1 de fevereiro de 2016

Derrota atrás de derrota

Estimados Tricolores,


Derrota atrás de derrota. Pressão por troca de treinador. Mais uma. Para vir quem? Cuca, Abel e Levir são excelentes opções, mas virão? Será que o Fluminense encontrará um treinador que acerte seu time? Desde 2013 o melhor que passou aqui foi o Dorival. O resto foi mais do mesmo.

Acho que o momento é de reflexão. Começaria de cima para baixo. Será que temos uma diretoria de futebol que entende do assunto? O Mário e o Fernando tem a competência para gerir um clube em que tudo vira uma panela de pressão? Os dois estão focados? A meu ver nenhum dos dois deveria estar aonde estão. São fracos.

Vamos para a comissão técnica. O Fluminense precisa se profissionalizar. Como clube grande precisa ter uma comissão de ponta e permanente com os melhores profissionais do meio. Hoje não temos. Com exceção de um ou outro, seguimos com profissionais que não tem a oferecer o que o clube precisa.

E o treinador? Começo dizendo que não é o treinador dos sonhos e muito menos o indicado para o Fluminense. Temos um clube que vive numa panela de pressão, que tem uma torcida estressada e critica. E para controlar isso, precisamos de um treinador forte, que segure o rojão. Somos o tipo de clube que sempre precisa ter treinadores tops. Sempre que os tivemos, casos recentes do Abel e Muricy, saímos ganhadores. Treinador aposta sempre fracassa no Fluminense. Reforço também outro conceito que tenho: não traria o Eduardo mas já que o trouxeram sou contra demitir agora se não for para trazer um treinador top estilo Tite, Cuca, Muricy (são exemplos somente e não nomes exatos ou possíveis, até porque 2 estão empregados e o Cuca não quer trabalhar agora).

Dito isso, o Eduardo parece um treinador inteligente e com conceitos interessantes. O time tem um posicionamento claro em campo, não dá chutões, mantém a posse de bola, forma os famosos triângulos da moda e aposta no toque de bola para chegar ao ataque. Foi possível perceber isso nos jogos contra o Inter e o Atlético PR. Mas tem sido um time estático, que não pressiona na marcação, coisa que já vimos com o mesmo Eduardo no comando. Falta agressividade, gana de ganhar, profundidade. O time é sonolento e ataca com poucos jogadores. Por mais que se tenha boa vontade, fica difícil suportar tantas derrotas. Desde 2013 vivemos nosso pior período com derrotas em sequência.

E para se auto sabotar, ontem o Eduardo deu mais munição aos seus críticos com as incríveis substituições que realizou. Inventou o  Magno Alves no lugar do Edson com o time perdendo de 1 x 0 e aos 37 do primeiro tempo. E deixou em campo o Scarpa e o Danielzinho que não produziam no meio campo. Depois fez uma substituição de desespero e terminamos o jogo com duas improvisações na defesa, sem volantes e com 4 atacantes.

Já com relação aos jogadores, é quase unanimidade que temos esse ano um elenco melhor do que o horroroso elenco de 2015. Pelo menos no papel temos jogadores melhores. Mas o ano começou com muitas atuações ruins que nos deixam com a pulga atrás da orelha. A se destacar, negativamente, o Gum, que esse ano graças aos reforços deve ser nosso quarto ou quinto reserva. Segue muito mal e foi responsável direto por alguns dos gols sofridos nos últimos jogos. E o que mais me preocupa: Scarpa. Esse sim, pelo menos em teoria, será titular. Mas começou o ano disperso, sem interesse e na minha opinião é o principal responsável pela falta de agressividade que o time apresentou nos últimos jogos. Talvez até seja orientação do treinador, mas ele não pode ficar enfiado no ataque, aberto pelas pontas, sem se apresentar para o jogo e sem voltar para compor o meio campo.

E aqui chego ao que acho que é o maior erro do Eduardo esse ano. No esquema proposto, o tal 4-2-3-1, que nada mais é do que um 4-3-3 em que os pontas são pontas quando o time ataca e meias quando o time defende, os dois extremos precisam ter muita mobilidade e capacidade de ir e voltar. Se não fizerem isso os dois volantes e o meia centralizado não conseguem fazer a bola chegar no ataque. O mais preocupante é a falta de jogadores com esse perfil no elenco. E para piorar, Richarlisson e Felipe Amorim que parecem ter o perfil indicado, se machucaram. E o Nem não se sabe se virá, quando virá e como virá. Pelas características do nosso elenco, tudo indica que o esquema deve ser outro. Se fala num 4-4-2 tradicional com um losango no meio ou talvez um 3-5-2 que aproveite 3 dos 4 zagueiros mais habilidosos que temos esse ano, Marlon, Nogueira, Renato e Henrique.

O Eduardo se quer manter seu emprego precisará se reinventar rápido. Ou muda o esquema, adaptando a quem tem nas mãos, ou vai morrer abraçado com seus conceitos. E aí não importa se eu acho esses conceitos interessantes nem se o considero um treinador de futuro. Perderá seu emprego e com razão. Para vir quem? Espero que seja um medalhão. Senão em três meses estaremos discutindo mais nomes...


Danilo Fernandes
Sócio contribuinte e membro do Esperança Tricolor.

4 comentários:

Julio Cezar Carvalho disse...

Tantas palavras e não se falou nada sobre o nosso volante Cícero que não rouba uma bola sequer. Sabe sair jogando, mas de que adianta se não desarma ninguém?
Saudações Tricolores!

Esperança Tricolor disse...

Caro Julio Cezar, obrigado por expor mais um detalhe do do show de horrores que foi a atuação da equipe ontem.

Saudações Tricolores!

Marcello disse...

Lamentável esse time do Fluminense, Denovo sem nenhum comando, sem jogadas ensaiadas, parecem um bando em campo.
Saudações tricolores
PS. Por favor queremos um TÉCNICO DE OFÍCIO.

Marcello disse...

Lamentável esse time do Fluminense, Denovo sem nenhum comando, sem jogadas ensaiadas, parecem um bando em campo.
Saudações tricolores
PS. Por favor queremos um TÉCNICO DE OFÍCIO.

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