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9 de janeiro de 2016

O trabalho de base funciona

Estimados Tricolores,


Somos uma torcida de extremos. Talvez torcer para um time acostumado em sua história a ganhar títulos aos 45 do segundo tempo tenha nos feito um pouco estressados e exigentes demais. Gostamos também de criticar e reclamar. Sempre queremos mais e mais.

E o assunto do dia foi a derrota na Copinha para um time que nem existe, levando gols de um jogador com um apelido piada pronta. Isso depois de perdermos na primeira fase para outro time que não pode sequer empatar com um grande como nós. Campanha fraca e passível de críticas. Um time grande que mantém as categorias de base a pleno vapor e atuando todo o ano, não pode perder assim.

Dito isso, é injusto criticar Xerém. O trabalho na base, no futsal e nas escolinhas dos Guerreirinhos é algo que todo torcedor deve se orgulhar. Somos referência no mercado e se há algo que foi muito bem mantido e gerido na gestão Peter foi Xerém.

Hoje somos um clube de ponta na formação e reconhecidos por esse trabalho de excelência. Perder é ruim? Claro que é. Dá raiva como foi? Muita. Há de se revisar porque perdemos e fomos desclassificados por equipes inexistentes? Sim, há. Mas sem destruir ou menosprezar Xerém.

Perder é do jogo. Criticar também. Ficar chateado idem. Mas uma coisa é criticar a campanha na Copinha, fraca e lamentável, a outra é criticar como Xerém fosse uma porcaria. Não é.

Que comece 2016!


Esperança Tricolor

5 de agosto de 2015

Considerações sobre a venda do jogador Gérson

Esperançosos Tricolores,

Com a confirmação da negociação do meia Gérson para a Roma, aparentemente por 16 milhões de euros, já confirmada pelo próprio Presidente do clube, resta-nos fazer algumas indagações e ponderações, já que a transação foi bastante nebulosa desde o seu início.

Diferentemente do aventado pela imprensa e a maior parte da torcida, o valor pago à título de prioridade pelo Barcelona (e que também englobaria o direito de exercício sobre os atletas Marlon e Kenedy) foi apenas um adiantamento, com ressarcimento em caso de venda para outra agremiação ou abatimento na hipótese de transação com o próprio clube catalão.

Cabe salientar que em negociações com cláusulas similares pelo mundo afora, tal ressarcimento é bastante incomum, o que já de imediato denota pouca capacidade de barganha pela nossa direção. E pelos últimos informes, causa ainda mais aflição a notícia de que tal adiantamento não contou com nenhum mecanismo de swap cambial, opção natural que protege as partes envolvidas quanto a potenciais riscos cambiais. Como é notório, o real vem em agravada curva de depreciação, algo que qualquer estudante de economia do segundo período já domina com tranquilidade.

Mas não vamos nos ater somente ao viés financeiro. Mesmo com todo o decantado enfoque de prioridade não-reembolsável ecoado por mídias, sócios e torcedores, em momento algum nossa direção fez questão de desmentir, evidentemente por se tratar de uma tese benéfica, ainda que fantasiosa e inverídica.

Nosso VP de Futebol (sabidamente hábil com as palavras, o que é fundamental pois advoga em prol do clube) sempre se apressa em vir à público elucidar pontos desabonadores à atual gestão. Neste ponto específico não foi emitida sequer alguma das famosas notas verborrágicas, objetivando que se soubesse desde o início as condições do valor adiantado. Pode ter sido esquecimento, assim como a notícia de que o clube recusou 20 milhões de Euros pelo próprio Gérson.

Trazer sócios requer transparência, credibilidade e zelo com os torcedores. Infelizmente não contrataremos um Ronaldinho Gaúcho por mês e o Esperança Tricolor estará atento, cobrando dos atuais gestores o que se espera de alguém a frente de um clube glorioso, vencedor e acima de tudo ético como o Fluminense Football Club.


Danilo Jeolás
Sócio-Contribuinte e Membro do Esperança Tricolor

13 de julho de 2015

Gustavo Scarpa!

Estimados Tricolores, que momento!

