31 de dezembro de 2015

Mensagem de ano novo

Estimados tricolores,


O novo ano sempre traz esperanças de renovação, progresso e sucesso. Nosso 2016 começou em dezembro com a montagem do novo elenco. À princípio pelo menos no papel parece que teremos um grupo mais equilibrado e talentoso.

As barangas foram embora. Quase todas. Os insatisfeitos e sem motivação idem. Aqui cabe uma menção honrosa: porque essa vontade tão grande do Jean de sair do Flu? Ganha um bom salário, vive numa cidade aonde com dinheiro se tem muita qualidade de vida, treinará a partir de 2016 em um CT zero bala e próximo de sua casa e já está ambientado ao clube. Então porque tanta desmotivação? Lamentável.

Ainda na linha das despedidas, tudo indica que a zaga titular de 2015 também deve deixar o clube. Sobre o Gum deixamos nosso muito obrigado. Infelizmente seu ano foi um dos piores e seguramente ele foi um dos responsáveis da pior campanha em um turno que já tivemos. Mas tem crédito por 2010 e 2012. Obrigado e seja feliz.

E esperamos que a especulada venda do Marlon não saia do papel. Uma venda para Europa agora não parece o melhor caminho. Com mais uns 2 anos temos tudo para lucrar muito mais com esse grande zagueiro. Enfim, nos resta torcer.

Sobre as chegadas jogadores como Johnatan, Henrique e Diego Souza vão qualificar muito o elenco. A aposta Richarlison também é promissora. Ainda existem as especulações de outros nomes mas por enquanto tudo caminha melhor. Tomara!

2016 promete. Novo CT, construído pela obstinação de um ilustre tricolor, Pedro Antônio, que inscreve seu nome na história de personagens que ajudaram a construir nosso patrimônio. Assim é esse clube centenário e de tantas tradições que pode se orgulhar de ser um dos raros casos de construção de patrimônio sem uso de dinheiro público mas sim com dinheiro de seus sócios.

Teremos ainda o novo fornecedor de material esportivo, Dry World, e o novo patrocinador master. Adicionemos a isso Xerém que anda a todo vapor no seu projeto de produção maciça de talentos e geração de riquezas.

E para finalizar tivemos o orçamento 2015. Pela visão propagandeada com superavit mas quem segue o clube de perto sabe que a história não é bem assim. A decisão de todos foi de aceitar a suplementação solicitada para não prejudicar o clube, já que se trata de dinheiro gasto que não volta ao bolso, mas 2016 exige da gestão Peter mais responsabilidade e transparência com os gastos. A torcida em geral pode se deixar levar pelo amor e fanatismo ao clube de coração e fechar os olhos, aceitando o que é vendido. Mas os conselheiros não tem esse direito.

O cenário político caminha para uma grande união de forças trazendo paz ao clube e ajudando a construir o Fluminense do futuro. A terceira via que se constrói não traz com ela pechas tais como "oposição" ou "situação". Somos todos tricolores nos unindo pelo bem maior, com nomes fortes, novos e que respeitem o passado do clube para construir o seu futuro.

O Esperança se une a essa iniciativa e deseja a todos os tricolores um 2016 de muita paz, alegrias, vitórias e títulos. Que a hegemonia do Rio chegue. Com 2 Libertadores,2 Brasileiros e 1 mundial basta. Sonhar não custa nada. Lutemos por isso!


Esperança Tricolor

16 de dezembro de 2015

Planejamento - Capítulo 3

Estimados Tricolores,


Nos últimos tempos a sociedade mundial tem se dedicado a um tema muito importante: a transparência financeira. Essa transparência gera uma exigência: responsabilidade fiscal. A responsabilidade fiscal é cobrada em todos os segmentos, quer sejam corporativos, esportivos ou sociais. E para garantir isso surgiu uma prática chamada Governança Corporativa. Mas o que a Governança estabelece? Um conjunto de regras que se seguidas garantem a transparência administrativa e a correção nos reportes. Simples e resumido.

De alguma maneira isso se confunde com a internacionalização das marcas e com a necessidade de se criar um sistema compreendido em todo lugar. Como saber se é seguro investir numa empresa? Vale a pena trabalhar aqui ou ali? Vale a pena comprar de alguém? E vender? Vai pagar a dívida? Vai entregar o produto? E obviamente derivado desse conjunto de regras, surge a necessidade de uma auditoria e controle das ações dos gestores. E essa auditoria e controle gera benefícios e malefícios. Elogios e punições. Mas quem está no sistema sabe bem como funciona.

No futebol vivemos uma fase embrionária do que já é visto nas empresas. As novas leis e exigências fazem com que os clubes precisem investir nisso. Termos como Profut e Fair Play Financeiro passaram  a fazer parte do vocabulário dos clubes e se engana o torcedor que acha que isso não importa, que isso é coisa de mauricinho de empresa, executivo que não entende de futebol. Se engana quem pensa que só o que importa é o resultado do campo. Errado. Exigir seriedade dos gestores no controle das despesas e receitas é o mínimo que se espera de qualquer pessoa de bom senso. Isso gera benefícios dentro do campo e a partir de 2016 será considerado inclusive como parte do regulamento das competições sujeitando seus infratores a punições que chegam até mesmo ao temido rebaixamento de divisão.

E como um gancho nesse assunto, um dos maiores elogios dos que apoiam a atual gestão é exatamente a parte administrativa. O foco em pagar as contas, acertar e negociar as dívidas, tirar certidões negativas. Entre erros e acertos sempre foi ressaltada a importância disso para o clube e como estavam sendo implementadas medidas de controle. Mesmo com tantas críticas, é justo que demos esse reconhecimento.

No entanto, mesmo com esse foco, já no início do ano se apresentou um orçamento para o ano de 2015 com uma previsão de fechamento negativo, cerca de 45 milhões de reais. Essa previsão não considerava a venda de jogadores e isso inclusive foi dito na reunião do Conselho Deliberativo como um fator que geraria a necessidade de venda de jovens talentos. Dessa maneira se esperava equilibrar o caixa e fechar o ano no azul.

Discordamos muito da aprovação desse orçamento mesmo considerando a saída da UNIMED e toda dificuldade enfrentada por pendências passadas, discussões na justiça, receita federal, etc. Mesmo reconhecendo que o clube agiu em teoria de maneira transparente, achamos que o Conselho cometeu um erro grande ao aprovar esse orçamento por dar um cheque em branco para gastos que sem controle, poderiam gerar sérios problemas futuros.

E agora nossa preocupação se confirmou. Todos acabamos de saber que será pedido um aumento desse negativo. Não sabemos nem como chamar isso, já que suplementação orçamentária normalmente se pede quando se consegue uma receita extra e se quer investir essa receita. No caso do Fluminense a questão é diferente. Se pede um “suplemento” de algo que já se gastou. E ao invés de fechar no azul ou pelo menos com o negativo aprovado anteriormente (que já era demasiado), o clube fechará num valor absurdo de mais de 80 milhões negativos. E tudo isso já gasto. Como assim?

Analisando os gastos fica claro que duas rubricas impactaram o negativo: gastos com o futebol e com estádio. A questão do estádio já foi discutida em vários fóruns. Discordamos do acordo assinado e da falta de transparência desse contrato mas isso já foi tema de questionamento em outros textos e pelos conselheiros independentes.

Já com relação ao futebol fica claro que houve falhas sérias em seu planejamento, com contratações e demissões de treinadores, contratações e dispensas de jogadores, contratação de jogadores de alto salário e pouco benefício esportivo e tudo isso gerou um impacto absurdo nas contas. Houve outros gastos importantes mas o futebol é nosso carro chefe e consequentemente o que mais impactou os resultados. O que fica claro é que faltou no mínimo planejamento de gastos em função das receitas. E isso sem esquecer que vendemos 3 promessas e por bons valores. O que se fez com esses valores? Aonde foram gastos?

O mais impressionante é que se percebe que houve aumento nas receitas, apesar de não ter sido por novas fontes geradas como fruto de um trabalho de crescimento do clube e sim basicamente por vendas de jogadores. Mas se gastou muito mal o que se faturou. E o mais grave nem foi gastar. Foi gastar e avisar depois. Isso conflita com toda teoria de responsabilidade fiscal e com qualquer boa prática de Governança Corporativa. E infelizmente os conselheiros e sócios do clube vivem um estado de letargia tão grande e profundo que somente poucos estão questionando ou se indignando com isso. Aonde está aquele Fluminense que ganhou a Taça Olímpica por ser um exemplo de gestão?

Se ainda tivéssemos todos esses gastos mas pelo menos no campo tivéssemos ganho títulos, garantido a classificação para Libertadores ou tivéssemos tido benefícios esportivos claros, mesmo sendo absurdo, ainda poderíamos tentar entender. Mas com os resultados alcançados todos os tricolores deveriam se indignar e cobrar detalhes dessa perda financeira. Isso certamente trará impactos para os próximos anos e quem pagará a conta seremos nós torcedores, pois a capacidade de investimento do clube ficará cada vez menor e voltamos a época de vender o almoço para comer no jantar.

Numa empresa séria isso geraria punições. E no Fluminense? Alguém será punido? Até o momento o que vemos é mais um ciclo de planejamento de futebol começar errado com contratação de mais uma aposta desconhecida e dispensas de talentos da base. Se o clube está no negativo e com tantos problemas de gastos, para que investir em apostas que não funcionaram em outros times? Para que gastar 500 mil reais por ano com uma aposta? Porque não aproveitar o excelente trabalho de Xerém e dar oportunidade aos jogadores de lá? Só para o meio de campo temos Rafinha, Douglas, Marlon Freitas, Higor, Robert e Eduardo. São piores do que o Felipe Amorim? Pode um clube com dificuldades abrir mão de um atacante de velocidade, coisa rara no atual futebol e já com mais maturidade e experiência como o Biro-Biro?

Enfim, são atitudes como essa que ficam sem resposta e somente demonstram a incapacidade do nosso planejamento de futebol. Para quem defende 2015, o orçamento mostra que dinheiro não faltou. O investimento foi feito e tivemos uma folha de primeira divisão. Mas sem resultados. Dava para fazer mais com esse dinheiro. Porque não foi feito? Talvez seja hora de mudanças. Contratar pessoas que entendam e que possam realmente montar um time do tamanho do Fluminense mas dentro das suas condições financeiras. Essas pessoas existem. Dentro e fora do clube. Basta querer.


Esperança Tricolor

11 de dezembro de 2015

Temos que ser "positivos"...

Esperançosos Tricolores,


Findado o ano de 2015, a primeira sensação é de alívio. Graças a algumas vitórias santas no primeiro turno, notadamente contra Goiás, Atlético-PR e Cruzeiro, os pontos acumulados na primeira metade no campeonato mantiveram-nos na divisão principal do futebol brasileiro em 2016. Cumpre lembrar que no total do Brasileirão somamos 47 pontos, apenas um a mais do que em 2013, quando escapamos de um gigante vexame em virtude das até hoje enigmáticas escalações dos atletas André Santos e Héverton.

Mas indiscutivelmente o ano foi um desastre sob uma série de aspectos, ainda que nosso Presidente honorário e VP de futebol com honorários classifique o período como algo positivo. Num campeonato estadual tecnicamente fraco (o Vasco foi campeão) e ainda que prejudicado pela Federação, tivemos pífia participação com a já tradicional dificuldade contra clubes de menor investimento bem como derrotas para todos os rivais, outra marca da gestão atual. Voltando ao Campeonato Brasileiro tivemos um bom início após o fim do estágio do simpático Ricardo Drubscky, mas infelizmente Enderson Moreira perdeu a mão ao ter que lidar com atrasos de salários, crises políticas e Ronaldinho Gaúcho, culminando também com excessos do treinador em Joinville e posteriormente em episódio mal explicado ocorrido após o jogo contra o Corinthians em São Paulo.

A grande exceção foi a Copa do Brasil, em que apesar de só termos vencido três partidas éramos para estar na final, operados por erros crassos nos dois confrontos contra o Palmeiras. O que cabe mencionar é que dentre os quatro semifinalistas o Fluminense era o único membro da Liga Primeira (que periga nem mais acontecer), em mais uma manobra pouco inteligente da Gestão Siemsen, não no que diz respeito a participar, mas sim anunciar um movimento polêmico com uma fase final por disputar de um torneio organizado exatamente pela CBF.

