que devem formar essa comissão. Nada de apostas, parentes, amigos. Nomear um assistente técnico permanente com formação correta, que possa realmente agregar ao clube, como por exemplo fazia o Milton Cruz no SP.

Para finalizar, essa nova diretoria precisa também rever nosso scout. As soluções encontradas são sempre fracas e as piores possíveis. Porque não se buscam jogadores no mercado sul americano como até mesmo o Botafogo tem feito? Porque sempre temos que girar na mesma direção, todo ano falando em Conca, Thiago Neves, Nem? Porque não buscar jogadores em baixa na Europa que aceitem vir jogar no Brasil? Para isso é preciso saber pesquisar. Opções existem mas como um departamento de scout formado de voluntários, sem ferramentas adequadas, sem preparo, nunca sairemos do lugar e os erros se repetirão. Formaremos elencos desbalanceados, com jogadores de perfis ultrapassados e que nunca renderão apropriadamente.

Enfim, o clube precisa é se profissionalizar. Chega de apostas, quer seja na gestão do futebol, na comissão técnica ou em campo. O futebol de hoje em dia exige seriedade. Num cenário de pouco dinheiro os investimentos precisam ser cirúrgicos e para serem cirúrgicos precisam de gente que entenda de verdade. Atue já presidente Peter. Não morra abraçado com conceitos que tem dado errado. O Fluminense não pode ser refém de um plano de poder. dirigentes e jogadores são passageiros. O Clube é eterno!


Esperança Tricolor

4 de fevereiro de 2016

É Bom o Sucesso!

Esperançosos Tricolores,


Após atuações bastante ruins nesse início de temporada, finalmente voltamos a vencer, ainda que a goleada por 4x0 tenha sido sobre um desfigurado Bonsucesso, cujo time 100% completo já não deve jogar nada muito parecido com futebol.

Envolto em mais uma polêmica na tarde que antecedeu a partida, já que segundo informações da Rádio Transamérica teria se recusado a atuar na Florida Cup por conta da presença de Ronaldinho, Fred marcou dois gols mostrando a habitual frieza na hora de finalizar e igualando a marca de 164 gols pelo clube do inesquecível Telê Santana. O triunfo também deve aliviar um pouco a pressão sobre o treinador Eduardo Baptista, outro citado na reportagem acima, cujo respeito dos jogadores teria sido conquistado muito em parte pela recusa de escalar RG desde o início nos jogos em solo ianque.

Ainda sobre o jogo e como já dito, com o devido cuidado em face do quase amador adversário, há de se ressaltar também a boa atuação do trio Pierre/Douglas/Cícero e o retorno do lateral Giovanni, aparentemente mais indicado que Léo ou Ayrton para a titularidade neste momento.

Agora resta-nos aguardar uma partida contra um oponente mais qualificado, talvez já com Diego Souza (espera-se que tenha emagrecido) e que as contusões deixem de nos assolar nesse início de ano. O elenco se não é excelente, de modo algum pode ser considerado ruim, sendo obrigatório evoluir consistentemente.

Passando rápido pelo campo político, o Esperança Tricolor segue no seu norte inegociável de ouvir e conversar com todos que tenham boas propostas para o clube e principalmente compactuem dos nossos ideais e direcionamentos. Em breve, teremos novidades.

Saudações Tricolores a todos!
 
 
Esperança Tricolor


1 de fevereiro de 2016

Derrota atrás de derrota

Estimados Tricolores,


Derrota atrás de derrota. Pressão por troca de treinador. Mais uma. Para vir quem? Cuca, Abel e Levir são excelentes opções, mas virão? Será que o Fluminense encontrará um treinador que acerte seu time? Desde 2013 o melhor que passou aqui foi o Dorival. O resto foi mais do mesmo.

Acho que o momento é de reflexão. Começaria de cima para baixo. Será que temos uma diretoria de futebol que entende do assunto? O Mário e o Fernando tem a competência para gerir um clube em que tudo vira uma panela de pressão? Os dois estão focados? A meu ver nenhum dos dois deveria estar aonde estão. São fracos.

Vamos para a comissão técnica. O Fluminense precisa se profissionalizar. Como clube grande precisa ter uma comissão de ponta e permanente com os melhores profissionais do meio. Hoje não temos. Com exceção de um ou outro, seguimos com profissionais que não tem a oferecer o que o clube precisa.

E o treinador? Começo dizendo que não é o treinador dos sonhos e muito menos o indicado para o Fluminense. Temos um clube que vive numa panela de pressão, que tem uma torcida estressada e critica. E para controlar isso, precisamos de um treinador forte, que segure o rojão. Somos o tipo de clube que sempre precisa ter treinadores tops. Sempre que os tivemos, casos recentes do Abel e Muricy, saímos ganhadores. Treinador aposta sempre fracassa no Fluminense. Reforço também outro conceito que tenho: não traria o Eduardo mas já que o trouxeram sou contra demitir agora se não for para trazer um treinador top estilo Tite, Cuca, Muricy (são exemplos somente e não nomes exatos ou possíveis, até porque 2 estão empregados e o Cuca não quer trabalhar agora).

Dito isso, o Eduardo parece um treinador inteligente e com conceitos interessantes. O time tem um posicionamento claro em campo, não dá chutões, mantém a posse de bola, forma os famosos triângulos da moda e aposta no toque de bola para chegar ao ataque. Foi possível perceber isso nos jogos contra o Inter e o Atlético PR. Mas tem sido um time estático, que não pressiona na marcação, coisa que já vimos com o mesmo Eduardo no comando. Falta agressividade, gana de ganhar, profundidade. O time é sonolento e ataca com poucos jogadores. Por mais que se tenha boa vontade, fica difícil suportar tantas derrotas. Desde 2013 vivemos nosso pior período com derrotas em sequência.

E para se auto sabotar, ontem o Eduardo deu mais munição aos seus críticos com as incríveis substituições que realizou. Inventou o  Magno Alves no lugar do Edson com o time perdendo de 1 x 0 e aos 37 do primeiro tempo. E deixou em campo o Scarpa e o Danielzinho que não produziam no meio campo. Depois fez uma substituição de desespero e terminamos o jogo com duas improvisações na defesa, sem volantes e com 4 atacantes.

Já com relação aos jogadores, é quase unanimidade que temos esse ano um elenco melhor do que o horroroso elenco de 2015. Pelo menos no papel temos jogadores melhores. Mas o ano começou com muitas atuações ruins que nos deixam com a pulga atrás da orelha. A se destacar, negativamente, o Gum, que esse ano graças aos reforços deve ser nosso quarto ou quinto reserva. Segue muito mal e foi responsável direto por alguns dos gols sofridos nos últimos jogos. E o que mais me preocupa: Scarpa. Esse sim, pelo menos em teoria, será titular. Mas começou o ano disperso, sem interesse e na minha opinião é o principal responsável pela falta de agressividade que o time apresentou nos últimos jogos. Talvez até seja orientação do treinador, mas ele não pode ficar enfiado no ataque, aberto pelas pontas, sem se apresentar para o jogo e sem voltar para compor o meio campo.

E aqui chego ao que acho que é o maior erro do Eduardo esse ano. No esquema proposto, o tal 4-2-3-1, que nada mais é do que um 4-3-3 em que os pontas são pontas quando o time ataca e meias quando o time defende, os dois extremos precisam ter muita mobilidade e capacidade de ir e voltar. Se não fizerem isso os dois volantes e o meia centralizado não conseguem fazer a bola chegar no ataque. O mais preocupante é a falta de jogadores com esse perfil no elenco. E para piorar, Richarlisson e Felipe Amorim que parecem ter o perfil indicado, se machucaram. E o Nem não se sabe se virá, quando virá e como virá. Pelas características do nosso elenco, tudo indica que o esquema deve ser outro. Se fala num 4-4-2 tradicional com um losango no meio ou talvez um 3-5-2 que aproveite 3 dos 4 zagueiros mais habilidosos que temos esse ano, Marlon, Nogueira, Renato e Henrique.

