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9 de janeiro de 2016

O trabalho de base funciona

Estimados Tricolores,


Somos uma torcida de extremos. Talvez torcer para um time acostumado em sua história a ganhar títulos aos 45 do segundo tempo tenha nos feito um pouco estressados e exigentes demais. Gostamos também de criticar e reclamar. Sempre queremos mais e mais.

E o assunto do dia foi a derrota na Copinha para um time que nem existe, levando gols de um jogador com um apelido piada pronta. Isso depois de perdermos na primeira fase para outro time que não pode sequer empatar com um grande como nós. Campanha fraca e passível de críticas. Um time grande que mantém as categorias de base a pleno vapor e atuando todo o ano, não pode perder assim.

Dito isso, é injusto criticar Xerém. O trabalho na base, no futsal e nas escolinhas dos Guerreirinhos é algo que todo torcedor deve se orgulhar. Somos referência no mercado e se há algo que foi muito bem mantido e gerido na gestão Peter foi Xerém.

Hoje somos um clube de ponta na formação e reconhecidos por esse trabalho de excelência. Perder é ruim? Claro que é. Dá raiva como foi? Muita. Há de se revisar porque perdemos e fomos desclassificados por equipes inexistentes? Sim, há. Mas sem destruir ou menosprezar Xerém.

Perder é do jogo. Criticar também. Ficar chateado idem. Mas uma coisa é criticar a campanha na Copinha, fraca e lamentável, a outra é criticar como Xerém fosse uma porcaria. Não é.

Que comece 2016!


Esperança Tricolor

2 de novembro de 2015

Presidente, faça História!

Estimados Tricolores,


Grande vitória ontem e excelentes atuações do grupo nos últimos jogos. Feliz 2016 a todos! Agora é hora de falar sério.

Apesar de discordarmos e acharmos uma inversão de valores absurda que um elenco de profissionais jogaria mal e perderia jogos se a diretoria fosse criticada, nosso grupo decidiu respeitar o momento do futebol e dentro do possível se calou. Mas passado o sufoco no Brasileiro e terminada nossa passagem na Copa do Brasil, agora é o momento de falar do que importa: como melhorar nosso Fluminense.

O presidente Peter inicia seu último ano a frente do clube. É digno afirmar que fez algumas boas ações e que foi uma gestão melhor do que a anterior. Tentou organizar o clube e dentro do possível conseguiu alguns êxitos. Mas a soma de erros ainda é muito alta.

A principal delas foi ter deixado que seu grupo decidisse quem serve e quem não serve e loteasse o clube numa autêntica estratégia política que vimos semelhante no país nos últimos anos. Muitos falam em ação entre amigos. Nós preferimos confrontar os conflitos éticos, grande problema da atual gestão. Muitas decisões, nomeações e contratações foram feitas no limite da ética. São ilegais ou desonestas? Não. Mas certamente incluem conflitos que devem ser evitados. E para o próximo ano esperamos um foco na profissionalização do nosso carro-chefe, o futebol.

Para começar essa profissionalização é ponto chave o afastamento imediato do Mario Bittencourt pelo conjunto da obra. Teve dois anos de péssimos resultados e não conseguiu com e sem o auxílio da Unimed, montar um elenco equilibrado e decente.

Foi colocado na pasta obviamente para formar o sucessor do Peter mas fracassou retumbantemente. E ele pode ser o candidato a presidente como qualquer sócio apto. Sem problemas. Pode ser o VP jurídico, o que duvidamos que aceite porque assim não seria remunerado e perderia uma fonte importante de receita. Pode manter seu contrato, então. Ele é um brilhante advogado. Mas não serve como VP de Futebol.

Para ser VP dessa pasta não basta ser amigo de jogador, simpático ou ter boa oratória. É preciso entender de futebol. E no quadro de associados o presidente pode encontrar várias opções melhores preparadas. Pessoas que se interessam em ajudar o clube, sem vaidade, sem arrogância e sem exibicionismo.

Trocado o VP, é necessário profissionalizar a diretoria de futebol. Contratar um diretor experiente e que conheça do assunto. Outra vez, no mercado existem vários nomes com o perfil necessário e inclusive alguns que talvez sejam apostas mas que funcionariam muito melhor do que o atual diretor, tais como  ex-jogadores com formação em gestão ou treinadores experientes.

Em seguida é essencial formar uma comissão técnica permanente de primeira grandeza. Nomes de ponta como Carlos Pracidelli para preparação de goleiros, Fabio Mahseredjian para parte física, manutenção do Nilton Petrone, devem ser prioridade. Contratação de um supervisor competente, por exemplo o Fernando Gonçalves que trabalhou no clube em 2007-2008. Vinda de um assistente técnico com boa formação, como por exemplo o treinador Marquinhos Santos.

Com relação ao treinador, até se pode manter o treinador Eduardo Batista, boa aposta por enquanto. Apesar de vermos o exemplo do Tite mostrando que no insosso e inábil futebol brasileiro, um treinador de ponta faz a diferença. O Fluminense é uma outra prova, visto os títulos com Muricy e Abel.

Da onde viria o dinheiro? Da reformulação inteligente do elenco. Para isso é necessário investir numa equipe de profissionais de scout que sejam funcionários do clube, recebam bonificações por sucesso e tenham acesso a ferramentas modernas.

Jogadores como Renato, Arthur, Victor Oliveira, Antonio Carlos, Henrique, Breno Lopes, João Filipe, Lucas Gomes, Wellington Paulista e Magno Alves não tem condições técnicas nem de sequer fazer parte do elenco. Para ter esses jogadores, melhor apostar em Xerém. Jogadores como Breno, Nogueira, Ayrton, Leonardo, Marlon Freitas, Rafinha, Eduardo, Robert, Paulinho, Biro-Biro, Euler, Samuel, valem muito mais como apostas do que os atuais profissionais.