Cristóvão Borges, Drubscky, Enderson e por último, Eduardo Baptista. Quatro treinadores no mesmo ano, sendo que o primeiro foi mantido com grande objeção dos torcedores e o segundo foi uma escolha em que não se consegue encontrar nenhuma lógica. Como dito acima, o time até deu liga com Enderson mas sua situação ficou insustentável depois que implodiu o vestiário. Por fim, mais uma aposta para finalizar o ano, dessa vez num treinador que parece ser adepto de novas experimentações e invencionices.

Com relação às contratações, definitivamente foi um ano para esquecer. Excetuando-se Vinícius (bom jogador, mas aparentemente bastante problemático), Giovanni (contundido após alguns jogos) e Pierre (sem grande brilho, mas eficiente), realmente fica complicado entender o critério para contratações utilizado pelos mandatários atuais. Apostar em Magno Alves com quase 40 anos, num inacreditável revival de péssimo gosto, serviu apenas para lembrarmos da Série C a cada toque na bola do jogador. Wellington Paulista protagonizou a cena que reflete bem o ano de 2015, naquele abraço hediondo no nosso VP de futebol, enquanto pérolas como João Filipe, Victor Oliveira, Lucas Gomes, Renato (veio antes, mas só estreou durante o ano), Antônio Carlos, Marlone, Breno Lopes (o que é Breno Lopes?) também envergaram o manto tricolor. É verdade que apostas válidas como Oswaldo e principalmente Ronaldinho Gaúcho decepcionaram ao extremo, mas nada que atenue a culpa da nossa gestão do futebol e do tão decantado mecanismo de scouts.

Fora das quatro linhas a coisa funcionou melhor, com o bom trabalho de Xerém coroado com um título nacional e duas negociações cujos valores anunciados podem ser considerados bons (no caso do Gérson, muito bom), ainda que sempre existam as costumeiras confusões monetárias da gestão atual, como no caso da tão alardeada prioridade garantida que na verdade era um adiantamento para o caso do Barcelona realmente exercer a compra. O CT parece caminhar bem, claramente mais por uma iniciativa personalizada do que propriamente um ato de gestão, mas os termos do retorno dos valores investidos nos causam preocupação, já que tudo é um tanto obscuro. E o próprio Sócio-Torcedor deu uma pequena alavancada, turbinado talvez pela empolgação quando da vinda de Ronaldinho, ainda que o programa se mostre bastante efêmero.

E por último, mesmo com o campeonato terminado os movimentos confusos continuam. Ao invés de retornar para o Fluminense, Biro-Biro seguirá para a China após bom Brasileiro pela Ponte Preta, por valores ainda desconhecidos. O Esperança Tricolor não é oportunista e sabe que evidentemente o atleta não seria a solução dos nossos problemas, mas entende que poderia ser viável dar uma chance ao jogador, gerando mais uma opção de velocidade para subsidiar Fred. Aliás, a negociação do atleta nos renderá um aparente promissor atleta sub-15, o qual torcemos para dar certo.

Por fim, como foi publicado em vários sites que publicam notícias sobre o Fluminense e em redes sociais, cabe ressaltar que o jogador é assessorado pela empresa Bloom Sports (de propriedade do Presidente do Nova Iguaçu), cuja assessoria jurídica é prestada pelo escritório Bittencourt & Barbosa, banca que tem como um dos sócios o nosso VP Mário Bittencourt. Como sabidamente o referido escritório presta serviços também para o Fluminense, o contrato do atleta pode ter sido analisado pelo mesmo CNPJ, tanto na visão "empregador" quanto na visão "prestador de serviços". E ainda sobre o empregador, o mesmo Bittencourt responde pelo futebol, numa situação claramente evitável e desnecessária.

Mas acreditamos na força do clube e no potencial inesgotável da instituição e dos seus torcedores. Cremos sim num 2016 extremamente positivo, torcendo por conquistas e por bons ambientes dentro e fora das quatro linhas. Muito mais do que integrantes de um grupo político, nós somos fanáticos pelo Fluminense Football Club e isso está de modo irretratável e irrevogável acima de qualquer outra questão.

Saudações Tricolores!!!


Esperança Tricolor

9 de dezembro de 2015

Parceria?

Parceria.

Essa era a suposta união da dupla Fla x Flu após romperem com a Federação e sua trupe.

Parceria.

Essa era a suposta união, para formarem uma liga independente e organizada, que seria a salvação do futebol brasileiro.

A união realmente ficou nas palavras.  O que os dissidentes da Gávea querem é espanholizar o futebol brasileiro, receberem um fortuna enquanto os outros clubes (menos o Corinthians) que se virem para sobreviver.

A união para quando só interessa a grana. Aí, meus caros, a parceria foi por água abaixo.

O Presidente Eduardo Bandeira, deve achar que é o mais esperto, mas, na verdade, não passa de mais do mesmo. Não quer a melhoria do futebol brasileiro e sim que o clube dele tenha os recursos e domine junto com o Corinthians o país.

Entretanto, o pior é que dentro das Laranjeiras algumas pessoas acham que têm que ser assim.

Realmente não entendo parte da nossa torcida. Se incomoda com fatos pequenos e com as coisas sérias não consegue nem se indignar. Espero e torço para o presidente Peter não recuar. Que leve até o fim a divisão de cotas mais justa que seria o modelo inglês.

Que os demais clubes rejeitem essa proposta cretina e sem sentido.


André Horta
Sócio Proprietário e Membro do Esperança Tricolor

27 de novembro de 2015

Planejamento - Capítulo 2

Estimados Tricolores,


Dando sequência a divulgação do nosso planejamento para o período 2017-2019, hoje discutiremos o que pensamos com relação a ética que consideramos importante seguir no clube. Falaríamos também da organização que pretendemos propor mas para não ficar um texto extenso demais, faremos isso amanhã.

Porque resolvemos definir um código de ética? Porque esse é um tema que muito nos preocupa. Lendo o que definimos você perceberá que nada do que dizemos é novo ou surpresa. São regras sociais e de negócios que podem ser aplicadas em qualquer segmento e que nem deveriam ser escritas para ser aplicadas. Mas consideramos importante que as pessoas que venham trabalhar conosco no clube em uma eventual gestão em que estejamos envolvidos, entendam o que buscamos. Ninguém poderá dizer que foi enganado ou surpreendido em casos aonde apliquemos essas regras.

Hoje em dia o esporte de maneira geral está saindo do campo do amadorismo e entrando no campo da profissionalização. Se tornou um negócio de entretenimento e movimenta milhões. Obviamente aonde existe dinheiro existem tentações que devem ser diminuídas e implantar uma política de tolerância zero com relação aos desvios éticos é fundamental para quem preza pela correção. O Fluminense sempre foi reconhecido por sua excelência administrativa e respeito as normas e regras. E pretendemos reforçar isso ainda mais.

Um ponto importante é que a maneira em que pensamos a gestão do clube inclui uma regra básica: nós e nossos aliados somos responsáveis por tudo que aconteça durante a gestão. Não podemos tomar distância da gestão como se nosso grupo e aliados fossem entidades separadas da gestão. Nós faremos parte do conjunto e temos que ter a noção dessa responsabilidade.

Código de Ética proposto:

  1. Infrações ao código de ética do grupo serão analisadas pelo Conselho Diretor do mesmo e as punições poderão variar desde suspensão temporária das atividades até expulsão;
  2. Não se permitirá receber ou oferecer ou trocar favores com terceiros em detrimento ao Fluminense e as regras sociais e legais;
  3. Não se permitirá salvo as pessoas autorizadas, negociar, expressar opiniões, informar ou comunicar em nome ou representação do grupo;
  4. Nenhum membro do grupo de apoio poderá ganhar comissões ou presentes decorrentes de negociações para o clube;
  5. Nenhum membro do grupo está autorizado a ter dupla função que misture suas obrigações e responsabilidades com o clube e sua vida pessoal ou profissional;
  6. Todo profissional deverá passar pelo processo de contratação do RH e terá que seguir os processos estabelecidos pelo Estatuto do clube com relação a nomeações e responsabilidades, além da remuneração e prêmios associados a função exercida;
  7. Nenhum profissional do clube deverá receber comissões, participações ou qualquer benefício financeiro ou pessoal para contratação de fornecedores ou atletas ou de funcionários do clube;
  8. Não estão autorizadas as pessoas dedicadas exclusivamente ao clube a ocupação simultânea de outras atividades ligadas ao ambiente do clube, tais como representar outros clubes em quaisquer ramos, representar atletas, empresas ou entidades relacionadas ou que rivalizem com o clube;
  9. Somente as pessoas autorizadas ou com mandato dado pelo Estatuto do clube poderão expressar opiniões em redes sociais, mídias e imprensa em nome do grupo ou do clube;
  10. Os atletas e profissionais do clube terão seus salários e prêmios estabelecidos em comum acordo com seus representantes, o Diretor da área e Recursos Humanos de acordo com as políticas estabelecidas previamente e aprovadas pelo Conselho do Clube.

Percebam que tudo que está nesse código são normas correntes na sociedade principalmente considerando o momento que o país atravessa. Ser ético é uma obrigação e precisa estar no nosso DNA. E o Fluminense sempre foi assim e lutaremos para que em nossa gestão isso seja a realidade.

Para evitar mal entendidos, não estamos com isso dizendo que hoje em dia não seja assim, não estamos acusando ou nos referindo a nada ou a alguém em específico nem mesmo fazendo julgamentos ou ingerências. Apenas formalizamos as regras que seguiremos em uma eventual gestão.

Saudações tricolores!


Esperança Tricolor

26 de novembro de 2015

Planejamento - Capítulo 1

Estimados Tricolores,

Como prometido vamos começar a partir de hoje a apresentação do nosso planejamento lançado em 08/12/2014. Nosso objetivo ao lançar esse planejamento sempre foi motivar a discussão entre os tricolores e definir como preparar o Fluminense para os próximos anos, como construir o Fluminense para os desafios do século XXI.

Começamos pela importância de admitir que não temos resposta para tudo e nem somos os especialistas em todos os temas. Debater ajuda a crescer. Queremos melhorar e aprender sempre. A diferença entre planejar e ter sucesso é agir. Ter disciplina para implementar o que se planeja. O que normalmente falta nos clubes não são ideias mas sim tornar realidade o que se pensa. E isso requer algo simples: ação. E é esse o diferencial que propomos. Ser um grupo que age, que atua, que implementa o que promete. Esse é o nosso compromisso.

Na parte inicial falaremos da nossa Missão, Valores, Princípios e Compromissos.

Missão: Reconduzir o Fluminense ao seu lugar de destaque no cenário mundial, organizando o clube dentro de metas e orientações profissionais e éticas.

O que queremos dizer com isso? O Fluminense é uma potência mundial. Sempre foi. Mas hoje se comporta como um gigante adormecido. Deixou de ser o precursor e protagonista das ações e passou a ser o seguidor. O que copia os demais e obedece aos comandos. Reage sem ter sido o provocador da ação. Precisamos reconstruir esse nosso papel de protagonista maior do esporte brasileiro, sem esquecer nossa importância na sociedade.

Metas são importantes porque indicam se o seu plano está sendo bem executado e definem um norte, um ponto aonde chegar.

E profissionalismo e ética é algo cada vez mais exigido pela sociedade. Não existe mais espaço para os malandros, os que querem fazer da vida um balcão de negócios. É preciso respeitar as normas e leis, obedecer as regras de comportamento e ter uma postura decente diante de negócios e situações do cotidiano. Com isso não fazemos juízo de valor sobre ninguém e muito menos acusamos ou queremos levantar suspeitas. Apenas estamos afirmando como nosso grupo se comportará e o que exigiremos de nossos parceiros e apoiadores. Há uma linha tênue entre a ética e a permissividade. Nem sempre o que se interpreta como sendo  permitido, é ético. Há de se ter muito cuidado com isso.

Nossos valores são:

  • Respeito;
  • Profissionalismo;
  • Ética.

Sobre ética e profissionalismo já comentamos anteriormente. Falemos de respeito. O respeito é algo essencial nas relações. Não nos referimos ao malfadado “o respeito voltou” de vocês sabem quem. Mas sim de respeito de verdade. Respeitar os profissionais do clube, associados, torcedores, imprensa, grupos políticos de situação e oposição, federações, co-irmãos. Enfim, há de se respeitar todos os atores do nosso meio. E respeitar não significa abaixar a cabeça, mas sim agir com dignidade, sempre olho no olho, atuando com caráter e mantendo nossos compromissos e promessas. Acreditamos que a palavra vale mais que o papel escrito e assinado.