O Eduardo se quer manter seu emprego precisará se reinventar rápido. Ou muda o esquema, adaptando a quem tem nas mãos, ou vai morrer abraçado com seus conceitos. E aí não importa se eu acho esses conceitos interessantes nem se o considero um treinador de futuro. Perderá seu emprego e com razão. Para vir quem? Espero que seja um medalhão. Senão em três meses estaremos discutindo mais nomes...


Danilo Fernandes
Sócio contribuinte e membro do Esperança Tricolor.

26 de janeiro de 2016

Fluminense x Federação

Estimados Tricolores,


Amanhã tem jogo do Flu? E vale? Ou é amistoso? Se jogar, vai ser punido?

Antes de responder a essas perguntas, temos que tentar entender as razões da criação da Liga. Ela se fundamenta na busca pela melhora do futebol. Querem os clubes, aproveitando o péssimo momento da CBF e da Fifa, se rebelar e criar um novo modelo. Em resumo, aproveitando o vácuo de poder, os clubes querem assumir o controle do futebol. Como artistas do espetáculo, se julgam com mais capacidade para gerir seu negócio do que as Federações.

O curioso nessa história é que desde o ano passado essa união dos clubes começou a ser discutida mais profundamente e inclui conflitos gigantes. E não falamos somente da briga de poder. Existem conflitos de interesse, casos por exemplo de Flamengo e Corinthians. Os dois querem discutir a organização do futebol mas não querem que se toque nas suas cotas de televisão. Acham que o futebol precisa ser moralizado mas não querem acabar com a espanholização criada pela TV Globo. Já o Vasco, quer acabar com a hegemonia de Flamengo e Corinthians nas cotas do brasileiro, mas não quer perder seu poder na FERJ.

E aqui está o cerne da questão: nosso futebol é gerido por dirigentes que pensam de maneira egoísta, individualista e se preocupam única e exclusivamente com o que é melhor para seus clubes e para seus projetos pessoais. Falta,como um todo se pensarmos em país, o que é outra discussão, falta um projeto nacional. Uma ideia comum que realmente melhore o nível dos nossos campeonatos, os tornem mais disputados, mais interessantes e no final gerem mais receitas para todos. Vivemos uma crise técnica, ética e moral. No país e no futebol.

Na questão da primeira liga, obviamente o que se disputa é a organização futura do campeonato brasileiro. Ninguém está preocupado com os estaduais. Esses são meros bagres na pesca do tubarão maior. A discussão de fundo é o brasileiro de 2017. Quem vai controlar, quem vai organizar, quem vai gerir o dinheiro. É justo a CBF faturar 10 a 20 vezes mais que os clubes, sem repassar ou dividir com eles essa receita? É justo a CBF ter o controle das decisões mais importantes que afetam os clubes?

Diante desse quadro, consideramos que o Fluminense se uniu ao pior dos amigos. O Flamengo não é confiável e num primeiro momento de racha já recuou, tanto no Estadual de 2015 quando agora com a questão da Liga. Mas infelizmente agora é tarde. O Flu entrou numa briga da qual não pode sair sem se machucar. Então tem que peitar. Talvez o final do caminho aponte para desfiliação da FERJ. Quais seriam as consequências? Não sabemos. Mas custamos a acreditar que os outros clubes se importariam. A solução para o futebol brasileiro e para o caso em questão seria a união de todos contra a CBF e as Federações. Acontecendo isso, poderíamos finalmente nos livrar de algumas algemas. Mas perguntamos: mudarão os dirigentes? Os Euricos, Kallils, Petraglias, Sanchez, desaparecerão e darão espaço a pessoas com novas mentalidades e que pensem mais no coletivo?
 
Vamos acompanhar. A principio tem jogo, amistoso e não gera punição. Pelo menos amanhã.


Esperança Tricolor

17 de janeiro de 2016

Hoje é vencer ou vencer

Estimados Tricolores,


A temporada começa hoje para o Fluminense.
 
Dia de matarmos saudades do nosso amado clube. E ao que tudo indica, esse ano pode ser de títulos, pois temos um time mais forte que o ano passado.
 
Lógico que não é uma máquina, mas têm qualidade. Bons jogadores foram contratados e temos jovens que subiram dos Juniores, que podem dar conta do recado.
 
Que o Eduardo Baptista tenha o time na mão e saiba conduzir o elenco às vitórias. Que a diretoria não deixe problemas extra campo atrapalharem.

Hoje é Vencer ou Vencer.


Esperança Tricolor

9 de janeiro de 2016

O trabalho de base funciona

Estimados Tricolores,


Somos uma torcida de extremos. Talvez torcer para um time acostumado em sua história a ganhar títulos aos 45 do segundo tempo tenha nos feito um pouco estressados e exigentes demais. Gostamos também de criticar e reclamar. Sempre queremos mais e mais.

E o assunto do dia foi a derrota na Copinha para um time que nem existe, levando gols de um jogador com um apelido piada pronta. Isso depois de perdermos na primeira fase para outro time que não pode sequer empatar com um grande como nós. Campanha fraca e passível de críticas. Um time grande que mantém as categorias de base a pleno vapor e atuando todo o ano, não pode perder assim.

Dito isso, é injusto criticar Xerém. O trabalho na base, no futsal e nas escolinhas dos Guerreirinhos é algo que todo torcedor deve se orgulhar. Somos referência no mercado e se há algo que foi muito bem mantido e gerido na gestão Peter foi Xerém.

Hoje somos um clube de ponta na formação e reconhecidos por esse trabalho de excelência. Perder é ruim? Claro que é. Dá raiva como foi? Muita. Há de se revisar porque perdemos e fomos desclassificados por equipes inexistentes? Sim, há. Mas sem destruir ou menosprezar Xerém.

Perder é do jogo. Criticar também. Ficar chateado idem. Mas uma coisa é criticar a campanha na Copinha, fraca e lamentável, a outra é criticar como Xerém fosse uma porcaria. Não é.

Que comece 2016!


Esperança Tricolor

31 de dezembro de 2015

Mensagem de ano novo

Estimados tricolores,


O novo ano sempre traz esperanças de renovação, progresso e sucesso. Nosso 2016 começou em dezembro com a montagem do novo elenco. À princípio pelo menos no papel parece que teremos um grupo mais equilibrado e talentoso.

As barangas foram embora. Quase todas. Os insatisfeitos e sem motivação idem. Aqui cabe uma menção honrosa: porque essa vontade tão grande do Jean de sair do Flu? Ganha um bom salário, vive numa cidade aonde com dinheiro se tem muita qualidade de vida, treinará a partir de 2016 em um CT zero bala e próximo de sua casa e já está ambientado ao clube. Então porque tanta desmotivação? Lamentável.

Ainda na linha das despedidas, tudo indica que a zaga titular de 2015 também deve deixar o clube. Sobre o Gum deixamos nosso muito obrigado. Infelizmente seu ano foi um dos piores e seguramente ele foi um dos responsáveis da pior campanha em um turno que já tivemos. Mas tem crédito por 2010 e 2012. Obrigado e seja feliz.

E esperamos que a especulada venda do Marlon não saia do papel. Uma venda para Europa agora não parece o melhor caminho. Com mais uns 2 anos temos tudo para lucrar muito mais com esse grande zagueiro. Enfim, nos resta torcer.

Sobre as chegadas jogadores como Johnatan, Henrique e Diego Souza vão qualificar muito o elenco. A aposta Richarlison também é promissora. Ainda existem as especulações de outros nomes mas por enquanto tudo caminha melhor. Tomara!