Obrigado pelo (pouco) que fez até hoje Wagner e  seja feliz em sua nova empreitada. E como é bom saber que a solução para "falta" que o Wagner faria para o time estava lá, meio escondida no elenco e atendia pelo nome de Gustavo Scarpa. Ele, que "estreou" este ano pelo Flu na vitória contra o Santos, fazendo o cruzamento para o gol da vitória marcado por Lucas Gomes, e que até improvisado como lateral esquerdo já jogou, como ocorreu no jogo contra o SPFC. E em todos os jogos até agora, Gustavo Scarpa compensou algumas limitações ou mesmo a falta de experiência com muita garra, onde conseguiu marcar gols nos últimos dois jogos (o gol salvador da vitória contra o Cruzeiro e o belíssimo gol marcado ontem contra o Atlético-PR). Se continuar assim, o garoto vai longe.

Vimos um time ontem com a mesma aplicação dos últimos jogos. Se não prima pela técnica, compensa com muita vontade. Mas nem tudo ontem foram flores. Ontem vimos a repetição do mesmo problema de compactação no meio de campo, que acabou facilitando um pouco a criação de jogadas do adversário. E vimos também o que pode proporcionar a falta de um reserva para a lateral direita. O gol marcado pelo Atlético-PR ocorreu de uma falha infantil de marcação de Gum e Renato. Mas cabe ressaltar que o zagueiro vinha fazendo boa partida até o erro. E devemos parabenizar Renato pelo cruzamento perfeito no gol de desempate ocorrido dentro dos SEIS MINUTOS (!?) de acréscimo.

Vitória importantíssima, baseada em muita garra e determinação. Parece mesmo que o espírito do Time de Guerreiros está voltando. E digo mais: Esta foi mais uma vitória típica dos "timinhos" que só nós tricolores entendemos e conhecemos.

Nos vemos no Clássico? Vença o medo e vá ao jogo. Apoie o time. Associe-se!

Alexandre Nogueira
Sócio-futebol e membro do Esperança Tricolor.

26 de junho de 2015

Curtinhas do Futebol

No campeonato brasileiro sub-20 o time do Fluminense venceu o Atlético-PR por 1 x 0 em jogo realizado ontem. Com esta vitória o Fluminense manteve os 100% de aproveitamento e garantiu a classificação para a próxima fase;

Parece que a negociação com o meia Marquinho pode não se concretizar, pois o Roma recebeu uma proposta mais vantajosa do Al Nassr (EAU) pelo jogador;

Enderson confirma que a zaga titular para o jogo contra o Goiás será formada por Antônio Carlos e Gum;

O jogador Guilherme, atualmente no Atlético-MG, foi oferecido ao clube e a direção do clube se animou com a possível contratação;

Vinícius recebeu proposta do Al-Shabbab (EAU) e o clube não descarta a negociação.

Coluna do Danilo

Estimados Tricolores,

No meu primeiro texto falei dos impactos da "espanholização" nos clubes. No segundo abordei a importância dos programas de sócios torcedores. E neles comentei muito sobre o impacto no nível dos jogadores e elencos.  Hoje vou focar nisso: A qualidade do futebol brasileiro.

Apesar de saudosista não gosto muito de ficar comparando épocas. Os craques de antes seriam craques hoje. E os craques de hoje, como o Messi por exemplo, seriam craques em outras épocas também. O que talvez não tivessem seria o marketing excessivo que vemos hoje em dia. Aceito que o marketing é parte do negócio. Futebol é hoje mais que um entretenimento, é um negócio que movimenta bilhões. E o marketing é peça fundamental nessa estratégia. Mas acho que o marketing excessivo esconde a verdade e cria ufanismos maléficos.

No entanto, dito isso, é fato que no passado tínhamos no Brasil muito mais craques. Fica difícil entender em que momento perdemos isso. Mas foi um processo longo. Tenho a impressão de que a derrota na Copa de 1982 foi o estopim para o fim do nosso futebol. Aquela seleção encantou o mundo. Faz alguns dias estava almoçando com um amigo colombiano e ele escalou a seleção de 82 em detalhes. Conhecia todos os jogadores. Funções, estilos, quem era bom, quem era ruim. E disse que a partir dessa Copa ele passou a torcer tanto para o Brasil como torcia pra Colômbia. Mas que não entendia como de repente nosso futebol secou.