Nossos princípios:

  • Liderar a reconstrução do futebol brasileiro, trazendo de volta os craques e futebol arte que sempre nos caracterizou, com organização administrativa e seriedade;
  • Implementar o conceito walk the talk. Cumprir promessas e compromissos;
  • Respeitar a máxima: tudo pelo Fluminense, nada do Fluminense;
  • Relacionamento ético e profissional com todos os elementos ligados ao clube, incluindo sócios, funcionários, atletas, imprensa, fornecedores, parceiros, federações e demais clubes;
  • Atrair pessoas com altos valores éticos e morais competentes e dispostas a trabalhar pelo clube e seu sucesso;
  • Respeitar e resgatar as tradições e a história do clube;
  • Contratar profissionais por sua capacidade e valor agregado ao clube e não por laços pessoais ou interesses contrários aos princípios éticos.

E nossos compromissos:

  1. Auditoria completa para entender a real situação financeira, de infraestrutura, de processos e de recursos humanos do clube. Esclarecemos que não se trata de caça as bruxas mas sim entender o estado do clube e poder planejar as futuras ações;
  2. Resgate da boa administração símbolo da história tricolor, respeitando compromissos e atuando com claridade com todos os envolvidos;
  3. Auditoria externa anual para comprovar as boas práticas de gestão. Incluímos a auditoria externa sobre a nossa gestão, com a participação da Oposição a nosso grupo;
  4. Contratação de executivos reconhecidos no mercado para as Diretorias Financeira e de Marketing com salários compatíveis com a função exercida. Tal processo será conduzido de maneira transparente pelo RH do clube;
  5. Contratação de nomes reconhecidos e respeitados no mundo esportivo para as Diretorias de Futebol e Esportes Olímpicos;
  6. Resgate das tradições do Fluminense em Esportes Olímpicos começando pelos mais tradicionais como vôlei, basquete, natação, polo aquático, judô e handball. Incluindo projetos sociais com populações carentes e orfanatos;
  7. Recuperação da imagem do clube afetada pela campanha de vilanização associada aos rebaixamentos e viradas de mesa injustamente imputados ao clube;
  8. Investimento na recuperação de Laranjeiras, oferecendo aos sócios conforto e instalações dignas de um clube da importância do Fluminense;
  9. Orçamento individualizado por áreas com metas e obrigações claras para seus gestores;
  10. Profissionalização das divisões de base, respeitando atletas e familiares, através da contratação e/ou manutenção no clube de pessoas sérias e competentes que trabalhem dentro dos preceitos da ética e moral;
  11. Investimento em educação formal incluído no programa das divisões de base. Convênios com escolas e universidades para que o clube contribua na formação de cidadãos para a sociedade;
  12. Reforço dos planos de associação criando mecanismos de ampliação do mesmo e de aumento das receitas do clube através de programas de fidelização do torcedor;
  13. Construção de um Centro de Treinamentos para o Futebol Profissional, caso o atual ainda não esteja pronto;
  14. Criação de uma Comissão Técnica Permanente no Futebol Profissional;
  15. Implementação de uma nova metodologia de trabalho no futebol com um conceito uniforme desde a base;
  16. Implantação de um novo sistema de identificação de talentos para os esportes do clube, não só no futebol mas todos;
  17. Investimento na internacionalização do clube com objetivos claros e transparentes que visem valorizar a marca e trazer receitas novas;
  18. Criação de um plano de carreira para os funcionários do clube, além de revisão de salários e cargos;
  19. Liderar o futebol brasileiro na discussão da Lei Pelé, acordo com a TV, distribuição de receitas e programas de negociação de débitos;
  20. Valorização dos patrocinadores e revitalização da relação;
  21. Planejamento detalhado financeiro de como sobreviver as novas leis de mercado como por exemplo a proibição da FIFA a terceiros como donos de atletas;
  22. Revisão de contratos incluindo fornecedores de material esportivo, destinando verbas  a esportes olímpicos.
 Essa é a parte de hoje. Amanhã falaremos sobre nosso código de ética e a organização pensada.


Esperança Tricolor

25 de novembro de 2015

Muito prazer, somos o Esperança Tricolor!

Estimados Tricolores,


Desde que nosso grupo surgiu nos propomos a ser uma Oposição propositiva. Quem segue nossas redes sociais é testemunha de que fazemos as críticas mas sempre apresentamos soluções. Nossos textos estão todos aqui e no nosso blog como testemunhas.

Inclusive conforme pode ser constatado em textos antigos nossos, oferecemos ajuda a atual gestão cedendo parte de nossas ideias aos mesmos, por entender que o bem do Fluminense está acima de todos. Infelizmente fomos ignorados. Curiosamente algumas de nossas propostas até foram encampadas sem dar o devido crédito, o que faz parte do processo e nos orgulha (também temos posts no Facebook mostrando quais).

Quando lançamos nosso pré-candidato o ano passado, o fizemos numa reunião aberta, amplamente divulgada e na qual várias pessoas participaram. Nessa reunião, antes de falar em candidatura, apresentamos e esmiuçamos nosso planejamento. Para quem não nos conhece, esse plano foi lançado publicamente em 08/12/2014, exatamente para abrir as discussões e debates sobre o futuro do clube. Há quase um ano! Ou seja, não somos aventureiros que se lançaram sem saber o que fazer.

A partir de amanhã vamos publicar textos explicando cada um dos capítulos do nosso planejamento. Cobrimos todas as áreas de interesse para um clube gigante como o Fluminense:

- Missão e Valores;
- Código de Ética;
- Governança;
- Vice-presidência de Futebol;
- Vice-presidência de Marketing;
- Vice-presidência de Esportes Olímpicos;
- Vice-presidência Social;
- Vice-presidência Geral;
- Vice-presidência Administrativa e Financeira;
- Recursos Humanos;
- Relacionamento com Torcidas;
- Normas de campanha.

Começaremos apresentando nosso pré candidato e esclarecendo algumas inverdades que de tão repetidas podem virar realidade. Se lembrem que o nosso clube é vítima de muitas mentiras que de tão repetidas viram fatos. O mesmo acontece no caso do Horta e desmistificaremos isso.

Explicaremos também quem somos e o que pretendemos. Saibam que no nosso grupo há espaço para todos os tricolores de bem que valorizem o Fluminense e que tenham o clube acima de suas vaidades e interesses pessoais. Aproveitamos para convidar os tricolores a juntarem-se ao nosso grupo. Um grupo democrático e aberto.

Seguimos juntos. Lutaremos até o fim por um Flu melhor, vitorioso e organizado.


Esperança Tricolor.

23 de novembro de 2015

Os verdadeiros (ir)responsáveis.

Estimados Tricolores,


Ninguém pode nos acusar de tumultuar o ambiente. Decidimos esperar o jogo de ontem e o time se livrar do rebaixamento. Certamente agora começarão os factoides tentando convencer aos mais incautos a vibrar porque ao final de tudo não caímos. Dirão que num ano de reconstrução e dificuldades, terminamos sem feridas. O tal "ano positivo" do Mário Bittencourt. Será? Discordamos e muito.

Vivemos um momento de silêncio constrangedor. Vemos um gigante do futebol brasileiro adormecido. O vimos perdendo quase toda rodada. Um elenco fraquíssimo e desmotivado. Uma diretoria omissa. E a torcida quieta, talvez pensando que a ilusão do "gol sofrido não vai me abater" é a realidade de um clube vencedor e histórico. Derrotas fazem parte do esporte. Mas se resignar diante delas é para os fracos e pequenos. Amar a um clube não é se calar aos erros. Não é cantar sem parar somente. Também é cobrar, reclamar e criticar.

Vivemos uma época sombria num clube um dia democrático. Um clube que foi referência mundial. Hoje vivemos um ambiente de controle das massas, representadas por sua torcida. E os responsáveis por esse adormecimento não se resumem ao trio Peter, Mario e Simone, mais conhecidos pelo torcedor comum. Há um grupo de poder que atua nos bastidores e que é tão responsável quanto eles três.

Comecemos pela Flusócio. A Flusócio não é somente o grupo de apoio do presidente Peter. A Flusócio comanda o clube. A Flusócio é um grupo que surgiu com boas intenções. Seu plano era algo de primeiro mundo. Mas como sempre as pessoas estragam as ideias que elas mesmas têm quando deixam a vaidade e o ego falarem mais alto. A Flusócio foi quem inventou o Peter. E porque? Porque a conclusão de seus mentores políticos foi de que o tricolor quer como seu presidente alguém rico e bem sucedido. Alguém com uma carreira de sucesso que se mostre acima da mediocridade de nossas vidas normais. Daí surge o Peter, um herdeiro, advogado de sucesso e que fala bem. Certamente vocês já ouviram algumas pessoas dizerem isto em algum momento nas redes sociais.

Para ganhar a eleição a Flusócio resolveu se unir a outros grupos. Alianças são normais na política mas elas carregam um elo importante e que é algo que os líderes da Flusócio não conhecem: fidelidade. Para que uma aliança dê certo você precisa cumprir a sua parte. É o famoso "combinado não sai caro". E a Flusócio depois de eleita, por duas vezes, traiu alguns de seus apoiadores e não cumpriu com sua palavra. E porque? Porque alguns de seus líderes se julgam acima de todos, mais espertos, mais inteligentes e mais antenados com as necessidades do clube e se consideram águias das estratégias políticas.

Então o Peter não manda sozinho? Não. Quem participa influentemente do comando do clube na verdade é esse pequeno grupo que fica longe dos holofotes. São 5 pessoas do grupo de poder que não dão a cara a tapa. São nomes que você torcedor comum não conhece. Mas são eles quem decidem os destinos do clube que você ama, junto com o Peter e o Mário. São eles: Marcus Vinicius Ferreira Bittencourt e Thales Arcoverde, Presidente e Vice Presidente do Conselho Deliberativo, Pedro Abad, Presidente do Conselho Fiscal, Rogério Félix e Danilo Félix. Esses são os principais líderes do grupo de apoio e que são tão responsáveis pelo atual fracasso quanto o Peter e o Mário.

Eles estão presentes em cada ato tomado, quer seja por ação, quer seja por omissão. São responsáveis direta ou indiretamente pelas contratações do elenco, pelos gastos do clube, pelo desleixo com a sede social e o abandono do Esporte Olímpico, antes orgulho de qualquer tricolor de bem. Podem não estar diretamente envolvidos, mas validam as ações ou porque indicaram quem ocupa a pasta, ou porque aprovaram as nomeações, ou porque protegem e defendem todo ato feito por essas pessoas.

Eles, ao lado do Peter, Mario e Fernando Simone, são pessoas que não se lembram que comandam um clube super tradicional e mais que centenário. Acham um saco ir ao clube, falar com sócios, discutir com torcedores e dar satisfações aos conselheiros e pessoas que se preocupam com o FFC. Sugam as energias do clube, destróem uma paixão e depois, como se fossem homens que não honram as calças que vestem, exercem o perigoso jogo da omissão, da falsidade, o famoso "tirar da reta", culpando outros por seus fracassos.

Ao longo do ano tivemos vários culpados, nunca eles. E agora elegeram novos: Mario Bittencourt e Fernando Simone. Jogam sobre eles a culpa por tudo. Como se esses dois estivessem no cargo por obra do Divino Espírito Santo. Não estão. Estão lá porque eles, os cardeais do grupo de poder os colocaram. E porque os atacam? Será que brigaram? Não é traição atacar antigos aliados?

Você ficou com raiva do Muricy Ramalho quando ele disse que o Flu estava cheio de ratos? Será que ele se referia a ratos de verdade? Será que ele se referia a pessoas? A tipos que usam o Fluminense como plataforma para suas vaidades pessoais, para seus pensamentos políticos toscos e obsoletos, será? Pessoas que não estão preocupadas com o sucesso do clube. Pessoas nas quais você torcedor comum não deveria confiar para controlar seu clube. Será que era isso? Já parou pra pensar? Pois pense!

Se você pensa que a administração do Peter está sendo fantástica, nos desculpe. Você não sabe muito do que se passa no clube. Essa administração é melhor que a anterior, que foi um verdadeiro desastre, mas é ruim, muito ruim. Fora o excelente trabalho de Xerém, o resto é um fracasso total. Uma gestão que se especializou em factoides e em manipular o torcedor nas redes sociais com historinhas. E com isso influenciam seu pensamento.