2016 promete. Novo CT, construído pela obstinação de um ilustre tricolor, Pedro Antônio, que inscreve seu nome na história de personagens que ajudaram a construir nosso patrimônio. Assim é esse clube centenário e de tantas tradições que pode se orgulhar de ser um dos raros casos de construção de patrimônio sem uso de dinheiro público mas sim com dinheiro de seus sócios.

Teremos ainda o novo fornecedor de material esportivo, Dry World, e o novo patrocinador master. Adicionemos a isso Xerém que anda a todo vapor no seu projeto de produção maciça de talentos e geração de riquezas.

E para finalizar tivemos o orçamento 2015. Pela visão propagandeada com superavit mas quem segue o clube de perto sabe que a história não é bem assim. A decisão de todos foi de aceitar a suplementação solicitada para não prejudicar o clube, já que se trata de dinheiro gasto que não volta ao bolso, mas 2016 exige da gestão Peter mais responsabilidade e transparência com os gastos. A torcida em geral pode se deixar levar pelo amor e fanatismo ao clube de coração e fechar os olhos, aceitando o que é vendido. Mas os conselheiros não tem esse direito.

O cenário político caminha para uma grande união de forças trazendo paz ao clube e ajudando a construir o Fluminense do futuro. A terceira via que se constrói não traz com ela pechas tais como "oposição" ou "situação". Somos todos tricolores nos unindo pelo bem maior, com nomes fortes, novos e que respeitem o passado do clube para construir o seu futuro.

O Esperança se une a essa iniciativa e deseja a todos os tricolores um 2016 de muita paz, alegrias, vitórias e títulos. Que a hegemonia do Rio chegue. Com 2 Libertadores,2 Brasileiros e 1 mundial basta. Sonhar não custa nada. Lutemos por isso!


Esperança Tricolor

16 de dezembro de 2015

Planejamento - Capítulo 3

Estimados Tricolores,


Nos últimos tempos a sociedade mundial tem se dedicado a um tema muito importante: a transparência financeira. Essa transparência gera uma exigência: responsabilidade fiscal. A responsabilidade fiscal é cobrada em todos os segmentos, quer sejam corporativos, esportivos ou sociais. E para garantir isso surgiu uma prática chamada Governança Corporativa. Mas o que a Governança estabelece? Um conjunto de regras que se seguidas garantem a transparência administrativa e a correção nos reportes. Simples e resumido.

De alguma maneira isso se confunde com a internacionalização das marcas e com a necessidade de se criar um sistema compreendido em todo lugar. Como saber se é seguro investir numa empresa? Vale a pena trabalhar aqui ou ali? Vale a pena comprar de alguém? E vender? Vai pagar a dívida? Vai entregar o produto? E obviamente derivado desse conjunto de regras, surge a necessidade de uma auditoria e controle das ações dos gestores. E essa auditoria e controle gera benefícios e malefícios. Elogios e punições. Mas quem está no sistema sabe bem como funciona.

No futebol vivemos uma fase embrionária do que já é visto nas empresas. As novas leis e exigências fazem com que os clubes precisem investir nisso. Termos como Profut e Fair Play Financeiro passaram  a fazer parte do vocabulário dos clubes e se engana o torcedor que acha que isso não importa, que isso é coisa de mauricinho de empresa, executivo que não entende de futebol. Se engana quem pensa que só o que importa é o resultado do campo. Errado. Exigir seriedade dos gestores no controle das despesas e receitas é o mínimo que se espera de qualquer pessoa de bom senso. Isso gera benefícios dentro do campo e a partir de 2016 será considerado inclusive como parte do regulamento das competições sujeitando seus infratores a punições que chegam até mesmo ao temido rebaixamento de divisão.

E como um gancho nesse assunto, um dos maiores elogios dos que apoiam a atual gestão é exatamente a parte administrativa. O foco em pagar as contas, acertar e negociar as dívidas, tirar certidões negativas. Entre erros e acertos sempre foi ressaltada a importância disso para o clube e como estavam sendo implementadas medidas de controle. Mesmo com tantas críticas, é justo que demos esse reconhecimento.

No entanto, mesmo com esse foco, já no início do ano se apresentou um orçamento para o ano de 2015 com uma previsão de fechamento negativo, cerca de 45 milhões de reais. Essa previsão não considerava a venda de jogadores e isso inclusive foi dito na reunião do Conselho Deliberativo como um fator que geraria a necessidade de venda de jovens talentos. Dessa maneira se esperava equilibrar o caixa e fechar o ano no azul.

Discordamos muito da aprovação desse orçamento mesmo considerando a saída da UNIMED e toda dificuldade enfrentada por pendências passadas, discussões na justiça, receita federal, etc. Mesmo reconhecendo que o clube agiu em teoria de maneira transparente, achamos que o Conselho cometeu um erro grande ao aprovar esse orçamento por dar um cheque em branco para gastos que sem controle, poderiam gerar sérios problemas futuros.

E agora nossa preocupação se confirmou. Todos acabamos de saber que será pedido um aumento desse negativo. Não sabemos nem como chamar isso, já que suplementação orçamentária normalmente se pede quando se consegue uma receita extra e se quer investir essa receita. No caso do Fluminense a questão é diferente. Se pede um “suplemento” de algo que já se gastou. E ao invés de fechar no azul ou pelo menos com o negativo aprovado anteriormente (que já era demasiado), o clube fechará num valor absurdo de mais de 80 milhões negativos. E tudo isso já gasto. Como assim?

Analisando os gastos fica claro que duas rubricas impactaram o negativo: gastos com o futebol e com estádio. A questão do estádio já foi discutida em vários fóruns. Discordamos do acordo assinado e da falta de transparência desse contrato mas isso já foi tema de questionamento em outros textos e pelos conselheiros independentes.

Já com relação ao futebol fica claro que houve falhas sérias em seu planejamento, com contratações e demissões de treinadores, contratações e dispensas de jogadores, contratação de jogadores de alto salário e pouco benefício esportivo e tudo isso gerou um impacto absurdo nas contas. Houve outros gastos importantes mas o futebol é nosso carro chefe e consequentemente o que mais impactou os resultados. O que fica claro é que faltou no mínimo planejamento de gastos em função das receitas. E isso sem esquecer que vendemos 3 promessas e por bons valores. O que se fez com esses valores? Aonde foram gastos?

O mais impressionante é que se percebe que houve aumento nas receitas, apesar de não ter sido por novas fontes geradas como fruto de um trabalho de crescimento do clube e sim basicamente por vendas de jogadores. Mas se gastou muito mal o que se faturou. E o mais grave nem foi gastar. Foi gastar e avisar depois. Isso conflita com toda teoria de responsabilidade fiscal e com qualquer boa prática de Governança Corporativa. E infelizmente os conselheiros e sócios do clube vivem um estado de letargia tão grande e profundo que somente poucos estão questionando ou se indignando com isso. Aonde está aquele Fluminense que ganhou a Taça Olímpica por ser um exemplo de gestão?

Se ainda tivéssemos todos esses gastos mas pelo menos no campo tivéssemos ganho títulos, garantido a classificação para Libertadores ou tivéssemos tido benefícios esportivos claros, mesmo sendo absurdo, ainda poderíamos tentar entender. Mas com os resultados alcançados todos os tricolores deveriam se indignar e cobrar detalhes dessa perda financeira. Isso certamente trará impactos para os próximos anos e quem pagará a conta seremos nós torcedores, pois a capacidade de investimento do clube ficará cada vez menor e voltamos a época de vender o almoço para comer no jantar.

