8 de dezembro de 2017

Futebol 2017

Estimados Tricolores,

Muito se escreveu esse ano e principalmente nos últimos dias sobre o futebol tricolor. Terminamos todos com um sabor amargo na boca e a sensação de que esse foi um dos anos mais estressantes e cansativos para quem é fanático pelas 3 cores que traduzem a tradição.

E derivado desse sentimento o torcedor se sente ultrajado, enganado e iludido. A reação normal é culpar a todos e a tudo. Incompetência é o mínimo que se escuta. Mas ainda podemos encontrar visões mais radicais que pensam que o Fluminense acabou. Não. Não acabou e nem vai acabar. O Fluminense tem a vocação da eternidade e vamos seguir existindo por mais 100 anos como gigantes que somos.

Mas para isso é preciso que todos ajamos. E a ação deve ser imediata, começando por dar nomes aos bois. Não adianta ficar discutindo a aprovação de contas de 2016. Nosso grupo votou contra a aprovação mas no sistema definido pelo estatuto, as votações funcionam como foi essa. Sempre foi assim. Mas não obrigatoriamente precisa seguir assim. Discutamos a reforma do estatuto em outro texto.

Voltando ao futebol a primeira explicação é que o clube atravessa uma forte crise financeira. Será? Nossa conclusão vai na contra mão dessa explicação. Em 2017 o Fluminense não teve problema de dinheiro. Teve problemas de mal uso de dinheiro em 2016. Nunca faturamos tanto mas também nunca gastamos tanto e tão mal como em 2016. E 2017 foi uma consequência desse desastre. Jogadores com salários irreais, fora da realidade brasileira e talvez até mundial. Salários esses que além de irreais, ainda se multiplicam ao longo do tempo. Irresponsabilidade e incompetência extrema de quem os negociou.

Dito isso, 2017 começou com a revisão geral de todos os contratos e o escrutínio de cada despesa e receita. Essa revisão nos levou à dispensa de dezenas de jogadores e ao corte extremo de despesas mal gastas no clube. E com isso obviamente o futebol foi afetado. A mensagem era de ano difícil. Mas dizer que o ano sería difícil não significava: “parem de trabalhar, se conformem, sejam medíocres e não sejam criativos”. Não. Num ano como 2017 você percebe a competência, criatividade, conhecimento e disposição de trabalho das pessoas. E nunca tivemos isso no Departamento de Futebol.

Essa VP se tornou um deserto de idéias aonde as pessoas se escondiam de suas responsabilidades e não lideravam. Se acovardaram e se postaram atrás das finanças, a desculpa perfeita para sua falta de ambição, confiança, conhecimento e competência. Outra vez ela: competência.

E como dissemos antes, dê nome aos bois. Em nossa opinião toda gestão de futebol deveria ser demitida. Mas demitidos porque se não havia dinheiro? Demitidos por não saberem administrar a crise. Não saberem gerir o elenco. Não ter criatividade para reforçar o elenco. Não ter liderança. Por se esconder. E por fazer um planejamento no qual priorizou usar os jovens de Xerém com jogadores emprestados ao Samorin, projeto interessante mas mal executado e questionável sobre sua eficiência e eficácia. E na hora do desespero o que foi feito? Contrataram jogadores promessas para ajudar.

O que vimos foi um ano em que o futebol ficou jogado às traças. Sem rumo. Sem um líder. Sem um dirigente de pulso que soubesse conduzir o barco. Abel foi treinador, supervisor de futebol, diretor, VP, psicólogo.

Não havia dinheiro mas vimos times no meio do ano se reforçando sem gastar. Alguns nossos vizinhos de cidade. E porque não fizemos o mesmo? Quem foi que disse que o departamento de futebol não podia fazer trocas? Não podia trabalhar com o comercial para gerar receitas e contratar? Não podia trazer jogadores com salários mais baixos e bônus altos por resultados? Quem disse que não podia ser criativo?

Mas e os nomes aos bois? Não. Daremos um nome: Marcelo Teixeira. Ele deveria ser o líder, principalmente após a desastrada e desastrosa saída do VP Fernando Veiga. Marcelo deveria ter tido a personalidade, competência e iniciativa de assumir o rumo do futebol. Ele desde dezembro de 2016 participou ativamente das decisões e do planejamento do futebol. Foi quem definiu a estratégia e comandou internamente as ações. Mas é muito cômodo na hora do fracasso se esconder. Dizer que participou mas não tanto, que ia e vinha, que na verdade cuidava de outras coisas no clube.