Torcedor, desculpem-nos a agressividade, mas nos fazem de otários. Está na hora de dar um basta. Se não quiserem, não votem na gente. É seu direito democrático escolher em quem votar. Votem em qualquer um. Sem problemas. Mas não aprovem esse tipo de pessoas. Não deixem que eles fiquem mais 6 anos no poder. Será a destruição total e completa do nosso amor maior, o Fluminense FC.

Felizmente ainda existem pessoas no clube que guardam suas origens e que não colocam suas vaidades pessoais acima do Fluminense. Clamamos que essas pessoas nos ajudem a cobrar seriedade e clareza. Chegou a hora de exigir que se exponha aos conselheiros e sócios quem são os PJ's. Quanto ganham. O que fazem. Porque foram contratados. Que benefícios trouxeram ao clube. Nos ajudem a trazer a tona tudo que cerca os comissionamentos pagos e a pagar, os acordos com atletas e empresários, o novo contrato do Maracanã. Nos ajudem a salvar o Fluminense de dentro pra fora. Nos ajudem a proteger nossa história. Não permitam que um grupo de irresponsáveis nos destrua. Todos sabemos a tormenta que se acerca do clube no fim do ano. Todos sabemos, até as coxinhas do antigo Bar do Fidélis, o que virá. Não permitamos. Sejamos tricolores de verdade.

São 13 pontos em 51 possíveis no returno. 18 derrotas em 36 jogos. Um desempenho fraquíssimo. E o blog da Flusócio no seu novo estilo "comigo não tá". Fazendo textos atacando a gestão, atacando o futebol. Traíras. Irresponsáveis. Está com vocês sim. Consertem seus erros enquanto ainda há tempo. Sejam homens. Um homem decente assume seus erros e os corrige. Façam isso.

O Esperança Tricolor não vai desistir do Fluminense. Exigimos respeito a nossa história, a nossa torcida, aos sócios e atletas. Se a Flusócio, Peter, Mário, estão cansados do clube, saiam. Melhor ser digno e se afastar do que seguir com esse trabalho de destruição de uma lenda do futebol brasileiro. Nós vamos cobrar e muito. Contamos com todos os sócios, conselheiros e torcedores que assim como nós não vão cruzar os braços. Lutaremos até o fim!


Esperança Tricolor

13 de novembro de 2015

Alerta aos "Escouteiros"

Estimados Tricolores,


Em qualquer área, o sucesso de uma equipe é fruto de um ciclo. Uma equipe vive de fases: formação, amadurecimento, auge, decadência e renovação. E o Fluminense vem pecando justamente na renovação de elenco. Depois de viver grandes conquistas entre 2010 e 2012, o clube parou no tempo. Nos últimos três anos, o Flu não brigou por título algum e, para piorar, passou vexame seguidas vezes dentro e fora de campo, como nas derrotas vexatórias para América-RN, Chapecoense e Horizonte, no teatro promovido por Mario Bittencourt em 2013 e nas contratações de Drubscky e Ronaldinho Gaúcho.

Com 150 milhões de faturamento, a maioria dele proveniente do futebol, era de se esperar que o clube desse a devida importância ao seu principal propósito. Entretanto, o trio Mario Bittencourt/Peter Siemsen/Fernando Simone não entendem assim. O tão alardeado “scout” é formado por voluntários. Pessoas do bem, que se submetem a trabalhar gratuitamente pelo Fluminense, mas que não recebem os recursos necessários nem são preparados para a fundamental função que desempenham. Isto exposto, entende-se as fracassadas contratações para esta temporada e as anteriores. O Corinthians, provável campeão brasileiro, possui 18 funcionários dedicados unicamente ao setor, três deles exclusivamente para as categorias de base.

Entre 2013 e 2014, o Fluminense contratou Edson, Walter, Marcelinho das Arábias, Guilherme Mattis, Felipe Garcia, Chiquinho, Fabrício, Monzón, Rhayner, Henrique, Wellington Silva e Felipe. Destes, apenas Edson e Wellington Silva (este com alguma boa vontade) trouxeram retorno.

Em 2015, com a dupla imbatível Mario Bittencourt e Fernando Simone e a super equipe de scouters voluntários, as contratações se tornam ainda mais absurdas. Antonio Carlos, João Filipe, Magno Alves, Artur (Nova Iguaçu), Breno Lopes, Renato, Victor Oliveira, Guilherme Santos, Lucas Gomes, Marlone, Julio Cesar, Jonathan, Osvaldo, Ronaldinho Gaúcho e Wellington Paulista, além das trapalhadas com a renovação de Cristóvão Borges e as contratações de Ricardo Drubscky, Enderson Moreira e Eduardo Baptista para o cargo de treinador.

Estranhamente, quem recebe para defender o clube em ações contratuais é o departamento jurídico, do advogado Mario Bittencourt, o mesmo que realiza as contratações. Mas este conflito ético é seguidamente ignorado pela Flusócio, dona do Conselho do Fluminense e grupo político de Peter, Mario e Simone.

Com os rumores das contratações de Matheus Ferraz, o zagueiro de 30 anos que não sabe desarmar e que felizmente renovou com o Sport e Felipe Amorim, o meia que não serve para o Goiás mas serve para o Fluminense, decidimos tentar ajudar indicando nomes viáveis que podem realmente ser úteis, tendo em vista que nosso grupo sempre se pautou em não somente apontar o dedo para os problemas e sim apontar as soluções que julgamos correta para os mesmos.

Deixo claro que os jogadores citados são unicamente da série A do campeonato brasileiro e um departamento de futebol como o do Fluminense deve estar atento à todas as séries e também no mercado exterior.

Dentre o que foi apresentado ao longo do campeonato e excluindo-se os jogadores "impossíveis" , essas são as opções selecionadas por mim:

Goleiros:
Sem necessidade.

Lat Esquerdo:
Rene - Sport;
Gilson - Ponte preta;
Dener assunção - Chapecoense.

Lat Direito:
Rodinei - Ponte Preta;
Eduardo - Atlético Paranaense.

Volante:
Otávio - Atlético Paranaense;
Paulo Roberto - Figueirense.

Meia:
Nikao - Atlético Paranaense;
Camilo - Chapecoense;
Cardenas - Atlético MG.

Atacante:
Erik - Goiás;
Bruno Henrique - Goiás;
Clayton - Figueirense;
Rafael Marques - Palmeiras.

Sei que lista de jogadores é bem subjetiva e cada um tem seu gosto pessoal, mas acredito que dentre as opções e seguindo o critério adotado essas seriam boas escolhas para o elenco do Fluminense que necessita de uma reformulação BEM FEITA! Diferente do que ocorreu esse ano.

Saudações tricolores!


Marcelo Souto

Sócio contribuinte e membro do Esperança Tricolor.

11 de novembro de 2015

A palavra do Esperança Tricolor

Estimados tricolores,


Desde que criamos o Esperança Tricolor um dos nortes que definimos é que dialogaríamos com todos os grupos. Decidimos focar no presente e no futuro e com isso ter a chance de conhecer as ideias de cada um sobre como melhorar o clube. Apresentamos nosso planejamento e um projeto claro para o próximo triênio e abrimos o diálogo com a intenção de aprender visto que não somos os donos da razão.

Queremos contribuir para que o Fluminense se torne um clube profissionalizado, em que seus sócios, torcedores e funcionários se sintam bem em estar. Um clube vitorioso em todos os esportes, tanto no futebol quanto nos esportes olímpicos. Que funcione corretamente, respeitando as regras de mercado, as leis e as demandas dos principais participantes. Respeitando co irmãos, imprensa e federações, mas se impondo e  se fazendo respeitar também. Contribuindo para a melhoria do futebol brasileiro e a recuperação da nossa tradição maior, o futebol, sem esquecer que somos um gigante que deve ser escutado e respeitado.

Nessa linha, desde Novembro de 2013 quando oficialmente lançamos o grupo, nos reunimos com várias correntes do clube quer sejam grupos constituídos quer sejam sócios independentes. E seguiremos conversando com todos. Obviamente alianças são normais em qualquer processo político e no momento oportuno nos aliaremos a grupos e pessoas com os quais tenhamos alinhamento de pensamentos e ideias.

E não vamos nos aliar priorizando qualquer outra coisa que não seja a maneira de pensar, planejar e construir o Fluminense de hoje e de amanhã. O “nome” do candidato é importante mas não deve ser considerado como fator preponderante. É fundamental entender a importância de um projeto sério e viável, associado a um planejamento correto. Nós temos nosso pré candidato, André Horta, um nome novo, sem vícios e disposto a trabalhar pelo Fluminense de maneira ética e honesta. Mas se concluirmos que existe um outro candidato com mais preparo e competência para implementar o que pensamos correto, não hesitaremos em apoiar.

E entendemos que ganhar ou perder faz parte do processo. Nos preocupa mais o caminho a seguir para chegar no destino que queremos. Ganhar a eleição será consequência desse esforço.


Esperança Tricolor

9 de novembro de 2015

Cautela nunca é demais. Coerência mais ainda!

Estimados Tricolores,


É hora de reformulação no futebol mas é preciso começar de cima com as saídas do Mario Bittencourt e Fernando Simone.

Perdulários e incompetentes, gastaram o pouco dinheiro disponível com contratações equivocadas e os resultados nas seis competições disputadas (Copa do Brasil e Brasileiro 2014, Florida Cup, Estadual, Copa do Brasil e Brasileiro 2015) demonstram o fracasso dessa gestão. A dupla tem uma performance muito baixa que se fosse imputada a treinadores, certamente geraria demissões.

Após a dispensa dos dois é necessário reformular o elenco para corrigir os erros deles. Uma especulação que nos preocupa é sobre a saída do Cícero. Justamente quando temos um treinador que encontra a posição para o jogador em campo fazendo com que ele cresça de rendimento e seja um dos destaques do atual irregular time, se fala em sua negociação. Se isso acontecer, será mais um dos absurdos dessa gestão.

Mesmo cientes de que esta época do ano é tomada por especulações, o Esperança Tricolor acha que perder o Cícero seria um revés muito grande e sugere que se encontre uma solução financeira (como, por exemplo, foi feito com a relação de patrocínio Frescatto/Fred) para que o clube não perca um jogador de grande capacidade técnica.


Esperança Tricolor

8 de novembro de 2015

Faxina geral. Parem de brincar com o Fluminense!

Estimados tricolores,


Antes de ler esse texto, recomendamos que ao final dele, vocês acessem o link abaixo. É o texto da Flusócio, grupo da situação e que apoia o Presidente Peter, o Vice-presidente Mário e o Diretor Fernando Simone. Para quem não sabe, a Flusócio não é Oposição. Ela é parte de tudo que vemos no clube.

http://www.flusocio.com.br/mais-uma-noite-de-vergonha/

Mais uma derrota de um clube que parece ter uma diretoria e uma parcela de sua torcida acostumados a isso: perder. Na gestão Mário Bittencourt isso foi o que mais vimos, derrotas e vergonhas. Fomos eliminados do fraco Estadual que mesmo com toda manipulação tínhamos obrigação de ganhar, fizemos campanha irregular no Brasileiro de 2014, fomos eliminados de maneira vergonhosa da Copa do Brasil de 2014 em pleno Maracanã por um time de segunda divisão, tivemos péssima campanha no Brasileiro desse ano. A tábua de salvação que usam foi ter saído da Copa do Brasil 2015 nas semifinais e prejudicados. Se esquecem que já entramos nas fases finais e se contentam com o quase.

Mas esse é o perfil atual. Se contentar com pouco. Celebrar não cair. Celebrar não ter sido tão humilhado sem a Unimed. Essa é a justificativa. Segundo entrevista do Mário esse ano foi positivo. Ou seja, chamou a torcida de burra e apequenou um gigante do futebol brasileiro. Positivo pra quem? Só se foi para ele que graças ao Fluminense é o que é.

Para explicar ao Mário e aos que compram qualquer lenda inventada por essa gestão e pela Flusócio, que talvez devesse se chamar Flasócio porque tricolores não parecem ser, o Fluminense nasceu em 21/07/1902. Até a chegada da Unimed foram 96 anos de glórias e de construção de um dos maiores clubes do mundo. Uma história repleta de ídolos, craques, títulos e grandes dirigentes. Pessoas honradas que trabalhavam por amor ao clube. Alguns desses dirigentes e atletas não tinham o Fluminense como sua principal fonte de receitas.