Numa empresa séria isso geraria punições. E no Fluminense? Alguém será punido? Até o momento o que vemos é mais um ciclo de planejamento de futebol começar errado com contratação de mais uma aposta desconhecida e dispensas de talentos da base. Se o clube está no negativo e com tantos problemas de gastos, para que investir em apostas que não funcionaram em outros times? Para que gastar 500 mil reais por ano com uma aposta? Porque não aproveitar o excelente trabalho de Xerém e dar oportunidade aos jogadores de lá? Só para o meio de campo temos Rafinha, Douglas, Marlon Freitas, Higor, Robert e Eduardo. São piores do que o Felipe Amorim? Pode um clube com dificuldades abrir mão de um atacante de velocidade, coisa rara no atual futebol e já com mais maturidade e experiência como o Biro-Biro?

Enfim, são atitudes como essa que ficam sem resposta e somente demonstram a incapacidade do nosso planejamento de futebol. Para quem defende 2015, o orçamento mostra que dinheiro não faltou. O investimento foi feito e tivemos uma folha de primeira divisão. Mas sem resultados. Dava para fazer mais com esse dinheiro. Porque não foi feito? Talvez seja hora de mudanças. Contratar pessoas que entendam e que possam realmente montar um time do tamanho do Fluminense mas dentro das suas condições financeiras. Essas pessoas existem. Dentro e fora do clube. Basta querer.


Esperança Tricolor

11 de dezembro de 2015

Temos que ser "positivos"...

Esperançosos Tricolores,


Findado o ano de 2015, a primeira sensação é de alívio. Graças a algumas vitórias santas no primeiro turno, notadamente contra Goiás, Atlético-PR e Cruzeiro, os pontos acumulados na primeira metade no campeonato mantiveram-nos na divisão principal do futebol brasileiro em 2016. Cumpre lembrar que no total do Brasileirão somamos 47 pontos, apenas um a mais do que em 2013, quando escapamos de um gigante vexame em virtude das até hoje enigmáticas escalações dos atletas André Santos e Héverton.

Mas indiscutivelmente o ano foi um desastre sob uma série de aspectos, ainda que nosso Presidente honorário e VP de futebol com honorários classifique o período como algo positivo. Num campeonato estadual tecnicamente fraco (o Vasco foi campeão) e ainda que prejudicado pela Federação, tivemos pífia participação com a já tradicional dificuldade contra clubes de menor investimento bem como derrotas para todos os rivais, outra marca da gestão atual. Voltando ao Campeonato Brasileiro tivemos um bom início após o fim do estágio do simpático Ricardo Drubscky, mas infelizmente Enderson Moreira perdeu a mão ao ter que lidar com atrasos de salários, crises políticas e Ronaldinho Gaúcho, culminando também com excessos do treinador em Joinville e posteriormente em episódio mal explicado ocorrido após o jogo contra o Corinthians em São Paulo.

A grande exceção foi a Copa do Brasil, em que apesar de só termos vencido três partidas éramos para estar na final, operados por erros crassos nos dois confrontos contra o Palmeiras. O que cabe mencionar é que dentre os quatro semifinalistas o Fluminense era o único membro da Liga Primeira (que periga nem mais acontecer), em mais uma manobra pouco inteligente da Gestão Siemsen, não no que diz respeito a participar, mas sim anunciar um movimento polêmico com uma fase final por disputar de um torneio organizado exatamente pela CBF.

Cristóvão Borges, Drubscky, Enderson e por último, Eduardo Baptista. Quatro treinadores no mesmo ano, sendo que o primeiro foi mantido com grande objeção dos torcedores e o segundo foi uma escolha em que não se consegue encontrar nenhuma lógica. Como dito acima, o time até deu liga com Enderson mas sua situação ficou insustentável depois que implodiu o vestiário. Por fim, mais uma aposta para finalizar o ano, dessa vez num treinador que parece ser adepto de novas experimentações e invencionices.

Com relação às contratações, definitivamente foi um ano para esquecer. Excetuando-se Vinícius (bom jogador, mas aparentemente bastante problemático), Giovanni (contundido após alguns jogos) e Pierre (sem grande brilho, mas eficiente), realmente fica complicado entender o critério para contratações utilizado pelos mandatários atuais. Apostar em Magno Alves com quase 40 anos, num inacreditável revival de péssimo gosto, serviu apenas para lembrarmos da Série C a cada toque na bola do jogador. Wellington Paulista protagonizou a cena que reflete bem o ano de 2015, naquele abraço hediondo no nosso VP de futebol, enquanto pérolas como João Filipe, Victor Oliveira, Lucas Gomes, Renato (veio antes, mas só estreou durante o ano), Antônio Carlos, Marlone, Breno Lopes (o que é Breno Lopes?) também envergaram o manto tricolor. É verdade que apostas válidas como Oswaldo e principalmente Ronaldinho Gaúcho decepcionaram ao extremo, mas nada que atenue a culpa da nossa gestão do futebol e do tão decantado mecanismo de scouts.

Fora das quatro linhas a coisa funcionou melhor, com o bom trabalho de Xerém coroado com um título nacional e duas negociações cujos valores anunciados podem ser considerados bons (no caso do Gérson, muito bom), ainda que sempre existam as costumeiras confusões monetárias da gestão atual, como no caso da tão alardeada prioridade garantida que na verdade era um adiantamento para o caso do Barcelona realmente exercer a compra. O CT parece caminhar bem, claramente mais por uma iniciativa personalizada do que propriamente um ato de gestão, mas os termos do retorno dos valores investidos nos causam preocupação, já que tudo é um tanto obscuro. E o próprio Sócio-Torcedor deu uma pequena alavancada, turbinado talvez pela empolgação quando da vinda de Ronaldinho, ainda que o programa se mostre bastante efêmero.

E por último, mesmo com o campeonato terminado os movimentos confusos continuam. Ao invés de retornar para o Fluminense, Biro-Biro seguirá para a China após bom Brasileiro pela Ponte Preta, por valores ainda desconhecidos. O Esperança Tricolor não é oportunista e sabe que evidentemente o atleta não seria a solução dos nossos problemas, mas entende que poderia ser viável dar uma chance ao jogador, gerando mais uma opção de velocidade para subsidiar Fred. Aliás, a negociação do atleta nos renderá um aparente promissor atleta sub-15, o qual torcemos para dar certo.

Por fim, como foi publicado em vários sites que publicam notícias sobre o Fluminense e em redes sociais, cabe ressaltar que o jogador é assessorado pela empresa Bloom Sports (de propriedade do Presidente do Nova Iguaçu), cuja assessoria jurídica é prestada pelo escritório Bittencourt & Barbosa, banca que tem como um dos sócios o nosso VP Mário Bittencourt. Como sabidamente o referido escritório presta serviços também para o Fluminense, o contrato do atleta pode ter sido analisado pelo mesmo CNPJ, tanto na visão "empregador" quanto na visão "prestador de serviços". E ainda sobre o empregador, o mesmo Bittencourt responde pelo futebol, numa situação claramente evitável e desnecessária.

Mas acreditamos na força do clube e no potencial inesgotável da instituição e dos seus torcedores. Cremos sim num 2016 extremamente positivo, torcendo por conquistas e por bons ambientes dentro e fora das quatro linhas. Muito mais do que integrantes de um grupo político, nós somos fanáticos pelo Fluminense Football Club e isso está de modo irretratável e irrevogável acima de qualquer outra questão.

Saudações Tricolores!!!


Esperança Tricolor

9 de dezembro de 2015

Parceria?

Parceria.

Essa era a suposta união da dupla Fla x Flu após romperem com a Federação e sua trupe.

Parceria.

Essa era a suposta união, para formarem uma liga independente e organizada, que seria a salvação do futebol brasileiro.

A união realmente ficou nas palavras.  O que os dissidentes da Gávea querem é espanholizar o futebol brasileiro, receberem um fortuna enquanto os outros clubes (menos o Corinthians) que se virem para sobreviver.