Temos o caso do zagueiro Gum. Merece respeito pelo seu passado mas não tem mais condições de jogar num clube como o Flu. Que receba uma placa de agradecimento e siga seu caminho. Muito obrigado por tudo.

Nas mãos de uma comissão competente um elenco como o postado abaixo renderia muito:

- Goleiros:
Cavalieri, Julio Cesar e Marcos Felipe;

- Laterais:
Wellington Silva, Jonathan, Breno, Giovanni, Leonardo e Ayrton;

- Zagueiros:
Marlon, Nogueira e 4 reforços;

- Volantes:
Edson, Pierre, Jean, Rafinha, Marlon Freitas, Douglas e Cícero;

- Meias:
Vinicius, Scarpa, Eduardo, Robert, Higor e 1 reforço;

- Atacantes:
Fred, Samuel, Marcos Junior, Osvaldo, Paulinho, Euler e Biro-Biro.

Um elenco que com 3 ou 4 bons reforços mais experientes pode render.

Enfim, com vontade e disposição e gastando o mesmo orçamento atual é possível montar um bom grupo. Mas para isso o presidente precisa querer.


Esperança Tricolor

4 de agosto de 2015

Transparência é o nome do jogo.

Estimados tricolores,


A tão falada MP do Futebol traz um grande benefício para nosso esporte: Exigir que os clubes sigam as boas práticas de gestão. Isso significa em resumo transparência administrativa. E com essa transparência nosso futebol atrairá empresas, hoje refratárias a investir justamente por não termos essas boas práticas de gestão. E atraindo grandes investidores, ganhamos todos, clubes, torcedores, imprensa e patrocinadores pois o nível, péssimo hoje em dia, deve melhorar e a tendência é termos equipes e campeonatos cada vez mais fortes.

Para que isso aconteça obviamente os clubes precisarão de gestores que queiram e saibam implementar essas boas práticas. Governança corporativa, auditorias periódicas, processos claros e transparência são suas principais componentes. A atual gestão do nosso Fluminense ainda engatinha nessa direção. Há de se reconhecer os esforços para que tenhamos um balanço mais claro, apesar de algumas decisões tomadas serem questionáveis. Mas pelo menos se percebe o avanço. Justo reconhecer.

E agora temos uma situação complexa que serve de exemplo do que seria uma boa gestão: a negociação do jogador Gerson. As especulações na imprensa e nas redes sociais são grandes. E resumidamente existem duas dúvidas: o valor que será pago e se a tal "taxa" de prioridade terá que ser devolvida em caso de venda para outro clube que não o Barcelona. E se for o Barcelona, se esse pagamento de prioridade estará incluído nos valores divulgados.

Alguns certamente dirão: "Mas isso é problema do clube, não tem que informar nada." Errado. Ser transparente exige clareza nas negociações. Há uma grande diferença entre vender o Gérson por 12 milhões de euros como publicado hoje pelo catalão Sport ou por 20 milhões de euros como publicado por sites e jornais tais como Globo.com, Lance, UOL, Marca e Esporte Interativo e nunca questionado ou desmentido pela diretoria. Num clube que aprova um déficit no seu orçamento de 2015 na ordem de 40 milhões de reais, 8 milhões de euros ou 30 milhões de reais, importam sim. E o sócio que paga suas mensalidades em dia tem o direito de saber.

O jogador Gerson ainda é um garoto. Com 18 anos ainda vai evoluir muito. E joga numa posição carente mundialmente. Poucos são os "10" habilidosos por aí. Sinceramente nós manteríamos o garoto por mais 3 anos no clube. Um risco? Sim, mas no caso do Neymar esse risco funcionou. O Gerson de hoje é acomodado, displicente e desinteressado. Mas isso é parte do processo em que está metido e da volúpia de seu pai, além claro da oscilação natural da idade e da sua utilização aberto pela ponta dentro do esquema proposto por nosso treinador (o Gérson funcionaria melhor vindo pelo meio de frente para o gol e os atacantes).

Dito isso, não criticamos sua venda. Entendemos as razões do clube. O que esperamos da gestão Peter é que informe de maneira transparente os detalhes da transação e que aplique de maneira coerente os recursos advindos dela. Se lembrem do caso Neymar e Barcelona e toda celeuma causada pelos valores. Não queremos isso para o Fluminense.

Esperança Tricolor

5 de julho de 2015

O Fluminense precisa de você

Convidamos você, tricolor, a acompanhar os movimentos da atual diretoria.
Historicamente vemos que o comportamento é o mesmo, as verdades, quando ditas, são a conta-gotas.
Estamos de frente para mais um desses casos que mostram essa patologia da diretoria e de seu grupo de sustentação.
A quem interessa a contratação de Wellington Paulista?
Em que termos essa contratação se dá?
Se esse jogador que não conseguiu ser relacionado em uma única partida no "poderoso" West Ham, que saiu sem deixar saudades em nenhum clube pelos quais atuou, que tem alto salário e que no ano passado fez míseros 3 gols no campeonato brasileiro, o que fará dar uma guinada e ser um bom reforço para o Flu?
Nossas joias estão sendo vendidas para fechar o rombo aprovado pelos conselhos do clube.
Mas temos dinheiro para afundar na contratação de bondes.
Abram os olhos, tricolores. O Fluminense precisa de vocês.
O Esperança defende o fortalecimento da base, a venda apenas após retorno esportivo e a valorização de talentos em detrimento de negociações infundadas.

Daniel Anunciação
Sócio Contribuinte e membro do Esperança Tricolor.