Não se engane o Mario, crescido na década de 90, pensando que aquele Flu de 96-99 era o Flu histórico. Não era. Foi uma época difícil. Sim, foi. Mas só um clube como o nosso conseguiria ressurgir depois de jogarem ele no poço mais escuro. A Unimed ajudou? Claro que sim. Hoje em dia é necessário um patrocinador? Claro que sim. Mas esse ano e na gestão Mário o que vimos foi uso incompetente do dinheiro e não a falta dele.

Entendam os que acham que torcer pro Flu é bater palmas para tudo. Somos um clube de 150 milhões de receita. Com o orçamento atual do futebol podemos montar com a mescla Xerém, jogadores experientes e apostas de verdade, um elenco capaz de brigar por título sempre. O Flu se acostumou a "timinhos" que de timinhos não tinham nada. O Flu era tipo o Corinthians atual que consegue ser campeão com Vagner Love no ataque. Um time aguerrido, batalhador que misturava esses três ingredientes acima para vencer.

O Fluminense do Mário não é nada disso. Jogou dinheiro fora com péssimas apostas. Investiu num fanfarrão para ser seu trampolim aos holofotes, Ronaldinho. Não conseguiu, até porque não sabe como e seu ego e necessidade de ser a estrela não permitem, montar uma comissão técnica permanente ,profissional e gabaritada grande diferencial dos clubes vencedores nesses tempos de jogadores medíocres.

Ao invés disso, trouxe além de um péssimo elenco, uma CT permanente limitada e nosso clube se tornou um saco de pancadas. Conseguiu o impensável ao trazer treinadores fracos e insossos, 4 em sequência. Enfim, se mostrou incompetente para gerir o futebol de um gigante.

O símbolo dessa gestão é o zagueiro Gum. Ninguém representa melhor nosso momento. Agradecemos a tudo o que ele fez no passado. Foi fundamental, apesar de no título de 2010 ter contado com um sistema tático que o protegia. Mas sim. Se deve reconhecer seu passado. Só que seu presente é horrível. Falha repetidamente em lances básicos e ao falhar aponta para os outros como se a culpa não fosse dele. Estamos falando do Gum e não da gestão Mário que adora ao errar colocar a culpa nos outros, na Unimed, oposição, etc. Nunca eles erram. Nunca fizeram nada de mal.

Um treinador com o aproveitamento da dupla Bittencourt/Simone já teria sido demitido. Mas infelizmente o Fluminense é vítima de um projeto de poder. A eleição do Mário a presidente está acima de tudo. Ele não pode sair do holofote. Projeto de poder, essa é a causa. Um projeto criado para inventar um novo clube. Que rasga e desrespeita sua história. Um Fluminense arrogante, vaidoso, ególatra, que acha que está acima de tudo e de todos, incluindo seus sócios e seus apaixonados torcedores. Um Fluminense que aceita derrotas e se conforma com o fracasso.

Por favor tragam nosso Fluminense de volta! Fora Mário Bittencourt e Fernando Simone.


Esperança Tricolor

2 de novembro de 2015

Presidente, faça História!

Estimados Tricolores,


Grande vitória ontem e excelentes atuações do grupo nos últimos jogos. Feliz 2016 a todos! Agora é hora de falar sério.

Apesar de discordarmos e acharmos uma inversão de valores absurda que um elenco de profissionais jogaria mal e perderia jogos se a diretoria fosse criticada, nosso grupo decidiu respeitar o momento do futebol e dentro do possível se calou. Mas passado o sufoco no Brasileiro e terminada nossa passagem na Copa do Brasil, agora é o momento de falar do que importa: como melhorar nosso Fluminense.

O presidente Peter inicia seu último ano a frente do clube. É digno afirmar que fez algumas boas ações e que foi uma gestão melhor do que a anterior. Tentou organizar o clube e dentro do possível conseguiu alguns êxitos. Mas a soma de erros ainda é muito alta.

A principal delas foi ter deixado que seu grupo decidisse quem serve e quem não serve e loteasse o clube numa autêntica estratégia política que vimos semelhante no país nos últimos anos. Muitos falam em ação entre amigos. Nós preferimos confrontar os conflitos éticos, grande problema da atual gestão. Muitas decisões, nomeações e contratações foram feitas no limite da ética. São ilegais ou desonestas? Não. Mas certamente incluem conflitos que devem ser evitados. E para o próximo ano esperamos um foco na profissionalização do nosso carro-chefe, o futebol.

Para começar essa profissionalização é ponto chave o afastamento imediato do Mario Bittencourt pelo conjunto da obra. Teve dois anos de péssimos resultados e não conseguiu com e sem o auxílio da Unimed, montar um elenco equilibrado e decente.

Foi colocado na pasta obviamente para formar o sucessor do Peter mas fracassou retumbantemente. E ele pode ser o candidato a presidente como qualquer sócio apto. Sem problemas. Pode ser o VP jurídico, o que duvidamos que aceite porque assim não seria remunerado e perderia uma fonte importante de receita. Pode manter seu contrato, então. Ele é um brilhante advogado. Mas não serve como VP de Futebol.

Para ser VP dessa pasta não basta ser amigo de jogador, simpático ou ter boa oratória. É preciso entender de futebol. E no quadro de associados o presidente pode encontrar várias opções melhores preparadas. Pessoas que se interessam em ajudar o clube, sem vaidade, sem arrogância e sem exibicionismo.

Trocado o VP, é necessário profissionalizar a diretoria de futebol. Contratar um diretor experiente e que conheça do assunto. Outra vez, no mercado existem vários nomes com o perfil necessário e inclusive alguns que talvez sejam apostas mas que funcionariam muito melhor do que o atual diretor, tais como  ex-jogadores com formação em gestão ou treinadores experientes.

Em seguida é essencial formar uma comissão técnica permanente de primeira grandeza. Nomes de ponta como Carlos Pracidelli para preparação de goleiros, Fabio Mahseredjian para parte física, manutenção do Nilton Petrone, devem ser prioridade. Contratação de um supervisor competente, por exemplo o Fernando Gonçalves que trabalhou no clube em 2007-2008. Vinda de um assistente técnico com boa formação, como por exemplo o treinador Marquinhos Santos.

Com relação ao treinador, até se pode manter o treinador Eduardo Batista, boa aposta por enquanto. Apesar de vermos o exemplo do Tite mostrando que no insosso e inábil futebol brasileiro, um treinador de ponta faz a diferença. O Fluminense é uma outra prova, visto os títulos com Muricy e Abel.

Da onde viria o dinheiro? Da reformulação inteligente do elenco. Para isso é necessário investir numa equipe de profissionais de scout que sejam funcionários do clube, recebam bonificações por sucesso e tenham acesso a ferramentas modernas.

Jogadores como Renato, Arthur, Victor Oliveira, Antonio Carlos, Henrique, Breno Lopes, João Filipe, Lucas Gomes, Wellington Paulista e Magno Alves não tem condições técnicas nem de sequer fazer parte do elenco. Para ter esses jogadores, melhor apostar em Xerém. Jogadores como Breno, Nogueira, Ayrton, Leonardo, Marlon Freitas, Rafinha, Eduardo, Robert, Paulinho, Biro-Biro, Euler, Samuel, valem muito mais como apostas do que os atuais profissionais.


Temos o caso do zagueiro Gum. Merece respeito pelo seu passado mas não tem mais condições de jogar num clube como o Flu. Que receba uma placa de agradecimento e siga seu caminho. Muito obrigado por tudo.

Nas mãos de uma comissão competente um elenco como o postado abaixo renderia muito:

- Goleiros:
Cavalieri, Julio Cesar e Marcos Felipe;

- Laterais:
Wellington Silva, Jonathan, Breno, Giovanni, Leonardo e Ayrton;

- Zagueiros:
Marlon, Nogueira e 4 reforços;

- Volantes:
Edson, Pierre, Jean, Rafinha, Marlon Freitas, Douglas e Cícero;

- Meias:
Vinicius, Scarpa, Eduardo, Robert, Higor e 1 reforço;

- Atacantes:
Fred, Samuel, Marcos Junior, Osvaldo, Paulinho, Euler e Biro-Biro.

Um elenco que com 3 ou 4 bons reforços mais experientes pode render.

Enfim, com vontade e disposição e gastando o mesmo orçamento atual é possível montar um bom grupo. Mas para isso o presidente precisa querer.


Esperança Tricolor

22 de outubro de 2015

Arbitragem de Porco

Estimados tricolores,


Grande jogo. Um dos melhores do Fluminense esse ano.

No primeiro tempo vimos um time bem posicionado, agressivo, rápido. Com uma excelente saída de jogo aonde os zagueiros abriam, os laterais se aproximavam e Jean e Cícero davam a qualidade no passe ou nas arrancadas pelo meio dos atacantes do Palmeiras. Palmeiras esse que não se defendeu somente e ameaçou em alguns bons contra ataques. Mas ontem era dia do Fluminense. Um primeiro tempo primoroso em que o placar ainda foi generoso com o Palmeiras. Se terminasse 4 x 0 não seria exagero.

Vem o segundo tempo e com ele um novo Flu. Temos um elenco a conta do chá. Com a saída do Fred, nosso time desmoronou. Perdeu a referência no ataque, mudou o estilo de jogo e perdeu muito na frente. Magno Alves não tem condições de jogar num time de série A. É um bom jogador para série B. E com sua entrada, acabou nosso ataque. Perdeu um gol feito por tomar a decisão errada de tocar para o impedido Marco Junior. E com isso deixamos de matar no Rio um jogo fácil e controlado. De bom no segundo tempo a manutenção das duas linhas de 4 jogadores, muito bem postadas.

Cícero, Jean, Fred, Scarpa e Marco Junior foram os destaques do Flu. Mesmo jogando abaixo no segundo tempo, ainda poderíamos ter decidido a classificação. Perdemos ótimas chances. Mas futebol é assim mesmo.

Ah, e sobre o árbitro? Não temos e ninguém conseguirá provas de que entrou em campo decidido a ajudar o Palmeiras. Mas alguns fatores levantam dúvidas sérias. Leandro Vuaden é reconhecido por ser um árbitro que tenta seguir o modelo europeu. Não para o jogo, não dá faltinhas e não é fã dos cartões. Deixa o jogo correr. Tudo que não vimos ontem. Ontem vimos um Vuaden parando o jogo o tempo todo, enchendo os defensores do Flu de amarelos, invertendo faltas e evitando punir aos jogadores do Palmeiras.

O Flu deve reclamar disso e não do pênalti, que não aconteceu. Focar no pênalti é deixar que se discuta um lance e se perca o todo. O conjunto da obra. No total do jogo, ficou clara a tendência a favor dos paulistas. Se isso é algo premeditado e orquestrado por algum dirigente, então, tememos pelo segundo jogo. Se no Maracanã foi assim, imaginem em SP?

Enfim, o Fluminense é assim. Esperamos que os jogadores entendam e respeitem nossa história. Nas dificuldades nos superamos. O Fluminense é como Fênix. Sempre ressurge das cinzas. Que na próxima quarta o time se supere outra vez e consiga na garra e no coração trazer o resultado. Se Deus quiser com o Fred em campo.

PS: ótimo desabafo do Presidente Peter na imprensa. Errou ao partir pra cima do juiz. O correto é pressionar publicamente na imprensa e sem alarde, numa sala fechada na CBF. Del Nero é torcedor do Palmeiras. Sérgio Correa dizem que é corintiano. Seja esperto Peter!


Esperança Tricolor

20 de outubro de 2015

Amanhã é dia de estar no Maraca

Esperançosos Tricolores,
      

Seis anos depois da histórica classificação contra o Cerro Porteño pela Copa Sulamericana em 2009, o Fluminense volta a disputar uma semifinal de uma competição relevante. O adversário nesta quarta-feira é o perigoso time do Palmeiras, que apesar de irregular conta com um elenco qualificado e um treinador que venceu os dois últimos campeonatos brasileiros. O primeiro jogo do confronto é mais do que importante e torna-se fundamental que o Maracanã esteja lotado, com o apoio incessante de nossa torcida.