A união para quando só interessa a grana. Aí, meus caros, a parceria foi por água abaixo.

O Presidente Eduardo Bandeira, deve achar que é o mais esperto, mas, na verdade, não passa de mais do mesmo. Não quer a melhoria do futebol brasileiro e sim que o clube dele tenha os recursos e domine junto com o Corinthians o país.

Entretanto, o pior é que dentro das Laranjeiras algumas pessoas acham que têm que ser assim.

Realmente não entendo parte da nossa torcida. Se incomoda com fatos pequenos e com as coisas sérias não consegue nem se indignar. Espero e torço para o presidente Peter não recuar. Que leve até o fim a divisão de cotas mais justa que seria o modelo inglês.

Que os demais clubes rejeitem essa proposta cretina e sem sentido.


André Horta
Sócio Proprietário e Membro do Esperança Tricolor

27 de novembro de 2015

Planejamento - Capítulo 2

Estimados Tricolores,


Dando sequência a divulgação do nosso planejamento para o período 2017-2019, hoje discutiremos o que pensamos com relação a ética que consideramos importante seguir no clube. Falaríamos também da organização que pretendemos propor mas para não ficar um texto extenso demais, faremos isso amanhã.

Porque resolvemos definir um código de ética? Porque esse é um tema que muito nos preocupa. Lendo o que definimos você perceberá que nada do que dizemos é novo ou surpresa. São regras sociais e de negócios que podem ser aplicadas em qualquer segmento e que nem deveriam ser escritas para ser aplicadas. Mas consideramos importante que as pessoas que venham trabalhar conosco no clube em uma eventual gestão em que estejamos envolvidos, entendam o que buscamos. Ninguém poderá dizer que foi enganado ou surpreendido em casos aonde apliquemos essas regras.

Hoje em dia o esporte de maneira geral está saindo do campo do amadorismo e entrando no campo da profissionalização. Se tornou um negócio de entretenimento e movimenta milhões. Obviamente aonde existe dinheiro existem tentações que devem ser diminuídas e implantar uma política de tolerância zero com relação aos desvios éticos é fundamental para quem preza pela correção. O Fluminense sempre foi reconhecido por sua excelência administrativa e respeito as normas e regras. E pretendemos reforçar isso ainda mais.

Um ponto importante é que a maneira em que pensamos a gestão do clube inclui uma regra básica: nós e nossos aliados somos responsáveis por tudo que aconteça durante a gestão. Não podemos tomar distância da gestão como se nosso grupo e aliados fossem entidades separadas da gestão. Nós faremos parte do conjunto e temos que ter a noção dessa responsabilidade.

Código de Ética proposto:

  1. Infrações ao código de ética do grupo serão analisadas pelo Conselho Diretor do mesmo e as punições poderão variar desde suspensão temporária das atividades até expulsão;
  2. Não se permitirá receber ou oferecer ou trocar favores com terceiros em detrimento ao Fluminense e as regras sociais e legais;
  3. Não se permitirá salvo as pessoas autorizadas, negociar, expressar opiniões, informar ou comunicar em nome ou representação do grupo;
  4. Nenhum membro do grupo de apoio poderá ganhar comissões ou presentes decorrentes de negociações para o clube;
  5. Nenhum membro do grupo está autorizado a ter dupla função que misture suas obrigações e responsabilidades com o clube e sua vida pessoal ou profissional;
  6. Todo profissional deverá passar pelo processo de contratação do RH e terá que seguir os processos estabelecidos pelo Estatuto do clube com relação a nomeações e responsabilidades, além da remuneração e prêmios associados a função exercida;
  7. Nenhum profissional do clube deverá receber comissões, participações ou qualquer benefício financeiro ou pessoal para contratação de fornecedores ou atletas ou de funcionários do clube;
  8. Não estão autorizadas as pessoas dedicadas exclusivamente ao clube a ocupação simultânea de outras atividades ligadas ao ambiente do clube, tais como representar outros clubes em quaisquer ramos, representar atletas, empresas ou entidades relacionadas ou que rivalizem com o clube;
  9. Somente as pessoas autorizadas ou com mandato dado pelo Estatuto do clube poderão expressar opiniões em redes sociais, mídias e imprensa em nome do grupo ou do clube;
  10. Os atletas e profissionais do clube terão seus salários e prêmios estabelecidos em comum acordo com seus representantes, o Diretor da área e Recursos Humanos de acordo com as políticas estabelecidas previamente e aprovadas pelo Conselho do Clube.

Percebam que tudo que está nesse código são normas correntes na sociedade principalmente considerando o momento que o país atravessa. Ser ético é uma obrigação e precisa estar no nosso DNA. E o Fluminense sempre foi assim e lutaremos para que em nossa gestão isso seja a realidade.

Para evitar mal entendidos, não estamos com isso dizendo que hoje em dia não seja assim, não estamos acusando ou nos referindo a nada ou a alguém em específico nem mesmo fazendo julgamentos ou ingerências. Apenas formalizamos as regras que seguiremos em uma eventual gestão.

Saudações tricolores!


Esperança Tricolor

26 de novembro de 2015

Planejamento - Capítulo 1

Estimados Tricolores,

Como prometido vamos começar a partir de hoje a apresentação do nosso planejamento lançado em 08/12/2014. Nosso objetivo ao lançar esse planejamento sempre foi motivar a discussão entre os tricolores e definir como preparar o Fluminense para os próximos anos, como construir o Fluminense para os desafios do século XXI.

Começamos pela importância de admitir que não temos resposta para tudo e nem somos os especialistas em todos os temas. Debater ajuda a crescer. Queremos melhorar e aprender sempre. A diferença entre planejar e ter sucesso é agir. Ter disciplina para implementar o que se planeja. O que normalmente falta nos clubes não são ideias mas sim tornar realidade o que se pensa. E isso requer algo simples: ação. E é esse o diferencial que propomos. Ser um grupo que age, que atua, que implementa o que promete. Esse é o nosso compromisso.

Na parte inicial falaremos da nossa Missão, Valores, Princípios e Compromissos.

Missão: Reconduzir o Fluminense ao seu lugar de destaque no cenário mundial, organizando o clube dentro de metas e orientações profissionais e éticas.

O que queremos dizer com isso? O Fluminense é uma potência mundial. Sempre foi. Mas hoje se comporta como um gigante adormecido. Deixou de ser o precursor e protagonista das ações e passou a ser o seguidor. O que copia os demais e obedece aos comandos. Reage sem ter sido o provocador da ação. Precisamos reconstruir esse nosso papel de protagonista maior do esporte brasileiro, sem esquecer nossa importância na sociedade.

Metas são importantes porque indicam se o seu plano está sendo bem executado e definem um norte, um ponto aonde chegar.

E profissionalismo e ética é algo cada vez mais exigido pela sociedade. Não existe mais espaço para os malandros, os que querem fazer da vida um balcão de negócios. É preciso respeitar as normas e leis, obedecer as regras de comportamento e ter uma postura decente diante de negócios e situações do cotidiano. Com isso não fazemos juízo de valor sobre ninguém e muito menos acusamos ou queremos levantar suspeitas. Apenas estamos afirmando como nosso grupo se comportará e o que exigiremos de nossos parceiros e apoiadores. Há uma linha tênue entre a ética e a permissividade. Nem sempre o que se interpreta como sendo  permitido, é ético. Há de se ter muito cuidado com isso.

Nossos valores são:

  • Respeito;
  • Profissionalismo;
  • Ética.

Sobre ética e profissionalismo já comentamos anteriormente. Falemos de respeito. O respeito é algo essencial nas relações. Não nos referimos ao malfadado “o respeito voltou” de vocês sabem quem. Mas sim de respeito de verdade. Respeitar os profissionais do clube, associados, torcedores, imprensa, grupos políticos de situação e oposição, federações, co-irmãos. Enfim, há de se respeitar todos os atores do nosso meio. E respeitar não significa abaixar a cabeça, mas sim agir com dignidade, sempre olho no olho, atuando com caráter e mantendo nossos compromissos e promessas. Acreditamos que a palavra vale mais que o papel escrito e assinado.