Teixeira lidera, também, o futebol de Xerém, orgulho de todo tricolor. Mas será que Xerém pelo que se investe produz o que deveria e poderia? O que queremos de Xerém? Se Xerém será a base do profissional não basta quantidade. É preciso qualidade e para ter qualidade é preciso experiência, visão, competência e conhecimento. Será que o Teixeira tem tudo isso?

A incompetência até se perdoa num líder. A omissão não. A decisão para 2018 é regressar o Marcelo Teixeira para base e demitir o Torres. A demissão do Alexandre Torres se justifica. Sua entrevista mostrou que se trata de um profissional sem vontade e sem motivação e nos fez entender um pouco mais sobre o pífio 2017. Falou da falta de ambição da gestão mas e ele? Como gerente se limitou a cumprir ordens? Não teve nenhuma ambição pessoal de melhorar? De fazer algo diferente? Bem demitido então. Mas essa decisão também confirma o que sempre se disse: se o Teixeira retorna a base é porque estava no profissional! Ora, então nome ao boi. Esperamos que ele não só deixe o futebol profissional como também o clube. Incompetência se perdoa. Omissão não.

Esperança Tricolor

26 de novembro de 2017

Humildade e canja de galinha

Humildade, por definição, é virtude caracterizada pela consciência das próprias limitações. 

Infelizmente tem faltado humildade na relação entre a Gestão do clube e a torcida, quer seja da parte de integrantes diretos da gestão, quer seja da parte de grupos políticos de apoio. 

Falar que a torcida é o maior bem do Fluminense, é chover no molhado, mas tem muita gente esquecendo disso, ignorando o básico. 

A torcida não precisa ter razão para ser ouvida, não precisa corroborar com os pensamentos da diretoria para ser respeitada. Basta ser torcida. 

E daí que no meio da torcida há os que fazem política? Todos nós fazemos a partir do momento que acordamos. Faz parte da vida ser político. 

Ser humilde e aceitar que não temos todas as respostas, ou que algumas das respostas que demos não eram as soluções ótimas ou mesmo adequadas para algumas situações, não faz de nós fracos, pelo contrário. Mostra que estamos engajados em não repetir erros e buscar melhores acertos. 

Quem tem acesso às ações internas do clube sabe que muita coisa foi feita, sabe que a cama está sendo preparada e sabe também que muito pouco foi divulgado. Sabe também que se nada der certo no principal que é o Futebol, ninguém estará interessado no backstage. 

A torcida clama por um futebol competitivo e não por campanhas que se limitem em serem melhores que as piores que já tivemos. 

E quando falo torcida entendo que todos nós estamos incluídos, fazendo parte da gestão ou não, porque todos queremos um Fluminense maior do que já é. 

Humildade e canja de galinha não fazem mal a ninguém. 2018 já começou antes mesmo de 2017 acabar, não temos tempo a perder e nem cartuchos a queimar com escolhas erradas. 

Saudações Tricolores. 
Daniel da Anunciação
Sócio Contribuinte e membro do Esperança Tricolor

31 de outubro de 2017

Análise do fla x Flu

Um placar mínimo de 1-0 adverso é desanimador? Acredito que não. Afinal quem tem no hino “nos fla-Flus, é um ai Jesus”?
Quem tem medo quando os vivos saem de suas casas, os doentes de suas camas e os mortos de suas tumbas?
Quem tem arrepio do Casal 20, do Renato Gaúcho? Eu vos digo, são eles.

Quem tem um histórico de superações e se reerguer com a força da torcida? Somos nós. Tricolores, a situação está longe de ser dramática, desesperadora e/ou difícil. Muito longe!

Se o Abel não tem tempo suficiente para alterar modo/estilo de jogo, que a Comissão Técnica se atente a estudar, analisar e repassar ao elenco, os pontos fracos e defeitos do adversário a exaustão. E principalmente mostrem a este jovem plantel as nossas conquistas, as nossas histórias e vitórias. É dar a vida em campo até o fim.

Se a torcida não tem confiança no trabalho que tem sido feito, que dê, ao menos, mais este voto de confiança e compareça ao Maracanã. Cante, torça, vibre, apoie e acredite até o final. Este jogo vale muito. Para lavar a alma e quem sabe salvar o presente ano e o próximo.

Diego Alves; Pará, Rhodolfo, Juan e Trauco; Márcio Araújo, Willian Arão e Diego; Everton (Vinicius Jr), Everton Ribeiro e Lucas Paquetá (Felipe Vizeu) Técnico: Reinaldo Rueda. Assim eles entraram no clássico de sábado, mantendo a mesma formação 1-4-2-3-1, apenas duas alterações foram feitas na equipe que iniciou a primeira partida da sul-americana: Rhodolfo no lugar de Rever (lesionado); Márcio Araújo no lugar do Cuellar (suspenso).