Ainda que não estejamos matematicamente livres no próprio Brasileiro, fruto principalmente de uma campanha muito ruim no returno, vencer a Copa do Brasil será a salvação de um ano bastante conturbado dentro e fora de campo. Nesse sentido e considerando o histórico recente do Fluminense e do seu atual treinador, jogar a primeira partida em casa se configura num trunfo importante, objetivando um resultado que nos dê tranquilidade na partida de volta, agora confirmada para o Allianz Parque.

Portanto, não é hora de se pensar no complicado horário das 22 horas, nem de lembrar que existe TV aberta. Precisamos deixar o Maracanã abarrotado de tricolores e vivenciar novamente as quartas-feiras históricas do período 2007-2009. Independente de questões políticas, insatisfações gerais ou similares, o Fluminense precisa de nós, e é a hora de darmos essa resposta!

Saudações sempre Tricolores!


Danilo Jeolás
Sócio-Contribuinte e Membro do Esperança Tricolor

10 de outubro de 2015

Inversão de Valores

Estimados Tricolores,


Vivemos um momento de questionamentos e de transformação em nossa sociedade. O avanço da tecnologia encurta distâncias e acelera fatos. Daí a sensação de que o dia passa muito rápido e de que não damos conta de tudo. E isso gera um acúmulo de informações que atropelam o pensamento. A pessoa nem mesmo consegue fechar uma conclusão sobre algo, já surge um novo assunto. Vivemos a sociedade do imediatismo.

E quando esse atropelo vem somado a paixão, a sentimentos, piora. A emoção nubla o racional e reagimos como animais que somos. Assim fazemos quando o tema em discussão é o Fluminense, nosso amor e maior paixão para alguns depois da família.

Vivemos um momento conturbado da nossa história. Um clube de tanto sucesso e que construiu o futebol brasileiro, foi tomado por um grupo que pratica a manipulação nas mídias sociais e que prega e aplica o isolamento, afastando quem pensa diferente e não se abrindo a novas ideias. São personalistas e arrogantes ao pensar que somente eles são do bem, entendem de Fluminense e querem o melhor pro clube. Aplicam o que há de mais vil na atual sociedade que é a manipulação das massas, deturpando fatos e construindo situações inexistentes mas que ao serem espalhadas por seus soldados na internet, tomam vulto de verdade. Soldados esses que são tão covardes ao ponto de não se identificarem. Não dão a cara a tapa. Não se expõem.

Já a dita Oposição, aparece. Seus líderes e pares externam claramente suas opiniões e gritam alto e publicamente quando necessário. Não brincam com algo que nos é tão caro: o Fluminense. Não manipulam, não fogem da luta. Não vestem a fantasia de cordeiro, quando por baixo são lobos. Não se fazem de bonzinhos para o público e vivem para o Fluminense sem pedir nada dele em troca dessa dedicação. O que o torcedor prefere? O falso que se esconde e diz o que você quer ouvir, manipulando seu pensamento e deformando sua visão? Ou o sincero, obviamente desde seu posicionamento, que reclama, critica e se expõe, mas tenta alertar para o que está errado? Preferem o elogio falso? A mentira?

Ontem vimos um excelente exemplo disso. A denúncia veiculada pelo jornal O Globo sobre a situação do Sr. Mário Bittencourt. Analisemos os fatos.

A maior indignação foi sobre o momento, considerado inoportuno diante da ameaça cada vez maior, e ignorada por muitos que não deveriam, de rebaixamento, aliada a classificação as semifinais da Copa do Brasil que pode salvar um ano pífio.

A situação no seu afã de manipular o torcedor se aferra ao discurso de que esse é um ano de reconstrução e por isso a dificuldade e os péssimos resultados. Omitem do torcedor o grande fluxo de receitas e o péssimo aproveitamento do mesmo, aplicado em ações entre amigos com a contratação de pessoas de acordo com a afinidade com o grupo de poder num quebra cabeça político de corar o Congresso Nacional.

Além disso, escondem que aplicaram esses recursos na contratação de jogadores ruins, usando critérios técnicos questionáveis (lembrem-se da declaração do Mario de que o Magno era seu ídolo de infância como se isso justificasse algo). E jogador ruim traz prejuízo. Você gasta mal o seu orçamento ao não ter benefício técnico. Hoje temos milhares de reais desperdiçados em jogadores afastados por razões geradas pela falta de comando reinante, aonde o chefe acha que deve ser amigo íntimo dos empregados, numa situação de intimidade e idolatria que destrói a capacidade de gestão e disciplinamento do grupo, resultando em brigas, discórdias e formação de um grupo dominante que dita as regras por critérios não técnicos.

Então o momento era ruim? Talvez sim. Mas será que os jogadores deixarão de produzir em campo por causa da matéria do Globo? Se sim, vivemos um momento realmente único no qual o Fluminense não importa para os jogadores mas sim o Mario Bittencourt e o cenário político. Ou seja, jogadores que ganham fortunas, além de perderem a motivação como fizeram esse ano por temas como falta de bicho, também deixarão de jogar porque seu VP foi denunciado. Será mesmo? Então jogam por quem? Pelo torcedor? Pelo clube? Ou por seu amigo que os agrada com o que o clube lhe permite oferecer? Desculpem mas total inversão de valores. Conquiste o respeito dos jogadores porque os respeita e não porque os trata como amigos. A relação pode ser fraternal mas exige liderança e respeito ao clube, aos seus poderes e a sua torcida.

A crítica deve se basear na legalidade  e na ética do acordo denunciado. Pode ser legal juridicamente mas será correto? O clube tem um estatuto. Claro e inquestionável. E que não permite a remuneração de VPs. É correto? No nosso entendimento não. Mas é a regra. Quem assume o cargo sabe que é assim. E isso que deve ser discutido. Ah mas ele não ganha como VP, dirão. Verdade. Mas acumular cargos é correto? Pode ser legal mas é ético?

Acreditamos que o escritório defenda o clube. Ótimo. Mas como foi contratado? Houve concorrência? Estamos seguros de que é a melhor opção? Porque esse e não outro? Há conflito de interesses? Foi aprovado e discutido com os conselheiros ou foi simplesmente tal qual se fez no orçamento de 2015, discutido dentro do grupo de poder?

A moda agora é dizer que tudo é político, que tudo é culpa da oposição. Manipulação do torcedor. Como se a situação não estivesse em campanha, vide a contratação do Ronaldo, totalmente eleitoreira e feita para jogar holofotes no candidato do poder, o VP de futebol, e vide também as declarações em redes sociais dadas pelo grupo, claramente sugestionadas e não espontâneas.

Sem citar o teatral abraço ao Wellington Paulista, vídeos de bastidores com lágrimas forçadas e alegria artística, temperados por entoação isolada de música de torcida após a vitória sobre o poderoso Madureira, com um constrangido jogador tentando apoiar, numa clara construção de uma personagem, de um líder do povo que não existe. E tudo começou, a campanha eleitoral, a construção desse líder forçado, com a teatralização excessiva do julgamento de 2013, totalmente desnecessária por ser causa ganha, destruindo a imagem do clube e expondo a ataques e constrangimentos o torcedor comum.

Nosso grupo seguirá a linha de sempre. Não precisamos dizer aos quatro ventos que somos de arquibancada e que vemos os jogos com nossas famílias. Somos torcedores presentes e seguiremos sendo. Seguiremos torcendo pelo sucesso do clube. Seguiremos lutando por isso. Mas não nos calaremos e não descansaremos enquanto esse mal que assola e assombra nosso Fluminense, seguir no poder. Queremos um Flu forte, vencedor, organizado e democrático. Tudo que não é hoje. Abra o olho torcedor. Não compre gato por lebre.


Grupo Esperança Tricolor

7 de outubro de 2015

Sangue de Uruboi

Esperançosos Tricolores,


Na expectativa pelo retorno do Campeonato Brasileiro, em que ainda precisamos de pontos para não passarmos por nenhum susto e principalmente pelas semifinais da Copa do Brasil, em que estamos a 4 jogos de um fundamental bicampeonato, fomos sacudidos ontem com mais um episódio surreal envolvendo a interminável e inacreditável Gestão Peter Siemsen.

Após o clube ser acusado de modo leviano pelo ex-presidente da Portuguesa Ilídio Lico, de ter comprado colaboradores do clube paulistano objetivando a escalação irregular do meia Héverton, acertadamente a direção tomou as medidas jurídicas cabíveis contra o tal cidadão, já que a imagem do Fluminense ficou ainda mais comprometida. Na verdade, impetrar uma ação foi até algo surpreendente considerando o histórico deplorável da administração atual no que diz respeito à defesa institucional do clube.

Coincidentemente após a "condenação" do Flamengo pelo TAS, agora sem direito a mais nenhuma instância recursal, o ex-presidente Lico procurou o Presidente Siemsen no intuito de se desculpar e evidentemente tentar escapar de uma condenação líquida e certa. Segundo o mesmo, a declaração falsa contra o Fluminense foi feita sob efeito de doses de vinho, isso mesmo, fomos submetidos a uma "enoacusação". E o mais impressionante foi que o mesmo ainda cometeu o disparate de proferir que "o Fluminense aproveitou e apenas se beneficiou do regulamento, só isso", como se o clube tivesse auferido alguma vantagem nos erros de Portuguesa e Flamengo.

É desnecessário dizer que dois clubes do final da tabela errarem da mesma forma e exatamente na última rodada do campeonato tem probabilidade estatística similar a uma vitória desse que vos escreve sobre Novak Djokovic, o que leva qualquer um a conclusões bastante lógicas sobre quem seria o real culpado do imbróglio, mas esse é um outro tema. O que nos assusta de verdade é a resposta do Presidente Siemsen, quando todos imaginávamos que o clube seguiria normalmente com o curso da ação, após o achincalhamento público (mais um) a que clube e torcida foram submetidos:

"Acredito nas pessoas. Entendi como gesto positivo. Sabemos como foi o passado, como prejudicou a imagem dos clubes. Bola para frente. O gesto é bacana. É olhar para frente."

Cabe salientar que após a estapafúrdia declaração do nosso mandatário, o ex-presidente Lico informou aos jornalistas presentes (tudo isso na Rua Álvaro Chaves, 41) que o Fluminense vai retirar a ação.

O que o Presidente Siemsen precisa entender é que o clube não pode recuar, é um verdadeiro desrespeito com toda a apaixonada torcida, que é efetivamente quem sofre nas ruas, escolas, trabalho e mesmo nas reuniões familiares. O ajuizamento contra Ilídio Lico deve continuar normalmente e o mesmo tem que pagar com o que tem e o que não tem, mostrando que além de glorioso e tradicional o Fluminense Football Club é uma instituição séria e de princípios inegociáveis.

Presidente, o senhor quase nos jogou novamente no inferno da Série B. O mínimo que esperamos é a defesa irrestrita e incondicional do Fluminense. Se dentro de campo a sucessão de equívocos beira o imponderável, ao menos fora dele honre seu registro na OAB, bem como o do seu Vice-Presidente de futebol

Saudações sempre Tricolores!


Danilo  Jeolás
Sócio-Contribuinte e membro do Esperança Tricolor.

5 de outubro de 2015

O que dizer sobre Santos x Fluminense?

Estimado tricolor,


Mais uma derrota. 12 em 15 jogos. De 10 jogos no segundo turno perdemos 8. Péssima campanha. E entre a torcida a discussão de sempre. Uns querem apoio incondicional. Confundem amor com complacência, permissividade excessiva. Outros querem uma revolução, tirar a gestão, reformular o elenco.

São várias questões. Perfeito falar do elenco. Claro que Léo, Fred, Cícero e Scarpa fizeram falta. Imagino se Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel não jogassem. Claro que perder pro Santos lá não é um absurdo. Só que achar normal e não se indignar com a sequência de derrotas é apequenar um clube gigante como o nosso.

E não se pode analisar o jogo sem considerar que o Santos também tinha vários desfalques. E mesmo assim jogou bem. Os garotos do Santos mostraram disposição e vontade. Enquanto isso vimos o Robert andar em campo e se limitar a jogar, bem, com a bola no pé. Enquanto isso os garotos do Santos corriam o campo todo.

Temos um elenco pessimamente montado e hoje tivemos um time mal escalado. E para piorar péssimas mexidas. Victor Oliveira, Wellington Paulista, Lucas Gomes e Magno Alves não são jogadores de time que quer disputar seriamente a Série A. O Higor Leite na lateral é um excelente meia. E alguns garotos, Robert e Gerson principalmente, estão desconectados da realidade, acham que a habilidade é suficiente.