Nossos princípios:

  • Liderar a reconstrução do futebol brasileiro, trazendo de volta os craques e futebol arte que sempre nos caracterizou, com organização administrativa e seriedade;
  • Implementar o conceito walk the talk. Cumprir promessas e compromissos;
  • Respeitar a máxima: tudo pelo Fluminense, nada do Fluminense;
  • Relacionamento ético e profissional com todos os elementos ligados ao clube, incluindo sócios, funcionários, atletas, imprensa, fornecedores, parceiros, federações e demais clubes;
  • Atrair pessoas com altos valores éticos e morais competentes e dispostas a trabalhar pelo clube e seu sucesso;
  • Respeitar e resgatar as tradições e a história do clube;
  • Contratar profissionais por sua capacidade e valor agregado ao clube e não por laços pessoais ou interesses contrários aos princípios éticos.

E nossos compromissos:

  1. Auditoria completa para entender a real situação financeira, de infraestrutura, de processos e de recursos humanos do clube. Esclarecemos que não se trata de caça as bruxas mas sim entender o estado do clube e poder planejar as futuras ações;
  2. Resgate da boa administração símbolo da história tricolor, respeitando compromissos e atuando com claridade com todos os envolvidos;
  3. Auditoria externa anual para comprovar as boas práticas de gestão. Incluímos a auditoria externa sobre a nossa gestão, com a participação da Oposição a nosso grupo;
  4. Contratação de executivos reconhecidos no mercado para as Diretorias Financeira e de Marketing com salários compatíveis com a função exercida. Tal processo será conduzido de maneira transparente pelo RH do clube;
  5. Contratação de nomes reconhecidos e respeitados no mundo esportivo para as Diretorias de Futebol e Esportes Olímpicos;
  6. Resgate das tradições do Fluminense em Esportes Olímpicos começando pelos mais tradicionais como vôlei, basquete, natação, polo aquático, judô e handball. Incluindo projetos sociais com populações carentes e orfanatos;
  7. Recuperação da imagem do clube afetada pela campanha de vilanização associada aos rebaixamentos e viradas de mesa injustamente imputados ao clube;
  8. Investimento na recuperação de Laranjeiras, oferecendo aos sócios conforto e instalações dignas de um clube da importância do Fluminense;
  9. Orçamento individualizado por áreas com metas e obrigações claras para seus gestores;
  10. Profissionalização das divisões de base, respeitando atletas e familiares, através da contratação e/ou manutenção no clube de pessoas sérias e competentes que trabalhem dentro dos preceitos da ética e moral;
  11. Investimento em educação formal incluído no programa das divisões de base. Convênios com escolas e universidades para que o clube contribua na formação de cidadãos para a sociedade;
  12. Reforço dos planos de associação criando mecanismos de ampliação do mesmo e de aumento das receitas do clube através de programas de fidelização do torcedor;
  13. Construção de um Centro de Treinamentos para o Futebol Profissional, caso o atual ainda não esteja pronto;
  14. Criação de uma Comissão Técnica Permanente no Futebol Profissional;
  15. Implementação de uma nova metodologia de trabalho no futebol com um conceito uniforme desde a base;
  16. Implantação de um novo sistema de identificação de talentos para os esportes do clube, não só no futebol mas todos;
  17. Investimento na internacionalização do clube com objetivos claros e transparentes que visem valorizar a marca e trazer receitas novas;
  18. Criação de um plano de carreira para os funcionários do clube, além de revisão de salários e cargos;
  19. Liderar o futebol brasileiro na discussão da Lei Pelé, acordo com a TV, distribuição de receitas e programas de negociação de débitos;
  20. Valorização dos patrocinadores e revitalização da relação;
  21. Planejamento detalhado financeiro de como sobreviver as novas leis de mercado como por exemplo a proibição da FIFA a terceiros como donos de atletas;
  22. Revisão de contratos incluindo fornecedores de material esportivo, destinando verbas  a esportes olímpicos.
 Essa é a parte de hoje. Amanhã falaremos sobre nosso código de ética e a organização pensada.


Esperança Tricolor

25 de novembro de 2015

Muito prazer, somos o Esperança Tricolor!

Estimados Tricolores,


Desde que nosso grupo surgiu nos propomos a ser uma Oposição propositiva. Quem segue nossas redes sociais é testemunha de que fazemos as críticas mas sempre apresentamos soluções. Nossos textos estão todos aqui e no nosso blog como testemunhas.

Inclusive conforme pode ser constatado em textos antigos nossos, oferecemos ajuda a atual gestão cedendo parte de nossas ideias aos mesmos, por entender que o bem do Fluminense está acima de todos. Infelizmente fomos ignorados. Curiosamente algumas de nossas propostas até foram encampadas sem dar o devido crédito, o que faz parte do processo e nos orgulha (também temos posts no Facebook mostrando quais).

Quando lançamos nosso pré-candidato o ano passado, o fizemos numa reunião aberta, amplamente divulgada e na qual várias pessoas participaram. Nessa reunião, antes de falar em candidatura, apresentamos e esmiuçamos nosso planejamento. Para quem não nos conhece, esse plano foi lançado publicamente em 08/12/2014, exatamente para abrir as discussões e debates sobre o futuro do clube. Há quase um ano! Ou seja, não somos aventureiros que se lançaram sem saber o que fazer.

A partir de amanhã vamos publicar textos explicando cada um dos capítulos do nosso planejamento. Cobrimos todas as áreas de interesse para um clube gigante como o Fluminense:

- Missão e Valores;
- Código de Ética;
- Governança;
- Vice-presidência de Futebol;
- Vice-presidência de Marketing;
- Vice-presidência de Esportes Olímpicos;
- Vice-presidência Social;
- Vice-presidência Geral;
- Vice-presidência Administrativa e Financeira;
- Recursos Humanos;
- Relacionamento com Torcidas;
- Normas de campanha.

Começaremos apresentando nosso pré candidato e esclarecendo algumas inverdades que de tão repetidas podem virar realidade. Se lembrem que o nosso clube é vítima de muitas mentiras que de tão repetidas viram fatos. O mesmo acontece no caso do Horta e desmistificaremos isso.

Explicaremos também quem somos e o que pretendemos. Saibam que no nosso grupo há espaço para todos os tricolores de bem que valorizem o Fluminense e que tenham o clube acima de suas vaidades e interesses pessoais. Aproveitamos para convidar os tricolores a juntarem-se ao nosso grupo. Um grupo democrático e aberto.

Seguimos juntos. Lutaremos até o fim por um Flu melhor, vitorioso e organizado.


Esperança Tricolor.

13 de novembro de 2015

Alerta aos "Escouteiros"

Estimados Tricolores,


Em qualquer área, o sucesso de uma equipe é fruto de um ciclo. Uma equipe vive de fases: formação, amadurecimento, auge, decadência e renovação. E o Fluminense vem pecando justamente na renovação de elenco. Depois de viver grandes conquistas entre 2010 e 2012, o clube parou no tempo. Nos últimos três anos, o Flu não brigou por título algum e, para piorar, passou vexame seguidas vezes dentro e fora de campo, como nas derrotas vexatórias para América-RN, Chapecoense e Horizonte, no teatro promovido por Mario Bittencourt em 2013 e nas contratações de Drubscky e Ronaldinho Gaúcho.