Jogo tão ruim quanto o nosso contra o Bahia. Tiveram a posse de bola mas quase não agrediram e tiveram poucas chances de gol.
Everton Ribeiro pela direita com mais intensidade, Diego centralizado e Everton pela esquerda, nenhuma novidade. Abusaram de jogadas pelas pontas e muitas bolas alçadas.  Cruzamentos, na maioria, buscando as costas dos defensores adversários (atenção Abel).

Nos escanteios, o Rhodolfo, Juan, Arão e Paquetá se posicionam em linha, buscando criar situações para os mais altos Juan e Rhodolfo. (ou seja marcação tem que ser mista!!! Ouviu Abel??) Arão aparecendo no último terço com frequência, infiltrando-se entre linhas e arriscando chutes de longa distância (ouviu meu meio de campo?? Joguem colados).

E o Vasco? Buscou jogar no contra ataque, com mais perigo e intensidade pelo seu lado direito nas costas do Trauco e Everton, e ainda conseguiu colocar uma bola na trave sem muito esforço e inspiração.

Acredito que o provável time seja: Diego Alves; Pará, Rhodolfo, Juan e Trauco; Cuellar, Willian Arão e Diego; Everton, Everton Ribeiro e Lucas Paquetá. O zagueiro Rhodolfo tem características semelhantes ao Rever, gosta de conduzir a bola para sair jogando. Pode ser uma boa, dar espaço e deixar que ele conduza e forçar o erro de passe com ele distante da sua meta, com isso podemos ter um contra-ataque com zagueiro longe da meta.

O lado esquerdo é o mais vulnerável, Trauco defende com muito menos eficiência, e gosta de tomar bolas nas costas. Para nos ajudar mais um pouco, sua última cobertura é do vovô Juan, que salvo sua ótima leitura de jogo para permitir boas interceptações, é o jogador mais lento da equipe. Colocaria um veloz e um inteligente naquele lado, não espetados porque espetando alguém lá, não teríamos profundidade (como no último jogo). Tem que ter movimentação, balancear o jogo, e a bola chegar naquele lado no terço final da jogada com velocidade e profundidade. Talvez o Wendel vindo de trás e o Marcos Jr ultrapassando, para fazer um X, nas costas do Juan-Trauco. Já que é improvável o Lucas aguentar subir e descer com intensidade para tirar o devido proveito.

Arão sobe com frequência, ok. Isso já foi dito. Assim como atenção com ele nas subidas nunca é demais lembrar, mas principalmente temos que ter inteligência para contra-atacar e jogar no espaço que ele ocupa no setor defensivo, Arão deixa espaços (vide jogos contra São Paulo e Botafogo). Juan e Rhodolfo são altos, difíceis de vencer com bolas alçadas e quebradas de velocidade (bola lenta). A bola cruzada tem que ir por trás deles, em velocidade. Será que Dourado consegue fazer esse movimento? Ao invés de manter o erro de se posicionar entre os zagueiros, implorando por um erro adversário?

Ainda no Dourado, tentaria usar seu porte alto, e bom uso do corpo para ora fazer parede para chutes a distância de Douglas, Sornoza e Scarpa por exemplo, ora para permitir passagem, bola no fundo em velocidade de um Marco Junior/ Welliton Silva / Wendel por exemplo.

Os meias Sornoza e Scarpa, sem medo de errar, se com posicionamento adequado do corpo, CHUTEM!!! Escanteios a nosso favor? Olhem o último jogo do São Paulo contra eles, dá para espelhar e aproveitar. Embora estejam sempre com superioridade numérica em relação ao adversário, formam um tripé e com marcação mista (individual e por zona). Batida na primeira trave, com intenção de acertar a segunda bola, o primeiro homem não sobe, e param a marcação. Em outro momento, em batida curta, plantam atrás e dão espaço para quem vem como homem surpresa. Não dá pra fazer como nos últimos jogos procurando bater na direção da marca do pênalti.

Um time bem encaixado, inteligente, rápido, cirúrgico, com tesão, sangue nos olhos, atenção redobrada e com vontade de vencer. Isso é o que esperamos de vocês.

Uma torcida não vale a pena pela sua expressão numérica. Ela vive e influi no destino das batalhas pela força do sentimento. E a torcida tricolor leva um imperecível estandarte de paixão.