Vivemos uma época de personalização. Uma época em que se desrespeita a história de uma instituição de 113 anos em prol da defesa de um grupo como se leu essa semana nas redes sociais de seus lideres, dizendo que a "vitória" contra o Grêmio era deles. Segundo esse raciocínio são responsáveis pelas derrotas, certo?

E o clube? O Fluminense de 113 anos? Não importa. A atual geração acha normal perder. Não é e nunca foi. Nosso clube merece respeito. Não pode ter ganho 1 jogo, empatado outro e perdido 8 no segundo turno. Não pode estar dividido por um tema aonde o critério para jogar é ser da panela religiosa. Não pode colocar interesses pessoais acima de tudo. Não pode ter um elenco que só se motiva com dinheiro. Que para o inocente torcedor comum posta declarações de amor mas chega no clube e quer dinheiro para se motivar.

E alguns confundem amar o time com apoiar incondicionalmente. Imagino esses torcedores como pais. O filho deixa de estudar porque prefere jogar videogame. Tira zero 8 vezes seguidas. Fica ameaçado de ser reprovado. Mas como eles o amam, ta perdoado. Nada de repreensão, de exigência. Quem ama perdoa mas cobra.

Parem de acreditar que é tudo política. Tudo oposição. Você torcedor comum está sendo massa de manobra. Não caia nessa. Que venham logo os 47 pontos. Que ganhemos a Copa do Brasil. E que o ano que vem esse grupo de egocêntricos que só pensam no seu umbigo e estão destruindo o Fluminense saia de lá. Foram um sopro de revolução. Um movimento marcante na história do clube. Mas se perderam na arrogância, vaidade e soberba. E o resultado é essa montanha russa desde 2013...


Esperança Tricolor

1 de outubro de 2015

Ventos da mudança

Uma necessária vitória contra o Goiás no sábado para aliviar a pressão sobre o time. A apreensão sobre o jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil contra o Grêmio. Isto numa semana onde o clube foi surpreendido com o pedido de demissão de Ronaldinho Gaúcho (que infelizmente não rendeu à expectativa gerada com a contratação). Como a vida sempre deve seguir em frente, chegou a quarta-feira da esperada partida.

Escalação repetida do jogo contra o Goiás, com exceção de Marcos Júnior no lugar do Ronaldinho Gauúcho. E uma postura mais ativa em campo que a apresentada na partida contra o Goiás. O time defendia-se com aplicação, de forma bastante compacta como ainda não se havia visto este ano. Agora sim podemos dizer que o time progrediu em campo, pois graças a esta compactação, o time voltou a fazer triangulações e trabalhar melhor a bola. A defesa, por estar mais protegida, consegue neutralizar melhor as jogadas de ataque do adversário. E Cícero realmente se encontrou em campo como o organizador inicial de jogadas do time, sempre estando de frente para o gol e podendo acionar melhor os jogadores mais rápidos. Gustavo Scarpa e Marcos Júnior jogaram abertos para auxiliar a marcação adversária e a compactação do time. E quando o Fluminense tinha a posse de bola buscavam o centro do campo para abrir o corredor para a passagem dos laterais. Jean mais uma vez foi muito bem jogando como lateral, pena ter saído por conta de lesão. Foi substituido por Higor Leite que, mesmo improvisado, não deixou o nível cair e conseguiu atrapalhar bastante as jogadas adversárias no setor e ainda apareceu como opção nas jogadas de ataque. E falando em lateral, como foi gigante o jovem Leonardo, que jogou grande parte do segundo tempo com um dos ossos do pé direito quebrado, situação que infelizmente o impedirá de continuar jogando este ano.

Fred marcou o primeiro gol da partida no primeiro tempo (uma bela cabeçada no meio de dois zagueiros do Grêmio graças ao belíssimo cruzamento da direita feito por Marcos Júnior). Teve a oportunidade de ampliar a partida mais algumas vezes no início do segundo tempo, porém não aproveitou as oportunidades. E acabou levando o gol de empate justamente no momento em que Jean foi substituido e a defesa ainda estava se acertando. Cavalieri fechou o gol relembrando seus melhores momentos de 2012. Douglas entrou bem no segundo tempo para ajudar a segurar o placar, pena que o mesmo não pode ser dito quanto ao Osvaldo. Ele ainda não fez uma boa partida que fosse pelo clube. E mesmo com tanto tempo de acréscimo o Fluminense segurou o placar de forma bastante convincente.

Agora temos nova batalha no Campeonato Brasileiro no jogo contra o Santos. Teremos alguns desfalques, mas ainda esperamos que o time mantenha a mesma pegada. Mantenham o respeito pelo Fluminense e sua torcida. Provem que vocês merecem vestir as Três Cores que traduzem Tradição. Perder jogos ou ser eliminado de alguma competição faz parte do jogo. O problema é a forma como isto acontece. E saibam que a torcida continua de olho.


Esperança Tricolor

25 de setembro de 2015

Análise: Fluminense x Goiás

O Fluminense recebe o Goiás neste fim de semana em um jogo que vale muito mais do que três pontos, vale a possibilidade de se afastar um pouco da Zona de Rebaixamento. Fred, nosso capitão, já admite que nossa briga é embaixo, após 14 terríveis partidas seguidas no Brasileirão.

O adversário, apesar de ocupar a 16ª posição na tabela, é perigoso. Conquistou 15 dos últimos 27 pontos disputados. O Flu, apenas um em 24. Além disso, a equipe goiana tem como estilo atuar no contra-ataque, o que dificulta o modelo de jogo atual do Tricolor, com meias e atacante de lenta recomposição.

Sem Felipe Menezes na articulação, o Goiás deve apostar em Liniker, meia que costumeiramente arrisca chutes de longa distância e busca dar passes de ruptura, embora seja frágil no jogo aéreo. A saída é forçar lançamentos em longa distância e grudar Edson no rival. Os gols do time goiano saem, em sua maioria, de bolas paradas e cobranças de pênalti. Atacam principalmente pelo lado esquerdo e jogam sempre atrás da linha da bola quando visitantes.

Formação mais utilizada: 4-2-3-1
Renan: Bom em reflexos e defendendo chutes de longa distância. Peca na concentração.
Gimenez: Bom em desarmes e interceptações. Peca no passe.
Felipe Macedo: Gosta de sair driblando. Peca no passe, no jogo aéreo e em cruzamentos.
Fred: Gosta de fazer lançamentos, de dar chutões e não dá carrinho em desarmes. Bom em concentração. Peca no passe, no jogo aéreo e em desarmes.
Rafael Forster: Bom em desarme e peca no passe.
Rodrigo: Bom em bloquear jogadas, não dá carrinhos para desarmar. Peca no passe e em desarmes.
David: Gosta de fazer lançamentos e de chutar de longa distância. Bom em passes de ruptura, em cobranças de faltas, e muito concentrado. Peca no jogo aéreo e nos desarmes.
Liniker: Bom em passes de ruptura, chutes de longa distância, e cava muitas faltas. Peca no jogo aéreo.
Bruno Henrique: Muito forte no drible, no jogo aéreo e na recomposição defensiva. Mas peca no passe e perde a cabeça com facilidade.
Zé Love: Gosta de cavar faltas, driblar e prefere jogo de toques curtos. Peca no passe e na disciplina.
Erik: Prefere jogo de toques curtos e dribles. Muito bom em dribles, finalizações, passe e recomposição defensiva. Peca no jogo aéreo.

Sugestões para anular as forças e aproveitar as fraquezas do Goiás:
- Escalar a equipe no 4-2-2-2. Com Cavalieri; Renato, Gum, Antonio Carlos e Leo Pelé; Marlon, Edson; Gustavo Scarpa e Vinicius; Cícero e Fred;
- Deixar o zagueiro Fred livre para sair jogando. Com uma saída de bola basicamente feita através de lançamentos, o defensor optaria quase sempre pela bola longa, o que facilitaria o corte e recuperação de bola pelo Fluminense;
- Marlon foi escalado como volante por ser um jogador que comete poucas faltas nas tentativas de tomar a bola do adversário, o que facilitaria muito aos contra-ataques do Fluminense;
- Determinar que Marlon marque Liniker, pois é um defensor que comete poucas faltas, e Edson não dê espaços para David, sendo também responsável por reconquistar a segunda bola. Na construção, Edson daria suporte aos meias e Marlon manteria a posição, para evitar contra-ataques e liberar as subidas dos laterais;
- Colocar Scarpa e Vinicius atuando centralizados pelo meio, caindo pelas pontas para buscar espaços ou esperando a ultrapassagem dos laterais. Scarpa, que tem recomposição melhor, fecharia linha do passe para Bruno Henrique enquanto Vinicius marcaria o volante Rodrigo;
- Cícero e Fred servindo de referência para os cruzamentos, com o meia um pouco mais recuado em relação ao capitão. Defensivamente, cada um cortaria o passe para os laterais, forçando que os zagueiros comecem a construção das jogadas.


Cássio Cornachi
Sócio-Futebol e Membro do Esperança Tricolor

21 de setembro de 2015

Simplificando para sair do buraco

Amigos tricolores, o bom desempenho no início da competição é o que ainda nos mantém fora da zona de rebaixamento. Em fase terrível dentro e fora dos gramados, o Fluminense está a apenas três pontos da degola. O que nos deixa extremamente preocupados, haja visto que a atual diretoria não se manifestou aberta a qualquer contribuição que tenha sido oferecida e nada indica que o cenário vai mudar.

Sabemos que a situação nada mais é do que resultado de uma série de erros graves cometidos pela dupla que comanda o futebol, Mario Bittencourt e Fernando Simone, e pelo Presidente Peter Siemsen, figura esta suplantada por Bittencourt em várias decisões.

Entre os erros cometidos pela administração do vice-presidente com remuneração, Mario Bittencourt, o mais sério é o de não admitir a necessidade de contratar um técnico de peso e preferir apostar, pela – pasmem – quarta vez, em um treinador inexperiente em lidar com atletas e clubes de maior expressão.

Em que pese os apenas três dias no comando, Eduardo Baptista não esboça qualquer intenção de alterar o falido esquema 4-2-3-1, que ancora o Fluminense ao fracasso há três anos. É inadmissível que o treinador desconheça o elenco tricolor, pois disputava a mesma competição enquanto técnico do Sport Recife.

Considerando este fato e ignorando o fracasso da Flusócio de Mario Bittencourt, Fernando Simone e Peter Siemsen em gerir o Clube em todos os aspectos – não me venham falar em finanças quando se vende duas estrelas em potencial e ainda assim conseguem a proeza de atrasar direitos de imagem -, vamos nos ater às quatro linhas.

Para se atingir um objetivo em qualquer negócio, é preciso saber quais as forças e fraquezas que você possui para que possa se preparar para aproveitar as oportunidades e para se proteger das ameaças. No futebol não é diferente, para isso existe a figura do analista de desempenho.

Em que pese o fracassado scout que indica João Filipe, Victor Oliveira, Lucas Gomes, Breno Lopes, Magno Alves, Wellington Paulista, Breno Lopes e Antonio Carlos, já era de se esperar que o autoconhecimento não fosse o forte do setor, então melhor nem imaginar o que sabem dos adversários. Portanto, apesar de Mario Bittencourt, Fernando Simone e Peter Siemsen recusarem, vamos tentar ajudar.

O desafio é fazer o time voltar a render. Como primeira medida, sugerimos a mudança de formação para 4-2-2-2, com um quadrado no meio de campo e dois atacantes. Agora vamos analisar por valências importantes para as funções na planilha linkada a seguir:








Apresentados os números, acreditamos que a melhor formação para o Fluminense sair da fase atual é: Diego Cavalieri, Wellington Silva, Gum, Marlon e Leo Pelé; Edson, Douglas, Scarpa e Vinicius; Fred e Marcos Jr. Assim teremos uma equipe com melhor desarme, mais combativa, que privilegia o passe de ruptura e com atacantes com características complementares. E recomendamos a aplicação desse modelo tático e a escalação destes jogadores em função do perfil do elenco. Não adianta insistir num esquema tático quando o elenco do clube conta com jogadores que não possuem as melhores características para este tipo de esquema. A derrota para Ponte não foi somente por corpo mole, desunião do elenco ou falta de qualidade técnica. Ocorreu exclusivamente por conta da insistência na execução de um esquema tático onde não há jogadores com o perfil necessário. Será difícil o departamento de futebol perceber isso? Ou não há ninguém que enxergue este tipo de situação por lá?