Com 150 milhões de faturamento, a maioria dele proveniente do futebol, era de se esperar que o clube desse a devida importância ao seu principal propósito. Entretanto, o trio Mario Bittencourt/Peter Siemsen/Fernando Simone não entendem assim. O tão alardeado “scout” é formado por voluntários. Pessoas do bem, que se submetem a trabalhar gratuitamente pelo Fluminense, mas que não recebem os recursos necessários nem são preparados para a fundamental função que desempenham. Isto exposto, entende-se as fracassadas contratações para esta temporada e as anteriores. O Corinthians, provável campeão brasileiro, possui 18 funcionários dedicados unicamente ao setor, três deles exclusivamente para as categorias de base.

Entre 2013 e 2014, o Fluminense contratou Edson, Walter, Marcelinho das Arábias, Guilherme Mattis, Felipe Garcia, Chiquinho, Fabrício, Monzón, Rhayner, Henrique, Wellington Silva e Felipe. Destes, apenas Edson e Wellington Silva (este com alguma boa vontade) trouxeram retorno.

Em 2015, com a dupla imbatível Mario Bittencourt e Fernando Simone e a super equipe de scouters voluntários, as contratações se tornam ainda mais absurdas. Antonio Carlos, João Filipe, Magno Alves, Artur (Nova Iguaçu), Breno Lopes, Renato, Victor Oliveira, Guilherme Santos, Lucas Gomes, Marlone, Julio Cesar, Jonathan, Osvaldo, Ronaldinho Gaúcho e Wellington Paulista, além das trapalhadas com a renovação de Cristóvão Borges e as contratações de Ricardo Drubscky, Enderson Moreira e Eduardo Baptista para o cargo de treinador.

Estranhamente, quem recebe para defender o clube em ações contratuais é o departamento jurídico, do advogado Mario Bittencourt, o mesmo que realiza as contratações. Mas este conflito ético é seguidamente ignorado pela Flusócio, dona do Conselho do Fluminense e grupo político de Peter, Mario e Simone.

Com os rumores das contratações de Matheus Ferraz, o zagueiro de 30 anos que não sabe desarmar e que felizmente renovou com o Sport e Felipe Amorim, o meia que não serve para o Goiás mas serve para o Fluminense, decidimos tentar ajudar indicando nomes viáveis que podem realmente ser úteis, tendo em vista que nosso grupo sempre se pautou em não somente apontar o dedo para os problemas e sim apontar as soluções que julgamos correta para os mesmos.

Deixo claro que os jogadores citados são unicamente da série A do campeonato brasileiro e um departamento de futebol como o do Fluminense deve estar atento à todas as séries e também no mercado exterior.

Dentre o que foi apresentado ao longo do campeonato e excluindo-se os jogadores "impossíveis" , essas são as opções selecionadas por mim:

Goleiros:
Sem necessidade.

Lat Esquerdo:
Rene - Sport;
Gilson - Ponte preta;
Dener assunção - Chapecoense.

Lat Direito:
Rodinei - Ponte Preta;
Eduardo - Atlético Paranaense.

Volante:
Otávio - Atlético Paranaense;
Paulo Roberto - Figueirense.

Meia:
Nikao - Atlético Paranaense;
Camilo - Chapecoense;
Cardenas - Atlético MG.

Atacante:
Erik - Goiás;
Bruno Henrique - Goiás;
Clayton - Figueirense;
Rafael Marques - Palmeiras.

Sei que lista de jogadores é bem subjetiva e cada um tem seu gosto pessoal, mas acredito que dentre as opções e seguindo o critério adotado essas seriam boas escolhas para o elenco do Fluminense que necessita de uma reformulação BEM FEITA! Diferente do que ocorreu esse ano.

Saudações tricolores!


Marcelo Souto

Sócio contribuinte e membro do Esperança Tricolor.

9 de novembro de 2015

Cautela nunca é demais. Coerência mais ainda!

Estimados Tricolores,


É hora de reformulação no futebol mas é preciso começar de cima com as saídas do Mario Bittencourt e Fernando Simone.

Perdulários e incompetentes, gastaram o pouco dinheiro disponível com contratações equivocadas e os resultados nas seis competições disputadas (Copa do Brasil e Brasileiro 2014, Florida Cup, Estadual, Copa do Brasil e Brasileiro 2015) demonstram o fracasso dessa gestão. A dupla tem uma performance muito baixa que se fosse imputada a treinadores, certamente geraria demissões.

Após a dispensa dos dois é necessário reformular o elenco para corrigir os erros deles. Uma especulação que nos preocupa é sobre a saída do Cícero. Justamente quando temos um treinador que encontra a posição para o jogador em campo fazendo com que ele cresça de rendimento e seja um dos destaques do atual irregular time, se fala em sua negociação. Se isso acontecer, será mais um dos absurdos dessa gestão.

Mesmo cientes de que esta época do ano é tomada por especulações, o Esperança Tricolor acha que perder o Cícero seria um revés muito grande e sugere que se encontre uma solução financeira (como, por exemplo, foi feito com a relação de patrocínio Frescatto/Fred) para que o clube não perca um jogador de grande capacidade técnica.


Esperança Tricolor

8 de novembro de 2015

Faxina geral. Parem de brincar com o Fluminense!

Estimados tricolores,


Antes de ler esse texto, recomendamos que ao final dele, vocês acessem o link abaixo. É o texto da Flusócio, grupo da situação e que apoia o Presidente Peter, o Vice-presidente Mário e o Diretor Fernando Simone. Para quem não sabe, a Flusócio não é Oposição. Ela é parte de tudo que vemos no clube.

http://www.flusocio.com.br/mais-uma-noite-de-vergonha/

Mais uma derrota de um clube que parece ter uma diretoria e uma parcela de sua torcida acostumados a isso: perder. Na gestão Mário Bittencourt isso foi o que mais vimos, derrotas e vergonhas. Fomos eliminados do fraco Estadual que mesmo com toda manipulação tínhamos obrigação de ganhar, fizemos campanha irregular no Brasileiro de 2014, fomos eliminados de maneira vergonhosa da Copa do Brasil de 2014 em pleno Maracanã por um time de segunda divisão, tivemos péssima campanha no Brasileiro desse ano. A tábua de salvação que usam foi ter saído da Copa do Brasil 2015 nas semifinais e prejudicados. Se esquecem que já entramos nas fases finais e se contentam com o quase.

Mas esse é o perfil atual. Se contentar com pouco. Celebrar não cair. Celebrar não ter sido tão humilhado sem a Unimed. Essa é a justificativa. Segundo entrevista do Mário esse ano foi positivo. Ou seja, chamou a torcida de burra e apequenou um gigante do futebol brasileiro. Positivo pra quem? Só se foi para ele que graças ao Fluminense é o que é.

Para explicar ao Mário e aos que compram qualquer lenda inventada por essa gestão e pela Flusócio, que talvez devesse se chamar Flasócio porque tricolores não parecem ser, o Fluminense nasceu em 21/07/1902. Até a chegada da Unimed foram 96 anos de glórias e de construção de um dos maiores clubes do mundo. Uma história repleta de ídolos, craques, títulos e grandes dirigentes. Pessoas honradas que trabalhavam por amor ao clube. Alguns desses dirigentes e atletas não tinham o Fluminense como sua principal fonte de receitas.

Não se engane o Mario, crescido na década de 90, pensando que aquele Flu de 96-99 era o Flu histórico. Não era. Foi uma época difícil. Sim, foi. Mas só um clube como o nosso conseguiria ressurgir depois de jogarem ele no poço mais escuro. A Unimed ajudou? Claro que sim. Hoje em dia é necessário um patrocinador? Claro que sim. Mas esse ano e na gestão Mário o que vimos foi uso incompetente do dinheiro e não a falta dele.