Muita gente fala que apenas temos uma safra ruim. Talvez. Mas será que a origem de tudo não xxvem do péssimo trabalho na base? Depois de 82 jogar bonito virou sinônimo de fraqueza. O que importava era ser competitivo. Perdemos com isso nosso estilo. O brasileiro sempre foi um jogador criativo, como o nosso povo é. Sempre foi de jogadas geniais e inesperadas. Já os europeus sempre se caracterizaram pela força, disciplina e conjunto. Via a entrevista de um alemão e ele dizia que aqui, mesmo na atual safra ruim, juntamos um grupo e em duas semanas temos uma seleção que joga de igual pra igual com a maioria das outras seleções tops. Vide o time do Dunga conseguir ficar 10 jogos invicto, mesmo tendo enfrentado Argentina e Colômbia. Já na Alemanha, eles precisam planejar e não podem perder um jogador sequer. Trabalham como linha de produção.

Então com a definição de que teríamos que ser mais competitivos e menos “showman”, isso depois de ganharmos três mundiais, houve uma mudança na base também. A base ao invés de ser formadora de talentos e celeiro de craques para o profissional, passou a pensar primeiro em ganhar. Era importante ganhar títulos desde o fraldário. Consequentemente os mais fortes começaram a ser priorizados, já que na base a força faz diferença. Em paralelo começou um movimento de improvisação no profissional. Enquanto na Alemanha meias eram recuados para posição de volantes para melhorar o passe e a saída de bola, no Brasil, zagueiros eram avançados para volante para melhorar a marcação, volantes um pouco mais habilidosos eram avançados a posição de meia e meias viravam atacantes de lado de campo. Temos vários exemplos: Edmundo, Marcelinho, Edmilson, Edílson.   Com isso o meio campo foi sendo dominado por brucutus que não conseguem acertar um passe de meio metro. Os meias deixaram de fazer o básico que era armar o jogo e entrar na área para ajudar a fazer gols. Nosso estilo virou burocrático e chato. E a imprensa e os “professores” martelando na cabeça dos jovens: Tem que ser competitivo, tem que marcar, tem que pegar!

Xerém tem sido uma exceção nos últimos anos. Me lembro que desde que foi formada a comissão permanente em 2007 e contratamos vários profissionais de outros centros, a filosofia na base mudou um pouco. Começamos a trazer jogadores com características que se adaptassem a posição em que jogariam. O baixinho habilidoso e rápido reconquistou seu espaço. O meia de verdade reapareceu. O resultado desse trabalho podemos ver agora. A geração sub 17 depois de se destacar em 2013 e 2014, agora começou a trazer frutos. Temos dois meias de verdade aparecendo ao mesmo tempo, Gérson e Robert (uma geração a frente). Um zagueiro que sabe sair jogando, habilidoso e calmo mas sem perder o vigor e a força na marcação, Marlon. E um atacante forte mas habilidoso e rápido, o Kenedy.

Os clubes brasileiros precisam voltar a investir na formação de craques. Não pode um jogador chegar nos juniores sem saber o básico, fundamentos, balanço ofensivo e defensivo, passes, etc. E talvez, um sonho dourado, com o dinheiro dos programas de sócio torcedor e com o bloqueio a "espanholização", segurar por mais tempo os destaques da base. Eles precisam amadurecer. Subir no tempo certo, jogar no profissional até 23, 24 anos, e aí sim sair do país. Precisamos para recuperação do futebol brasileiro que isso aconteça. E para conseguir isso precisamos de clubes saneados financeiramente e bem administrados. Clubes fortes que sejam capazes de oferecer boas condições de trabalho e salários interessantes. Futebol pode ser entretenimento, negócio e competição ao mesmo tempo. Basta ser inteligente.

Danilo Fernandes
Sócio-contribuinte e membro do Esperança Tricolor

23 de junho de 2015

Surpresa inconveniente

Estimados tricolores,

De acordo com a notícia veiculada no diário online Mundo Deportivo sobre a possibilidade do Barcelona utilizar o passe do Gérson em uma tentativa de contratar o jogador da Juventus (ITA) Pogba, descobriu-se que o clube espanhol pagou ao Fluminense a quantia de 200 mil euros pela prioridade da compra dos passes das jóias Marlon e Kenedy (sendo que não ficou claro se este valor seria para os dois jogadores ou para cada um deles). Sendo assim, o Esperança Tricolor gostaria que a direção do clube desse maiores informações sobre a veracidade desta notícia, pois, caso os fatos informados na notícia sejam verdadeiros, entendemos que o valor recebido pelo clube referente a prioridade de venda destes dois jogadores poderia ser melhor negociado, ainda mais se levarmos em consideração o desempenho de ambos nos últimos torneios disputados por eles pela seleção brasileira sub-20. (Fonte)

Aguardamos uma resposta.

Esperança Tricolor.