Com as benções de João de Deus, depois de quarta-feira , estaremos a quatro jogos do retorno a Libertadores!!!

Jorge Coutinho
Sócio Proprietário e membro do Esperança Tricolor

27 de setembro de 2017

Propondo soluções

Esperançosos tricolores,

Estamos em um momento complicado na atual temporada. O desempenho da equipe no Campeonato Brasileiro está muito longe do que esperamos para um clube do porte do Fluminense. Entendemos que o momento não é para apenas criticar, mas sim de apresentar propostas de melhoria.

Além da reunião do CDel, cujo tema central foi a aprovação do terceiro uniforme, o Esperança Tricolor esteve presente em reunião com a Diretoria  executiva do clube para apresentar alguns dos nossos projetos para o Fluminense.

Entre eles, um plano de comunicação organizacional integrada e plano de desenvolvimento de inteligência do futebol.

O primeiro prevê a integração das áreas de marketing e comunicação do clube, desenvolvimento do novo aplicativo oficial, estímulo ao engajamento da torcida e inteligência coletiva, gestão de crises e políticas de relação com investidores, além do desenvolvimento da comunicação interna e da transformação da cultura organizacional.

O segundo, o desenvolvimento do setor de inteligência do futebol, no qual o Fluminense estabelece banco de dados atualizados sobre todos os seus jogadores do profissional e da base. Através de softwares, o clube terá uma série de informações e análises sobre o desempenho de atletas nos jogos e nos treinos, o que suportaria decisões da comissão técnica e desenvolvimento técnico dos atletas.

Parabenizamos a gestão do clube pela iniciativa de estabelecer um novo canal de comunicação com quem está disposto a trazer ideias que possam ajudar o clube. O Esperança Tricolor defende o estímulo à contribuição intelectual da torcida e a uma gestão transparente e eficiente.

Nosso grupo como sempre segue seu trabalho sério e honesto, sem vaidades ou interesses pessoais. Como qualquer tricolor, estamos preocupados com o atual momento do futebol, temos cobrado internamente avanços nessa área e exatamente por isso apresentamos sugestões para que o clube melhore. Continuaremos apoiando o trabalho de reformulação do clube que atualmente tem implementado a profissionalização de seus setores, focando em um planejamento inteligente e detalhado.

Esperança Tricolor

28 de junho de 2017

Nota Oficial - Esperança Tricolor

O Grupo Esperança Tricolor, parte integrante da base de apoio ao Presidente Pedro Abad, vem a público manifestar apoio à decisão de desligar o Vice-Presidente de Projetos Especiais, Sr Pedro Antônio.

Não apoiamos a decisão por sermos parte da base de sustentação da gestão, mas por entender que em uma estrutura organizacional, quer seja em uma empresa, quer seja em um clube, há que se respeitar a instituição, a hierarquia, as determinações e as funções delegadas.

Infelizmente, como pudemos ver nos últimos dias, algumas destas questões não foram respeitadas pelo então Vice-Presidente. Mesmo que tenha tido a melhor das intenções, palavras duras contra a diretoria, entrevistas colocando a gestão em xeque, publicação de assuntos que foram definidos como sigilosos e/ou confidenciais, expuseram de forma desnecessária o presidente do clube e todo o conselho diretor.

Todos nós queremos um estádio para o Fluminense, temos certeza que todos os esforços necessários serão demandados nessa empreitada, assim como entendemos que não é de forma personalista que as decisões devem ser tomadas. Não é deixando de ouvir ou aceitar críticas e sugestões que um projeto andará mais rápido ou atenderá os ensejos do Club e da torcida.

O regime do Fluminense é presidencialista, não cabe a nenhum dos Vice-Presidentes se colocarem acima das decisões do presidente. Além disso, o Conselho Diretor existe para que todas as decisões sejam discutidas e ponderadas.

Ressaltamos ainda nosso total apoio a todas as reformulações que já estão sendo implementadas, oriundas do relatório da auditoria da ERNST & YOUNG conduzido pelo vice-presidente Sandor Hagen. Relatório este, totalmente alinhado ao ótimo trabalho feito pelo departamento financeiro, na pessoa do vice-presidente Diogo Bueno.

Há muito o que se fazer para colocar o clube nos trilhos novamente e seguiremos pensando em um Fluminense grande, como sempre foi, ambicionando o melhor sem deixar que oportunidades ímpares escapem pelos nossos dedos, nem que ninguém se coloque acima do clube.

Saudações Tricolores

Grupo Esperança Tricolor