Entendam os que acham que torcer pro Flu é bater palmas para tudo. Somos um clube de 150 milhões de receita. Com o orçamento atual do futebol podemos montar com a mescla Xerém, jogadores experientes e apostas de verdade, um elenco capaz de brigar por título sempre. O Flu se acostumou a "timinhos" que de timinhos não tinham nada. O Flu era tipo o Corinthians atual que consegue ser campeão com Vagner Love no ataque. Um time aguerrido, batalhador que misturava esses três ingredientes acima para vencer.

O Fluminense do Mário não é nada disso. Jogou dinheiro fora com péssimas apostas. Investiu num fanfarrão para ser seu trampolim aos holofotes, Ronaldinho. Não conseguiu, até porque não sabe como e seu ego e necessidade de ser a estrela não permitem, montar uma comissão técnica permanente ,profissional e gabaritada grande diferencial dos clubes vencedores nesses tempos de jogadores medíocres.

Ao invés disso, trouxe além de um péssimo elenco, uma CT permanente limitada e nosso clube se tornou um saco de pancadas. Conseguiu o impensável ao trazer treinadores fracos e insossos, 4 em sequência. Enfim, se mostrou incompetente para gerir o futebol de um gigante.

O símbolo dessa gestão é o zagueiro Gum. Ninguém representa melhor nosso momento. Agradecemos a tudo o que ele fez no passado. Foi fundamental, apesar de no título de 2010 ter contado com um sistema tático que o protegia. Mas sim. Se deve reconhecer seu passado. Só que seu presente é horrível. Falha repetidamente em lances básicos e ao falhar aponta para os outros como se a culpa não fosse dele. Estamos falando do Gum e não da gestão Mário que adora ao errar colocar a culpa nos outros, na Unimed, oposição, etc. Nunca eles erram. Nunca fizeram nada de mal.

Um treinador com o aproveitamento da dupla Bittencourt/Simone já teria sido demitido. Mas infelizmente o Fluminense é vítima de um projeto de poder. A eleição do Mário a presidente está acima de tudo. Ele não pode sair do holofote. Projeto de poder, essa é a causa. Um projeto criado para inventar um novo clube. Que rasga e desrespeita sua história. Um Fluminense arrogante, vaidoso, ególatra, que acha que está acima de tudo e de todos, incluindo seus sócios e seus apaixonados torcedores. Um Fluminense que aceita derrotas e se conforma com o fracasso.

Por favor tragam nosso Fluminense de volta! Fora Mário Bittencourt e Fernando Simone.


Esperança Tricolor

2 de novembro de 2015

Presidente, faça História!

Estimados Tricolores,


Grande vitória ontem e excelentes atuações do grupo nos últimos jogos. Feliz 2016 a todos! Agora é hora de falar sério.

Apesar de discordarmos e acharmos uma inversão de valores absurda que um elenco de profissionais jogaria mal e perderia jogos se a diretoria fosse criticada, nosso grupo decidiu respeitar o momento do futebol e dentro do possível se calou. Mas passado o sufoco no Brasileiro e terminada nossa passagem na Copa do Brasil, agora é o momento de falar do que importa: como melhorar nosso Fluminense.

O presidente Peter inicia seu último ano a frente do clube. É digno afirmar que fez algumas boas ações e que foi uma gestão melhor do que a anterior. Tentou organizar o clube e dentro do possível conseguiu alguns êxitos. Mas a soma de erros ainda é muito alta.

A principal delas foi ter deixado que seu grupo decidisse quem serve e quem não serve e loteasse o clube numa autêntica estratégia política que vimos semelhante no país nos últimos anos. Muitos falam em ação entre amigos. Nós preferimos confrontar os conflitos éticos, grande problema da atual gestão. Muitas decisões, nomeações e contratações foram feitas no limite da ética. São ilegais ou desonestas? Não. Mas certamente incluem conflitos que devem ser evitados. E para o próximo ano esperamos um foco na profissionalização do nosso carro-chefe, o futebol.

Para começar essa profissionalização é ponto chave o afastamento imediato do Mario Bittencourt pelo conjunto da obra. Teve dois anos de péssimos resultados e não conseguiu com e sem o auxílio da Unimed, montar um elenco equilibrado e decente.

Foi colocado na pasta obviamente para formar o sucessor do Peter mas fracassou retumbantemente. E ele pode ser o candidato a presidente como qualquer sócio apto. Sem problemas. Pode ser o VP jurídico, o que duvidamos que aceite porque assim não seria remunerado e perderia uma fonte importante de receita. Pode manter seu contrato, então. Ele é um brilhante advogado. Mas não serve como VP de Futebol.

Para ser VP dessa pasta não basta ser amigo de jogador, simpático ou ter boa oratória. É preciso entender de futebol. E no quadro de associados o presidente pode encontrar várias opções melhores preparadas. Pessoas que se interessam em ajudar o clube, sem vaidade, sem arrogância e sem exibicionismo.

Trocado o VP, é necessário profissionalizar a diretoria de futebol. Contratar um diretor experiente e que conheça do assunto. Outra vez, no mercado existem vários nomes com o perfil necessário e inclusive alguns que talvez sejam apostas mas que funcionariam muito melhor do que o atual diretor, tais como  ex-jogadores com formação em gestão ou treinadores experientes.

Em seguida é essencial formar uma comissão técnica permanente de primeira grandeza. Nomes de ponta como Carlos Pracidelli para preparação de goleiros, Fabio Mahseredjian para parte física, manutenção do Nilton Petrone, devem ser prioridade. Contratação de um supervisor competente, por exemplo o Fernando Gonçalves que trabalhou no clube em 2007-2008. Vinda de um assistente técnico com boa formação, como por exemplo o treinador Marquinhos Santos.

Com relação ao treinador, até se pode manter o treinador Eduardo Batista, boa aposta por enquanto. Apesar de vermos o exemplo do Tite mostrando que no insosso e inábil futebol brasileiro, um treinador de ponta faz a diferença. O Fluminense é uma outra prova, visto os títulos com Muricy e Abel.

Da onde viria o dinheiro? Da reformulação inteligente do elenco. Para isso é necessário investir numa equipe de profissionais de scout que sejam funcionários do clube, recebam bonificações por sucesso e tenham acesso a ferramentas modernas.

Jogadores como Renato, Arthur, Victor Oliveira, Antonio Carlos, Henrique, Breno Lopes, João Filipe, Lucas Gomes, Wellington Paulista e Magno Alves não tem condições técnicas nem de sequer fazer parte do elenco. Para ter esses jogadores, melhor apostar em Xerém. Jogadores como Breno, Nogueira, Ayrton, Leonardo, Marlon Freitas, Rafinha, Eduardo, Robert, Paulinho, Biro-Biro, Euler, Samuel, valem muito mais como apostas do que os atuais profissionais.


Temos o caso do zagueiro Gum. Merece respeito pelo seu passado mas não tem mais condições de jogar num clube como o Flu. Que receba uma placa de agradecimento e siga seu caminho. Muito obrigado por tudo.

Nas mãos de uma comissão competente um elenco como o postado abaixo renderia muito:

- Goleiros:
Cavalieri, Julio Cesar e Marcos Felipe;

- Laterais:
Wellington Silva, Jonathan, Breno, Giovanni, Leonardo e Ayrton;

- Zagueiros:
Marlon, Nogueira e 4 reforços;

- Volantes:
Edson, Pierre, Jean, Rafinha, Marlon Freitas, Douglas e Cícero;

- Meias:
Vinicius, Scarpa, Eduardo, Robert, Higor e 1 reforço;

- Atacantes:
Fred, Samuel, Marcos Junior, Osvaldo, Paulinho, Euler e Biro-Biro.

Um elenco que com 3 ou 4 bons reforços mais experientes pode render.

Enfim, com vontade e disposição e gastando o mesmo orçamento atual é possível montar um bom grupo. Mas para isso o presidente precisa querer.


Esperança Tricolor