Esperança Tricolor

20 de setembro de 2015

Queremos nota oficial

Aguardamos a nota oficial do clube contra a acusação da Flusócio de que há corpo mole no elenco. Se não houver nota oficial, significa que é verdade. Então esperamos o afastamento dos jogadores envolvidos seguido da demissão dos gestores do futebol por falta de liderança, desrespeito a Instituição e incompetência.


Esperança Tricolor

19 de setembro de 2015

Briefing

Em primeiro lugar, seja bem vindo Eduardo Baptista. Desejamos a você toda a sorte do mundo. Mas agora, é necessário um pequeno briefing sobre todo o panorama do Fluminense.

Desde a contratação de Cristóvão Borges, a filosofia seguida para a escolha dos técnicos no Tricolor é a mesma: escolhemos técnicos jovens e estudiosos do futebol, que não tenham os "vícios" dos técnicos boleiros. Condição que esta era do 7 x 1 contra a Alemanha realmente pede. E assim como seus antecessores (Cristóvão Borges, Ricardo Drubscky e Enderson Moreira), você também se enquadra nesta filosofia. Também estamos passando por um ano de transição, pois como todos sabem, nosso antigo patrocinador deixou o clube. Até conseguimos arrumar novos patrocinadores, sendo que os valores recebidos por um destes é usado para pagar somente a um dos jogadores (nosso ídolo Fred) e o outro, que anda passando por problemas financeiros, é usado para pagar o restante dos jogadores. E este panorama financeiro definiu nossa metodologia de contratações.

Em 2015 o elenco do clube foi montado com jogadores que obedeciam a um tipo de perfil: jovens jogadores avaliados por scout e captados para o clube por meio de empréstimos ou contratações de período curto (um ano de contrato no máximo), sendo que um destes você até já chegou a comandar (caso de Marlone) e outros até já deixaram o clube. Mantivemos Cristóvão Borges, apesar da torcida não ter gostado do rendimento dele frente ao time de 2014. Porém com o passar dos jogos, vimos que ele não conseguia dar um padrão de jogo ao time, pois se manteve fixo a um esquema de jogo onde não contava com as melhores opções para a aplicação do mesmo (erro recorrente do ano anterior), não criava variações táticas ou mesmo jogadas ensaiadas, indo muito mal no campeonato estadual. Como este técnico já estava com a imagem muito desgastada perante à torcida, decidimos procurar um novo comandante para o time. Inclusive, você foi uma das opções, porém naquela época você decidiu continuar seu trabalho no Sport.

Seguimos em frente e, mantendo firme nossa filosofia, contratamos Ricardo Drubscky, que conseguiu dar um novo ar ao time, escalando alguns jovens em detrimento de outros jogadores mais experientes e nos classificou à fase final da competição estadual. Mas os problemas anteriores persistiam, apesar de termos sido eliminados da competição na semi-final (sendo que vencemos o primeiro jogo e perdermos a classificação no segundo jogo por não termos jogado nada). Por causa disto, resolvemos fazer uma grande quebra de paradigma e mudamos o perfil de jogadores a serem contratados. Deixamos as jovens apostas de lado e voltamos à política de contratação de medalhões. Por que fizemos isso? Sei lá, achamos que era a melhor coisa a fazer, já que um deles havia acabado de sair por conta de uma proposta da China.

E então veio o Campeonato Brasileiro e o time ganhou na estreia, porém logo depois levou uma sonora goleada onde não conseguiu sequer tocar na bola. Drubscky após este resultado pediu demissão e contratamos o terceiro técnico, Enderson Moreira, mais uma vez baseados em nossa filosofia. O time voltou a apresentar uma grande vontade e em alguns jogos vencemos mais pela vontade do que pela técnica. Mas mais uma vez os mesmos problemas persistiam (a falta de padrão de jogo, a falta de variações táticas e jogadas ensaiadas). Aproveitamos e vendemos dois jovens jogadores promissores da base (Kenedy e Gérson). Enderson até descobriu utilidade em outros dois jovens que vieram da nossa base e que nossa equipe de scouts achou melhor emprestar ou negociar. Mas em algum momento, Enderson perdeu o controle dos jogadores. Talvez porque ele não saiba lidar com jogadores mais experientes, talvez por que não façamos uso de uma política de cobrança aos jogadores e tenhamos dado tanta liberdade a eles que resolveram criar seu grupo de "eleitos", mas isto não vem ao caso no momento.

Você acompanhou tudo, certo Eduardo? Então o que temos a dizer a você é: agora é o seu momento. Precisamos que você faça um milagre! Que escolha um esquema de jogo mais aplicável ao time tendo em vista todos os jogadores que temos no elenco, que faça ter um bom padrão de jogo com variações táticas de forma a dificultar a marcação adversária, que exiba um belo futebol, que afaste os jogadores que só querem tumultuar o bom ambiente e crie um mecanismo de meritocracia para as escalações, onde só vai jogar quem estiver bem, não importando seu nome ou status e caso seja possível, que auxilie os jogadores que estejam mal tecnicamente, a melhorar.

Sim, Eduardo, eu sei que este último pedido é responsabilidade totalmente nossa. Mas sabe como é, nós nunca cobramos nada deles antes e vai pegar mal começarmos a cobrar

Agora tem um detalhe. Não bastasse tudo isso, ano que vem tem a eleição e eu não quero perder o status de amigão que tenho com eles. Tem jogador que até me chama pra me dar um abraço quando vai comemorar gol no Maracanã!

Então Eduardo, terminamos este briefing aqui. Mais uma vez boa sorte e bom trabalho. Salve nosso ano e não deixe o Fluminense ser rebaixado.


Grupo Esperança Tricolor

17 de setembro de 2015

Transfusão de sangue

Ah, meu Fluminense...

A reunião se deu na noite de 31 de março de 2015. A pauta era a aprovação do orçamento 2015, algo que numa instituição gerida de forma séria deveria ser assunto encerrado a pelo 3 meses e algumas semanas.

O conselho parecia feito de cartas marcadas e diante de si havia um picadeiro. Horas a fio foram tomadas com discursos inócuos e quando o verdadeiro debate chegou a palavra foi negada aos conselheiros oposicionistas que a pediram em nome da celeridade e do alto da hora, por um presidente de conselho arquetípico do grupo político que representa.

O pedido era que o conselho aprovasse um orçamento deficitário em aproximadamente 40 milhões de reais. Ou seja, passasse um cheque onde se diz, podemos gastar 40 milhões a mais do que temos de receitas previstas no exercício. O argumento era que ali não se contabilizava as receitas extraordinárias, leia-se venda de jogadores, Leia melhor ainda: Kennedy, hoje no Chelsea, e Gerson, a caminho do Roma. Fechou a conta senhores?

Pois há muito mais no amplo universo do clube do que a parte administrativa de suas contas. Não, a venda de Gerson e Kennedy não foram suficientes para tapar o rombo. O pouco retorno técnico de ambos ao longo do ano não se confirmou tampouco em diferença capaz de atenuar a situação vigente. Então deixemos os rapazes de lado para dar atenção ao que merece. Quem promoveu a contratação de 3 técnicos e os demitiu? Quem optou e decidiu por uma pré-temporada em Orlando? E a equipe de scout que alegam ter acertado 50% das contratações? Qual 50%?

O que fazem com nosso clube hoje é um acinte da pior espécie. Aprendi com as pessoas mais experientes que lá estão que não faltam recursos. A dívida é sim muito grande, mas todo ano continua havendo um grande fluxo de capital. O problema não é falta de dinheiro. O problema é a ingerência. A abissal estupidez. O servir-se do clube para propósitos escusos. Pois ao contratar 3 técnicos e demitir 3 técnicos - chegaremos ao quarto - admite-se no mínimo que se errou 3 vezes. Sem contar o que não posso provar e não estou sendo leviano em afirmar: num universo de dezenas de contratos de alto valor sendo pagos todos os meses, quantos acordos verbais que possivelmente lesam o clube não acontecem o tempo todo? Olhem os jornais, para fora do Facebook há uma vida real.

Voltemos a reunião do conselho do dia 31 de março de 2015. Naquela noite desfilava o senhor vice presidente remunerado (atividade que fere o estatuto do clube) Mario Bittencourt com seu par de sapatos de cromo alemão e o nosso aclamado e omisso presidente Peter Siemsen pelo Salão Nobre com seus ares de que nada de excepcional estava acontecendo, o primeiro caminhava como se fosse o dono do clube, e o segundo a rainha da Inglaterra, com sorrisos e tapinhas nas costas em conversas travadas com pessoas que sabidamente não se gostavam. Eu observava e refletia "Nossa, como eu amo esse Salão, mas que ambiente sinistro." - enquanto isso, ao lado esquerdo de quem chegava no salão, sentava-se uma turba de conselheiros que pareciam os eleitores da Dilma que abanavam bandeirinhas ou estariam ali por um sanduíche de mortadela. Afirmo porque percebia que obedientes e cativos seguiam as orientações cativas do animador de palco que andava por ali. Mas eu imaginava na sempre inabalável fé pelo melhor, no amor ao clube, a votação não vai passar, mas graças a essa mesma massa de manobra do conselho, na hora da votação, passou.

Hoje temos no orçamento um cabide de PJs sem fim. Isso significa MILHÕES de reais que saem legalmente do clube.

Enquanto isso o senhor Mario Bittencourt não responde as acusações feitas publicamente por Elias Duba de que é agente de jogador, e se imiscui em abraços com atletas que são de um falta de conduta tão exemplar do que não deve ser feito, que me pergunto se ainda faltam motivos para execrar sua função do cargo? Não faltam, mas sobram, pois há ainda muito mais. Os holofotes da imprensa são muito queridos ao senhor Mario Bittencourt, e ele versa com desenvoltura sobre os assuntos do clube, afinal se farta do clube e a ele nada retorna senão resultados que aí estão para todos observarem.

Cabe ainda ressaltar aos que defendem o indefensável: é um péssimo advogado. Eu não tenho nada pessoal contra o senhor Mario Bittencourt ou o senhor Peter Siemsen, apenas amo muito meu clube, e vejo há anos o quão destrutivos essas duas figuras e seu séquito FLUSÓCIO são a uma instituição centenária. Digo sem medo de errar que o senhor advogado Mario Bittencourt é fraco pois usou o Lusagate para se promover e atrair para si os holofotes da imprensa, choveu no molhado, fazendo o Fluminense conseguir o que conseguiria de qualquer maneira, mas reverberando tanta atenção através de sua vaidade e verborragia que promoveu ainda mais a antipatia da imprensa e opinião pública contra o clube.

E pra terminar, perguntar não ofende, podemos ver todos os contratos do clube? Cadê a auditoria, promessa de campanha da primeira gestão Siemsen?

Nem todo mundo esquece...

Agora estamos tentando salvar o ano? Como assim? Salvar o ano pra mim é conquistar pelo menos um título. Vamos chegar na final da CB que talvez possamos salvar o ano. Lutar para não cair, e enfrentar essa sequência negativa que estamos atravessando não é salvar o ano. É reflexo de um desastre em todas as esferas, que começam em cascata desde a cadeira do presidente. Senhor presidente, o senhor é a tradução inequívoca do vocábulo OMISSÃO. Eu também acho golf um esporte muito legal. Mas é um dos poucos que não temos ou nunca tivemos no nosso clube. É possível que o senhor fosse mais feliz jogando golf sem ter que ser cobrado a essas responsabilidades chatas de um clube que insiste em ser tão amado. Mas caso o senhor opte por não pedir o boné e ir jogar golf eu me prontifico a fazer uma doação de sangue para o senhor, por amor ao clube. Meu tipo é A positivo, acho que dos mais comuns, talvez não tão azul como o do senhor, mas TRICOLOR. Talvez assim o senhor possa ter a firmeza que se espera de um presidente e aprenda a dizer NÃO com sangue nos olhos, diretamente na cara de quem achincalha nosso clube. E não de longe, ou por recado, ou pelo silêncio como forma de resposta. Mas eu entendo que isso tudo pode ser muito difícil para o senhor. Aqueles gramados verdes continuarão lá.... não os de balizas com redes onde jogava um clube tantas vezes campeão, para o senhor os gramados de buracos numerados.


Olympio Dumont
Socio proprietario e membro do Esperança Tricolor